Presidente do Cruzeiro afirma que meta para 2021 é o acesso, mesmo que sem título

São Paulo, SP

16-02-2021 11:05:26

O Cruzeiro já começou a preparação para a temporada 2021. O clube não atingiu o principal objetivo de 2020, que era o retorno à Série A, muito menos com título. Em entrevista ao jornal o Globo, o presidente Sérgio Santos Rodrigues comentou que a meta é o acesso, mesmo que sem a taça.

"Evito ao máximo a futurologia. Quando o Cruzeiro vai ganhar um título? Pode ser este ano. Por que o Cruzeiro, no ano do centenário, não pode ganhar? Mas a gente trabalha com pé no chão. O objetivo é a Série A. Claro que eu quero ganhar. Mas não tenho obrigação. Na Copa do Brasil, vamos uma fase de cada vez. A meta na Série B é subir. Não precisa ser campeão".

Sobre o fracasso na temporada 2020, o presidente lembrou o momento conturbado pelo qual o clube passa. A dívida da Raposa no começo de sua gestão era de mais de 1 bilhão de reais. O mandatário ainda ressaltou a importância do torcedor não aplaudir atitudes irresponsáveis que ocorreram nas gestões anteriores, levando a instituição ao lugar onde se encontra.

"É curioso. O Gilvan Tavares ganhou dois títulos brasileiros e uma Copa do Brasil. Hoje, das dívidas Fifa que a gente tem, 90% foram contraídas na gestão dele. Me perguntaram: o que precisa fazer para esse tipo de dirigente ser evitado? Eu falei: a torcida parar de aplaudir o errado que dá certo. Eu não tive o acesso e me xingaram, não vendo o que aconteceu para trás".

Foto: Divulgação/Cruzeiro

Se dentro de campo o grande objetivo é subir para a primeira divisão, fora dele o trabalho não para. A meta é diminuir e pagar as dívidas astronômicas do Cruzeiro. Sérgio Santos Rodrigues explicou alguns números, deixando claro que a gestão já conseguiu diminuir a dívida, afirmando que chega com um balanço melhor do que times da elite nacional.

"A gente estima que a nossa gestão, entre negociações e dívidas pagas, bateu R$ 250 milhões a menos. O Cruzeiro vai estar melhor em balanço do que muito time da Série A. Vamos reduzir custos e endividamento geral. Sobre a dívida, muitos acordos que fizemos foram no último trimestre. Então, na parcial que a gente soltou, eles não tinham saído ainda e aí a dívida estava na casa do bilhão. Quando publicarmos os acordos todos, creio que vamos fechar com uns R$ 800 milhões de dívida".

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