Você sabia? Termos “acabou em pizza” e “corneteiro” estão ligados ao Palmeiras

Bruno Ceccon - São Paulo,SP

21-05-2020 08:00:11

Fundado por italianos e seus descendentes em 1914, o Palmeiras tem contribuições à língua portuguesa. A popularização dos termos “corneteiro” e “acabou em pizza”, hoje utilizados de maneira corriqueira fora do âmbito esportivo, está ligada ao clube alviverde.

As ferrenhas batalhas políticas travadas por seus dirigentes e conselheiros são peculiares à Sociedade Esportiva Palmeiras. A criação do termo “acabou em pizza” remete a uma reunião realizada pela diretoria do clube nos anos 1960, período em que o time, conhecido como Academia de Futebol, fazia história dentro do gramado.

Após uma longa reunião, os participantes deixaram o clube para ir a uma pizzaria e o jornalista Milton Peruzzi, repórter do jornal A Gazeta Esportiva, noticiou no dia seguinte: “Crise do Palmeiras acaba em pizza”. Outra versão sustenta que os dirigentes apenas encomendaram pizzas, mas é consenso que o termo está ligado ao clube.

O surgimento da expressão “corneteiro” também passa pelo Palmeiras. Nos anos 1930, antes das reuniões, os membros da oposição costumavam se reunir em um bar vizinho da fábrica de ferragens Corneta, nas imediações da sede do clube. Portanto, passaram a ser chamados de "turma da corneta" e, posteriormente, de corneteiros.

Outra corrente sobre o surgimento do termo defende que os funcionários da fábrica de ferragens em seus momentos de intervalo tinham o hábito de acompanhar os treinamentos do time de futebol. Conhecidos pelos comentários críticos, passaram a ser chamados de corneteiros.

Diferentes versões à parte, a cornetagem faz parte do DNA palmeirense. Em sua primeira passagem pelo clube, Luiz Felipe Scolari cunhou o termo “turma do amendoim” em alusão aos exigentes senhores que, sentados nas antigas numeradas cobertas do Palestra Itália, costumavam criticar o time enquanto comiam a iguaria.

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