Rashford denuncia comida 'inaceitável' para crianças pobres e Johnson promete revisão

AFP - São Paulo,SP

13-01-2021 13:32:19

O atacante do Manchester United Marcus Rashford recebeu, nesta quarta-feira (13), garantias do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de que os pacotes de comida gratuita enviados às famílias desfavorecidas serão revisados, denunciados como "inaceitáveis" por sua quantidade e qualidade.

O jogador, que lançou há meses uma campanha para que o governo continuasse proporcionando comidas às crianças pobres durante o fechamento das escolas pelo coronavírus e as férias escolares, se apoiou em imagens compartilhadas nas redes sociais dos pacotes alimentícios recebidos por algumas famílias.

Em uma entrega que supostamente deveria incluir 10 refeições, havia três maçãs, duas bananas, duas cenouras, duas batatas, uma lata de feijão, pão fatiado com queijo, um pouco de massa e cinco barras de cereais.

"É um insulto para as famílias que receberam", admitiu Johnson ao ser questionado a respeito no Parlamento. Ele anunciou que tomará medidas, depois de conversar por telefone com Rashford e este explicar o ocorrido no Twitter.

O primeiro-ministro "me garantiu que está comprometido em corrigir o problema com os pacotes de alimentos e que está realizando uma revisão completa da rede de fornecimento", afirmou o atacante do Manchester United.

O ministro da Educação, Gavin Williamson, afirmou que vai designar e advertir as empresas que fornecem pacotes inadequados. O governo deixou claro a todo o setor da alimentação escolar que tal comportamento "não será tolerado", acrescentou.

A nova polêmica em torno das refeições escolares gratuitas surgiu na segunda-feira depois que uma mãe compartilhou a imagem de um escasso pacote de alimentos, afirmando o quão deprimente era ver seu conteúdo, estimado em pouco mais de 5 libras (7 dólares ou 5,5 euros).

Esta e outras fotos parecidas viralizaram rapidamente.

"As crianças merecem coisa melhor", tuitou Rashford. "Alguma coisa está errada e temos que consertar, rapidamente!", acrescentou.

Chartwells, a empresa responsável pelo pacote que provocou a polêmica, afirmou que "investigaria imediatamente" o ocorrido e que "isso não reflete o conteúdo padrão de nossos pacotes". A empresa se reuniu com funcionários do ministério da Educação nesta quarta-feira para discutir a situação.

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