Presidente do Santos mantém otimismo sobre “máster bom”, mas diz: “Não é no estalo de dedo”

Lucas Musetti Perazolli - Santos , SP
30/05/2019 14:29:13

Em: Futebol, Notícias, Santos
Santos não tem patrocínio máster há mais de cinco meses (Divulgação)

O presidente do Santos, José Carlos Peres, voltou a comentar sobre as negociações por um patrocínio máster nesta quinta-feira, em entrevista no CT Rei Pelé. O Peixe não possui uma empresa no espaço máster do uniforme desde dezembro, com a saída da Caixa Econômica Federal.

Peres manteve o otimismo, mas destacou as dificuldades do mercado e o objetivo de não fechar por menos do que o clube merece.

“Eu fui de marketing, 36 anos no mercado financeiro. Sempre trabalhando junto em outros departamentos, como o marketing, dividindo opiniões e objetivos. Primeiro detalhe é ser otimista, nunca vi pessimista vencer na vida. Sonhar, trabalhar, não podemos vender camisa por qualquer valor. Há uma resistência, mercado tem regra de quem ter que pague. Brasil passa por dificuldade grande, só não vê quem não quer. Muito desemprego, é um drama, presidente tentando mudar os mesmos problemas de sempre. Congresso… Tudo isso trabalha contra o mercado. Dólar subiu, euro subiu, é insuportável moeda perder tanto valor. Tudo isso nos leva à reflexão de que temos que nos adaptar. Mercado é simples, oferta e procura. O que eu disse, sou otimista, vamos fechar patrocínio bom ainda. Só que temos limite”, disse o presidente

“Se esse limite planejado não ocorrer, teremos de baixar. Há várias empresas interessadas, mas não atendem ao valor. Máster nós temos expectativa de fechar o mais rápido possível, mas não é no estalo de dedo. Nossa camisa tem valor, Santos é reconhecido, brasileiro mais conhecido no mundo. Futebol brasileiro é o mais conhecido ainda, por causa do Pelé, Garrincha, Didi, Vavá, Gylmar… Somos futebol mais conhecido do mundo. Logo, Santos é o time mais conhecido do mundo, de uma história do passado que temos que continuar trabalhando para que seguremos agora. Santos é forte, todos querem jogar aqui. Vamos esperar um pouco até o ponto que a gente resista por um valor melhor”, completou.

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Na última segunda-feira, o executivo de marketing Marcelo Frazão também falou sobre as tratativas por um patrocínio máster.

“Clubes optaram por bancos digitais, com valores garantidos abaixo da metade até então. Corinthians fechou com BMG a 12 milhões de mínimo, contra 28 antes. Flamengo fechou por R$ 13,5 mi, antes faturava R$ 26 mi. Buscamos outros patrocínios de uniforme, omoplata, meia, short, Philco e Algar. Procuramos manga e barra frontal. Clubes transformam uniformes em macacões automotivos, infelizmente. Ideia é preservar o máster em busca do que o clube espera”, afirmou Frazão.

“Vamos supor que fechássemos em 5 milhões (Santos recebia R$ 10 mi fixos da Caixa). Se não tivéssemos sucesso em conversões de bancos digitais, como ocorre na maioria dos clubes, entregaríamos espaço nobre por valor menor do que o mercado, sem receber o devido pelo risco. Opção é não aceitar esse tipo de modelo. Buscamos a totalização de operações para compensar um pouco do patrocínio máster e buscarmos na frente algo melhor. Pode ser que não haja outra opção até o final do ano, e aí é decisão do Comitê de Gestão aceitar ou não (por menos)”, concluiu.

Atualmente, o Santos tem os patrocínios da Philco (costas), Algar (barra traseira e top central – próximo à gola), Unicesumar (calção), Kodilar (meiões), Orthopride (número) e Casa de Apostas (omoplata). Falta o máster e as mangas.




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