Feliz por música, Calleri diz que torcida não interfere em seu futuro

José Victor Ligero - São Paulo , SP
17/06/2016 12:58:22 — 17/06/2016 13:20:31

Em: Bastidores, Brasileiro Série A, Futebol, Libertadores, São Paulo
O atacante Jonathan Calleri disse que a torcida tricolor não definirá seu futuro (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)
O atacante Jonathan Calleri disse que a torcida tricolor não definirá seu futuro (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

De tão querido pela torcida são-paulina, Jonathan Calleri até ganhou um canto personalizado, entoado antes, durante e após as partidas em que o jogador participa. Artilheiro do Tricolor na temporada, com 13 gols, o argentino, no entanto, tem contrato de empréstimo só até o fim da participação da equipe na Copa Libertadores da América, pela qual disputará as semifinais contra o Atlético Nacional-COL, nos dias 6 e 13 de julho.

“Renovei meu contrato por um mês há quatro dias e estou garantido na Libertadores. Depois vamos ver o que resolveremos”, informou o jogador durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, no CCT da Barra Funda.

Em seguida, Calleri ressaltou que, apesar do reconhecimento por parte dos torcedores, não serão eles que o farão ficar no clube do Morumbi. “Não, porque essas decisões vão além disso. Estou muito agradecido pela maneira muito, muito linda como eles me recebem. Sinto isso toda vez que jogo, mas isso não muda a situação. Os dirigentes é que precisarão ver se saio agora ou se fico até o fim do ano. Por ora, só termino a Libertadores”, avisou.

Ligado ao uruguaio Deportivo Maldonado, clube de empresários, Calleri chegou ao São Paulo para a disputa da Libertadores da América, principal objetivo do time na temporada, com a expectativa de seguir à Europa logo após o fim do primeiro semestre em caso de o clube do Morumbi não conquistar a vaga ao Mundial de Clubes – a Inter de Milão é especulada como seu provável destino, embora o atacante despiste sobre o tema. Do contrário, o atleta permaneceria na tentativa do tetracampeonato em dezembro, no Japão.

“Não neguei que tinha algo com a Inter porque não me perguntaram. Vim com vontade de mostrar meu futebol. Não tenho contrato com ninguém além do São Paulo. Agradeci aos dirigentes por terem me dado a semana para resolver questões pessoais. Obviamente é um sonho jogar na Europa, mas desfruto todo instante o São Paulo e a cidade, que é perto da Argentina”, explicou.

Na semana retrasada, o argentino foi liberado pela diretoria tricolor para fazer uma viagem à Itália a fim de resolver pendências com seu passaporte, além de ter ido à Argentina para acompanhar o funeral de seu melhor amigo, Sebastian Vladi, morto em acidente de trânsito. Na ocasião, o atleta fora cortado minutos antes da partida contra o Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro, no último sábado.

Após desfalcar o São Paulo por cinco partidas, o atacante voltou a escutar o “Toca no Calleri que é gol” ao abrir o triunfo são-paulino sobre o Vitória, por 2 a 0, na última quarta-feira, no Morumbi. Ex-Boca Juniors, o camisa 12 revelou ser essa a primeira música exclusiva na carreira de jogador de futebol.

“Nunca tive uma (risos). No Boca me reconheciam sempre, mas aqui me querem muito mais. Me sinto muito bem aqui no São Paulo, por isso penso em ficar às vezes”, contou o atacante, que, com 26 jogos com a camisa tricolor, possui uma média de 0,5 gol por partida, marca ignorada pelo atacante.

“Estamos em um grande momento e agora vamos para o objetivo principal, que é a Libertadores. Não me atento aos números, trato de ajudar o time a jogar bem. Se eu for artilheiro, mas não campeão, não me serve de nada”, concluiu.




  • Giusepe Francis Silva

    Calleri, o exterminador de gambás, porkis e lambaris….

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