Análise: São Paulo evolui contra retrancas, mas ataque precisa ser mais letal  

Redação - São Paulo,SP

25/02/22 | 05:00

Marcelo Baseggio

O São Paulo conquistou a importante classificação para a segunda fase da Copa do Brasil nesta quinta-feira, mas graças ao regulamento da competição. Com o empate sem gols com o Campinense, fora de casa, o Tricolor só avançou pelo fato de estar melhor colocado no ranking da CBF, embora tenha sido superior ao adversário ao longo dos 90 minutos.

Ao contrário do que vinha ocorrendo com frequência no Campeonato Paulista, desta vez o São Paulo conseguiu superar a retranca rival, criando diversas oportunidades de gol, mas parando no goleiro Mauro Iguatu, que protagonizou algumas defesas difíceis durante a partida.

Mais uma vez o resultado contra um time de menor expressão foi o empate, mas o desempenho do ataque nesta quinta-feira foi diferente do que o time performou contra o Ituano ou Inter de Limeira, por exemplo. Alisson, Calleri e Gabriel Sara tiveram chances cara a cara com o goleiro enfrentando o Campinense, mas faltou um maior capricho na conclusão.


Ciente de que o São Paulo seguirá tendo de enfrentar times com uma postura mais defensiva no decorrer da atual temporada, o técnico Rogério Ceni vem trabalhando no CT da Barra Funda para conseguir furar a retranca rival com mais naturalidade, e seus jogadores mostraram nesta quinta-feira que os treinos têm surtido efeito.

Mesmo sem o tão sonhado atacante de velocidade pelos lados do campo, o São Paulo conseguiu jogar entrelinhas nesta quinta-feira, principalmente com Gabriel Sara, Alisson e Nikão. Rodrigo Nestor também exerceu um papel importante na armação das jogadas, dando alguns passes em profundidade decisivos para deixar seus companheiros na cara do gol.

É verdade que o ataque não funcionou como deveria. As chances foram criadas, mas todos os jogadores do São Paulo falharam em seus respectivos arremates. Quando a bola não ia para fora, parava em Mauro Iguatu, seja por competência ou por sorte.

O fato de o Tricolor ter marcado seis gols contra equipes de Série A em 2022 e sofrido contra times de menor expressão não é um mero acaso. De fato, os clubes mais modestos não têm obrigação de encarar o São Paulo de igual para igual. Por isso, Rogério Ceni terá de seguir aperfeiçoando o jogo ofensivo de sua equipe para driblar as incômodas retrancas nesta temporada.

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