Por amor à camisa, joia do São Paulo ignora assédio de gigantes europeus

Tiago Salazar - São Paulo,SP

27-07-2016 17:00:53

Há tempos o futebol se tornou um mundo dominado por interesses financeiros e com jovens promissores enxergando os clubes europeus como o ápice para a carreira de qualquer um. O São Paulo, no entanto, pode dizer orgulhosamente que tem uma peça rara sob seus cuidados. Marquinhos Cipriano, atacante da equipe sub-17, tomou uma decisão incomum, assustadora para alguns, mas que serve de esperança para aqueles que ainda acreditam no futebol movido pela paixão. O atacante recusou uma proposta do Atlético de Madrid, atual vice-campeão da Liga dos Campeões da Europa, e nem sequer topou sentar para conversar com representantes de Arsenal e Juventus, gigantes da Inglaterra e Itália, respectivamente.

“Meu grande sonho é fazer história no São Paulo, ganhar Libertadores, Paulista, Brasileiro...”, disse a promessa à Gazeta Esportiva, sem esconder o entusiasmo por saber que o famoso técnico argentino Diego Simeone gostaria de contar com seu futebol. “Assusta, mas, como eu sempre disse, minha intenção é ficar aqui no São Paulo. É aqui que eu quero jogar, fazer história”, reiterou, convicto, apesar da feição de menino.

A ideia dos espanhóis era apostar no talento de Marquinhos a partir do momento em que a joia completasse a maioridade, em fevereiro do próximo ano. Para isso, mostrou ao próprio atleta um projeto que também previa a ida de sua família (pai e um irmão) a Madri. O contrato de cinco anos com salários altos e luvas milionárias mexerem com o atacante, mas não foram mais fortes do que seu sonho.

São-paulino fanático desde muito pequeno, Marquinhos não abre mão de sentir o prazer de atuar pela equipe principal do clube. Lucas, hoje no PSG, da França, é a sua referência dentro e fora de campo. Assim como a última grande revelação de Cotia, Marquinhos não pensa em partir para o Velho Continente sem antes marcar seu nome no Tricolor do Morumbi, que gastou cerca de R$ 1 milhão para o contratar em setembro do ano passado.

No Brasil, grandes equipes também já tentaram tirar o goleador do São Paulo, mas todas as propostas foram recusadas. E apesar de ter brilhado apenas nas categorias de base, por ora, a multa contratual de Marquinhos já é de 30 milhões de euros. O Tricolor é dono de 70% dos direitos econômicos do avante, enquanto o extinto Desportivo Brasil, comprado recentemente pelo chinês Shandong Luneng, detém os 30% restantes.

Marquinhos foi considerado o melhor jogador da Taça BH sub-17, que culminou no título do São Paulo no último domingo. Com cinco gols, o atacante só ficou atrás do trio flamenguista Vinícius Jr, Bill e Lincon. Cada um marcou seis gols na competição.

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