Futebol/Santos

Após confusão envolvendo Caju, Peres avisa: “Empresário não manda mais no Santos”

Lucas Musetti Perazolli e Mateus Videira* - São Paulo , SP
12/07/2019 08:00:15

Em: Escolha do editor, Futebol, Santos

Horas depois de se envolver em uma confusão e discutir com um dos empresários do lateral Caju na Vila Belmiro, o presidente do Santos, José Carlos Peres, disse claro que a relação do clube da Baixada Santista com os agentes de atletas mudou em sua gestão. Em entrevista concedida após a apresentação do anteprojeto de retrofit do Estádio Urbano Caldeira, o principal membro da diretoria do Peixe afirmou que o clube é “soberano”

“O Santos mudou a relação com empresários. Empresário não manda mais no Santos. O clube tem sua própria soberania e ele vai ter que respeitar. Quem faz o preço do atleta somos nós. Tivemos a venda do Vecchio e ela foi no mais alto nível. Ficamos 10 dias discutindo isso. Cada jogador que sai custou dinheiro ao Santos, então temos que pensar em recuperar essa quantia e valorizar o clube”, disse Peres.

De acordo com o relato do próprio presidente à Gazeta Esportiva, a discussão foi forte, com xingamentos, mas sem agressão, como reafirmou horas depois em entrevista. Como de costume, o presidente estava com seu segurança pessoal. O motivo foi um desacerto pela venda de Caju. “Foi uma discussão só, acalorada. Mas sem nenhum tipo de efeito. Não dá para caracterizar com briga, foi mais uma provocação”, comentou.

Sem agendar reunião, o agente foi ao encontro do presidente e cobrou a liberação de Caju ao Braga, de Portugal. A reportagem apurou que houve um empurrão durante a discussão. A polêmica se dá pela negativa de Peres em negociar o jogador por 200 mil euros (cerca de R$ 845 mil) e pede ao menos 600 mil euros (aproximadamente R$ 2,5 mi) pela venda. Caju abriria mão dos 40% de direito e o valor ficaria inteiro para o Alvinegro. Os portugueses ainda topam ceder 300 mil euros (R$ 1,2 mi) de uma futura venda do jogador de 23 anos.

Caju tem contrato até dezembro e já pode assinar um pré-acordo para sair de graça em janeiro, mas o Braga o quer agora, penando no início da temporada europeia. Além disso, o lateral-esquerdo não quer repetir Robson Bambu e Léo Cittadini e sair sem deixar nada ao Peixe, clube onde foi criado.

Caju recusou duas propostas de prorrogação de contrato, depois de voltar do empréstimo ao Apoel (CHI) e passar a treinar com Jorge Sampaoli. Ele recebe salário alto para um reserva, próximo ao de Diego Pituca, por exemplo, e o Santos não propôs qualquer reajuste. A saída agora implicaria em economia de cerca de R$ 1 milhão até dezembro.




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