Ex-Santos, zagueiro busca retomar a carreira após aventura frustrada na Malásia

Lucas Musetti Perazolli - Santos,SP

01-06-2020 09:00:27

Gustavo Eugênio foi bicampeão da Copinha pelo Santos, era convocado para seleções brasileiras de base e subiu ao elenco profissional com 19 anos. Toda a expectativa, porém, ainda não se confirmou.

Sem espaço no grupo principal do Peixe, o "Japa", como é conhecido, foi para o Paraná. Desde então, passou por Feirense, River-PI, Villa Nova-MG. Tupynambás e Portuguesa.

A última aventura de Gustavo ocorreu na Malásia. E não deu certo... O defensor, hoje com 26 anos, não gostou da estrutura do Perak e optou por voltar ao Brasil. O desafio agora é retomar a carreira.

"Estou em Goiânia à espera de uma oportunidade, com pensamento positivo. Acredito que tudo vai voltar ao normal depois da pandemia e acertarei com um grande clube. Treino forte e mantenho a forma à espera dessa oportunidade", disse Gustavo Eugênio, à Gazeta Esportiva.


Veja a entrevista completa abaixo:

Como é a dificuldade de encontrar um clube no meio da pandemia do novo coronavírus?

"Os clubes já vinham passando por crise financeira normal. Com a chegada do coronavírus isso só se agravou. Sempre há interessados e especulações, continuo treinando e mantendo a forma para estar pronto quando houver algo concreto".

Como se mantém financeiramente?

"Sempre fui muito pé no chão sobre dinheiro. Consegui investir um pouco em negócios de família. Hoje eu administro aqui em Goiânia. Esses negócios me dão tranquilidade maior. Mas jogar futebol não se compara... Estou ansioso".

Por que saiu do Santos?

"No Santos eu sempre fui muito feliz. Fiquei chateado com algumas pessoas que assumiram a diretoria pela forma que foi, mas são coisas do futebol. Essa troca de diretoria, de treinador... Isso acontece a todo momento. Sobre a instituição Santos, só tenho a agradecer".

A concorrência atrapalhou? Você brigou por posição com Edu Dracena, Durval, David Braz, Neto...

"Eu acredito que dificultou, sim. A concorrência foi muito forte. Não tive tanta oportunidade e acabei buscando outros mercados para aparecer profissionalmente. Isso é normal e tenho que buscar vencer a todo momento. Acredito que também sou um grande jogador".

Você foi bicampeão da Copinha. E a maioria deles ainda não vingou. Por que acha que isso ocorre?

"Cada um tem seu momento, seu tempo. Ninguém pode ser igual a ninguém, apesar de sermos campeões juntos. O rótulo de Meninos da Vila só agrega na carreira. Gosto e sou tranquilo quanto a isso. É pesado, mas ao mesmo tempo bom porque todos nos respeitam".

Como foi a experiência na seleção de base? Você dividiu quarto com Marquinhos, hoje uma das estrelas do PSG...

"Eu tinha tido algumas convocações anteriores. Marquinhos foi convocado pela primeira vez e dividimos quarto. Foi experiência incrível. Não só por ser o Marquinhos, mas por estar na seleção, auge da carreira. A gente mantém contato, também com o Emerson Palmieri, do Chelsea".

Como foi a aventura relâmpago na Malásia?

"Na Malásia foi muito rápido. Fui pego de surpresa. Cheguei lá e vi que não era o que eu buscava para o futuro da minha carreira. Futebol ainda em desenvolvimento, muito amador. Vi que se eu ficasse, não teria chance de dar continuidade na carreira do jeito que eu sempre pensei. Então decidi vir ao Brasil e esperar algo melhor".

Você já viveu muita coisa na carreira e ainda tem 26 anos. Quais são seus onhos?

"Uns estouram mais cedo, outros mais tarde. Futebol é dinâmico. Tem quem estoura com 30 anos, por exemplo. Fico ansioso para retomar a carreira e jogar em grandes clubes, mas é preciso saber lidar com ansiedade para não atrapalhar".

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