Mundo esportivo dos EUA adere ao 'Black Out Tuesday' contra o racismo

AFP - São Paulo,SP

02-06-2020 18:52:44

Jogadores, equipes e ligas esportivas dos Estados Unidos aderiram à campanha "Black Out Tuesday" nesta terça-feira, em solidariedade aos protestos contra o racismo e a brutalidade policial que se espalharam pelo país por conta do assassinato de George Floyd.

Os jogadores de basquete Lebron James e Stephen Curry, os quarterbacks da NFL Tom Brady e Drew Brees e os tenistas Sloane Stephens e Coco Gauff, além de muitas outras estrelas dos esportes, publicaram uma tela preta em suas redes sociais, símbolo da campanha, com alguns incluindo o slogan 'Black Lives Matter'.

A campanha foi desenvolvida pelos executivos da indústria da música Jamila Thomas e Brianna Agyemang, e depois gravadoras, produtores, artistas e celebridades se juntaram até se tornar um fenômeno nas redes sociais como Instagram e Twitter nesta terça-feira.

Os Estados Unidos estão enfrentando a maior onda de protestos em décadas desde a morte, há mais de uma semana, do afro-americano George Floyd, durante uma detenção brutal pela polícia de Minneapolis (Minnesota), na qual ele foi imobilizado por um agente branco, que colocou o joelho no pescoço de Floyd durante quase nove minutos.

O mundo esportivo dos Estados Unidos apoiou esses protestos, alguns dos quais levaram a distúrbios, e vários atletas participaram das marchas, como os jogadores da NBA Jaylen Brown e Trae Young.

A própria NBA, a MLS, o Aberto de Tênis dos Estados Unidos e a Associação Nacional de Golfe são algumas das entidades esportivas que também aderiram à campanha nesta terça, na qual um apelo é feito para divulgar as reflexões e mensagens dos representantes da comunidade afro-americana.

"Preste atenção", escreveu Bam Adebayo, pivô do Miami Heat, ao compartilhar uma citação de Martin Luther King Jr: "No final de tudo, lembraremos não das palavras de nossos inimigos, mas do silêncio de nossos amigos".

Enquanto isso, a tenista japonesa Naomi Osaka publicou uma lista de ações para apoiar as reivindicações de Floyd pelo crime, além de contatos de organizações a favor dos direitos civis.

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