Vaiado após derrota, Kardec cogita pior fase da carreira: "Talvez, sim"

São Paulo, SP

12-06-2016 09:00:51

Alan Kardec foi o bode expiatório da torcida do São Paulo após a derrota por 2 a 1, de virada, para o Atlético-PR, na noite do último sábado, no Morumbi, em duelo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. O centroavante, que foi titular no lugar de Jonathan Calleri, perdeu uma chance de gol incrível no segundo tempo, quando o Tricolor ainda vencia por 1 a 0, e pouco incomodou a zaga adversária durante o confronto. No apito final do árbitro Anderson Daronco, a torcida que enfrentou o tempo frio foi a mesma que hostilizou o atleta com vaias.

Para piorar, Kardec chegou a incríveis 15 partidas sem balançar as redes. O único gol anotado por ele na temporada aconteceu no empate por 1 a 1 com o Santos, na Vila Belmiro, em clássico válido pelo Campeonato Paulina, no longínquo dia 27 de março. Como participou do jogo de sábado, o centroavante não poderá se transferir para outra equipe da Série A, uma vez que atuou pela sétima vez seguida no torneio nacional, ultrapassando o limite de seis partidas permitidas para que ocorram negociações entre clubes pertencentes à mesma divisão.

“A partir do momento em que você acerta uma ou duas bolas na partida, você se sente confortável. O gol faz você se sentir melhor ainda, mas infelizmente não tem acontecido. Tecnicamente está sendo abaixo do esperado. Tenho que continuar lutando, trabalhando para que as coisas melhorem”, projetou o jogador de 27 anos, que reconheceu ser essa a pior fase de sua carreira, na qual obteve bons momentos com as camisas de Vasco e Palmeiras, principalmente.

"Talvez, sim. As coisas não têm acontecido da maneira que eu queria. Espero que isso possa mudar", declarou o camisa 14, comentando em seguida os gritos de "ei, Kardec, vai tomar no ...", exclamados pelos torcedores ao término do confronto.

A ira da torcida ocorreu em função de um lance aos 11 minutos da etapa final. Após o chute de Ytalo tocar nas duas traves do goleiro Weverton, Kardec pegou o rebote livre de marcação e quase na marca do pênalti, mas acabou se desequilibrando e furando a bola. Seria o 2 a 0 do Tricolor, que praticamente liquidaria a partida, já que estava melhor em campo.

"O que eu posso dizer é que o torcedor tem razão dentro do estádio. Eu sei do meu potencial, tive momentos bons no São Paulo até minha lesão, até o final de 2015, mas o ano de 2016 não está sendo como eu quero. Aqui no estádio todos têm o direito de cobrar. Fora isso, tem o ser humano, no dia a dia as coisas precisam ser mais ponderadas", analisou para, em seguida, rejeitar a saída do clube. "Sempre estive concentrado no São Paulo. Não penso em sair, temos de seguir trabalhando para dar a volta por cima", completou.

O técnico Edgardo Bauza saiu em defesa do atleta e disse que só o trabalho pode fazer com que o centroavante volte a marcar gols. "O Kardec é um grande jogador, mas que não vive uma boa fase. A recuperação é jogando, tem de voltar a jogar o que ele sabe, trabalhando", receitou o comandante argentino.

Caso Calleri não volte a jogar na quarta-feira, às 19h30 (de Brasília), contra o Vitória, novamente no Morumbi, Alan Kardec poderá ter mais uma chance de se redimir perante à torcida tricolor se Bauza não optar por outro jogador. O duelo será válido pela oitava rodada do Brasileirão.

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