Bustos tenta administrar minutos de jogadores para ter elenco mais inteiro para maratona de jogos

São Paulo, SP

19-06-2022 18:00:47

A sequência de jogos do Santos, com a disputa de três competições ao mesmo tempo - Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana -, está fazendo com que o treinador argentino Fabián Bustos e seu comissão técnica tenham que se desdobrar para administrar os minutos jogados por cada atleta a fim de ter o elenco mais inteiro. No empate com o Red Bull Bragantino, no último sábado, isso foi bem perceptível com as substituições feitas.


Voltando de lesão, o centroavante Léo Baptistão, autor dos dois gols santistas, só pode jogar pouco mais de 50 minutos. O atacante Ângelo, outro que estava machucado, entrou apenas no segundo tempo e ficou cerca de meia hora em campo.

"O Léo (Baptistão) não podia jogar mais de 60 minutos. Ele vem de uma lesão e está se recuperando. O Bruninho (Oliveira) não vinha jogando seguidamente e se machucou no fim do primeiro tempo. O Jhojan (Julio) jogou 90 minutos há três dias. Nós não matamos o jogo. Qualquer um de vocês pode pensar, opinar o que quiser, mas eu tive o Baptistão até quando pude. Não podia arriscar sua recuperação", explicou Bustos na entrevista coletiva após a partida na Vila Belmiro.

"Ângelo, corpo médico, não podia jogar mais de 45 minutos. Tínhamos de decidir se jogava os primeiros ou últimos 45. No segundo tempo tem um pouco menos de intensidade que no primeiro. Preferimos que jogasse os últimos 45 minutos", prosseguiu o treinador sobre o jovem atacante de apenas 17 anos.

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A sequência de jogos do Santos será intensa agora. para começar dois clássicos contra o Corinthians, ambos na Neo Química Arena, em São Paulo. O primeiro nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), pela rodada de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, e o segundo no sábado, às 19 horas, pela 14ª rodada do Brasileirão. Depois na quarta seguinte, dia 29, duelo de ida das oitavas da Copa Sul-Americana contra o Deportivo Táchira, na Venezuela.

"Agora jogamos quarta-feira, depois sábado, depois Venezuela, quarta-feira... Tem de cuidar das cargas. As substituições eram porque Bruno (Oliveira) não poderia seguir, o Léo (Baptistão) não poderia jogar mais do que jogou. Se a gente faz o terceiro gol, agora estaríamos falando que as substituições foram boas", finalizou.

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