Fernando Diniz comemora ‘trégua’ na Libertadores: “Alívio para todo mundo”

Marcelo Baseggio - São Paulo,SP

12-03-2020 00:33:02

O técnico Fernando Diniz não escondeu o alívio após a vitória por 3 a 0 sobre a LDU, nesta quarta-feira, no Morumbi. Precisando do resultado positivo para não se complicar na busca por uma vaga ao mata-mata da Libertadores, o comandante são-paulino sabe que o placar da partida terá influência não só na rotina do elenco, mas também no clima do CT da Barra Funda nos próximos dias.

“Dá um alívio para todo mundo, ganhar alivia. Sabemos que fizemos uma partida muito boa, a equipe atacou bem e marcou bem. Não sofreu gol, nem perigo. Temos que saber que precisamos melhorar, gostar daquilo que fizemos hoje”, afirmou Fernando Diniz.


Apesar do alívio, o técnico do São Paulo reconheceu a queda de desempenho da equipe na reta final do primeiro tempo, quando já vencia por 2 a 0. Pelo fato de o time ter construído o placar logo no início do jogo, a LDU cresceu e deixou a torcida apreensiva, mas não a ponto de colocar a vitória tricolor em xeque.

“O time começou em um ritmo muito acelerado. Temos uma maneira de marcar, de se proteger. Quando baixamos as linhas, ficamos seguros. Estava pedindo um pouco para a gente sair de trás, mas não estava insistindo muito porque se saíssemos de qualquer jeito, ficaríamos vulneráveis”, explicou.

“Depois parei até de falar, esperei o intervalo para a gente organizar a saída lá de trás. Com um time que sabe jogar, caso da LDU, você não pode sair de trás de forma inadequada. No segundo tempo sabíamos por onde tínhamos que sair para não gerar espaços atrás”, completou.

Questionado se o São Paulo deu uma amostra de que sabe sofrer, Fernando Diniz foi em contramão às declarações de Tite, técnico da Seleção Brasileira e que costuma aderir ao termo. Para o comandante tricolor, o contexto envolve outro fator bem simples.

“Não é questão de saber sofrer, é questão de marcar. O Atlético de Madrid eliminou o Liverpool porque sabe marcar. Hoje não sofremos contra a LDU, qual a chance de gol que eles tiveram? Quando é preciso, tem que fazer [marcar]. Quando baixam as linhas do jeito que baixamos, o time se sente seguro. Para avançar as linhas, tínhamos de fazer alguns ajustes”, concluiu.

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