Análise: Palmeiras mostra virtudes e fragilidades no sofrido empate com o Athletico

Redação - São Paulo,SP

24/02/22 | 06:00

Por Pedro Nascimento

Foi sofrido, mas o Palmeiras conseguiu evitar uma derrota na primeira partida da Recopa Sul-Americana, contra o Athletico Paranaense. O time mostrou virtudes interessantes na etapa inicial, em especial no meio-campo, mas caiu bastante de rendimento no segundo tempo. O segundo gol do empate por 2 a 2 com o Furacão saiu no último respiro da partida.

Para o primeiro capítulo da decisão, Abel mandou a campo o mesmo time que derrotou o Santo André no último final de semana. Dessa forma, Raphael Veiga foi mantido como o homem mais avançado do sistema ofensivo da equipe alviverde. Não atuou preso entre os zagueiros, no entanto. Suas principais funções foram encontrar os pontas em velocidade e abrir espaços na defesa.

Atrás de Veiga, o Verdão utilizou um triângulo no meio-campo. Danilo e Atuesta foram os jogadores mais próximos dos zagueiros, atuando lado a lado. Enquanto isso, Jailson foi posicionado no vértice à frente. Essa distribuição foi pensando nos encaixes da equipe na fase defensiva.

O Athletico não utilizou pontas, tendo cinco meio-campistas na equipe titular. Abel, então, percebeu que seria importante bloquear a faixa central do campo. Danilo e Atuesta tiveram a responsabilidade de vigiar os adversários que se movimentavam em suas respectivas zonas, evitando que o oponente encontrasse passes entrelinhas.

A princípio, Jailson chegou ao Palmeiras para ser um primeiro volante. Quiçá, um zagueiro. No entanto, Abel rapidamente entendeu que o jogador tem a imposição física necessária para ser o responsável por pressionar no campo do rival com eficácia. Assim, foi escalado mais à frente, dificultando a saída de bola do oponente.


Por mais que seu gol tenha saído em um bate e rebate após o escanteio, a presença na área é outra característica importante de seu jogo. Jailson é um meio-campista que tem o costume de se infiltrar e receber à frente, aspecto fundamental no modelo de jogo do treinador português.

O segundo tempo do Palmeiras, no entanto, foi muito abaixo. O Athletico adiantou os laterais e forçou Dudu e Rony a recuarem, tirando poder de fogo do time alviverde. A partir do momento em que os visitantes recuperavam a bola, não tinham saída para contra-atacar.

Veiga, tão importante para o Verdão, foi infeliz ao perder uma bola na entrada da área na origem do segundo gol do Athletico, marcado por Marlos. A equipe foi obrigada a propor o jogo contra um adversário em bloco baixo, enfrentando um cenário adverso. Wesley encontrou grande passe para Veron, mas o atacante desperdiçou grande chance.

O empate, pode-se dizer, caiu dos céus para o Palmeiras. No último lance da partida, Wesley sofreu pênalti, e coube a Veiga decidir. O meia mostrou a sua costumeira precisão e seguiu com um aproveitamento de 100% na marca da cal com a camisa do Palestra, evitando uma vitória que exigiria bastante do time na volta.

Vale destacar que as ausências de Gustavo Gómez e Luan trouxeram problemas ao Palmeiras. Enquanto o primeiro tem uma capacidade muito acima da média para defender a área, o segundo tem muita qualidade na iniciação das jogadas e tem um peso importante na construção ofensiva do time.

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