Será que Jô ainda é o mesmo? Veja histórico de ídolos que voltaram ao Corinthians já veteranos

Tiago Salazar - São Paulo,SP

21/06/20 | 05:00

Jô está de volta ao Corinthians depois de passar 18 meses no Japão, onde defendeu o Nagoya Grampus. O impacto imediato da contratação foi positivo, mas algumas ressalvas foram observadas na sequência, principalmente entre torcedores, nas redes sociais.

O fato do centroavante estar, hoje, com 33 anos e sem jogar desde dezembro de 2019, temporada em que marcou apenas oito gols em 37 atuações, levantaram desconfiança. O vencimento do vínculo acertado para dezembro de 2023 também originou críticas.

De uma maneira ou de outra, a chegada de Jô emana boa expectativa na Fiel, principalmente porque o centroavante foi bem com a camisa alvinegra tanto na primeira passagem, quando ainda era uma jovem promessa do Terrão, quanto em 2017, ocasião em que foi protagonista de dois títulos, Paulista e Brasileiro.

E agora, será que Jô vai conseguir repetir a dose? Obviamente, é impossível prever. Só o tempo dirá. No entanto, há uma curiosidade histórica nessa situação: não é muito comum jogadores obterem sucesso no Corinthians ao retornarem em uma fase mais próxima do fim da carreira. Mas, tem quem passou por cima disso.

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Quem voltou e representou:

Luizinho

Luizinho ficou no Corinthians até 1967 (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Luizinho, o “Pequeno Polegar”, é o segundo jogador que mais atuou com a camisa do Corinthians. Depois de brilhar de 1948 até 1960, o ídolo voltou em 1964, com 34 anos de idade, e fez uma temporada muito boa, como líder dentro de fora de campo de uma equipe que chegou a lutar por títulos.

Liédson

Liédson temrinou 2011 bem, mas em 2012 seus joelhos não permitiram grandes atuações (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Liédson chegou ao Corinthians em 2011 com 34 anos de idade e com o bom histórico na passagem pelo clube, em 2003. O Levezinho derrubou o pessimismo e terminou 2011 com 23 gols em 44 jogos, titular e peça-chave do Timão campeão do Campeonato Brasileiro.

Ralf

Ralf voltou e, de cara, foi campeão Paulista como titular (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Ralf deixou o Corinthians em 2015 como capitão do time no título do Brasileirão. O volante, que chegou ao clube em 2010, marcou época e retornou em 2018, com 34 anos de idade. A passagem pela China pouco atrapalhou Ralf, que rapidamente se tornou titular, fez 31 jogos e participou do título Paulista dentro do Allianz Parque.

Jadson

Jadson ainda foi artilheiro e líder em assistências do Corinthians em 2018 (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Outro que voltou ao clube com 34 anos foi Jadson. Em 2017, o meia foi repatriado da China e terminou o ano com 10 gols em 48 atuações. Jadson foi o líder em assistências de um time que concluiu a temporada campeão Paulista e Brasileiro.

Quem voltou e decepcionou

Por outro lado, a lista de jogadores que regressaram ao Corinthians veteranos, alguns em fim de carreira, depois de passagens marcantes pelo clube, mas que não conseguiram corresponder às expectativas é bem mais extensa:

Wladimir – voltou em 1987, com 33 anos
Casagrande – voltou em 1994, com 31 anos
Neto – voltou em 1996, com 30 anos
Rincón – voltou em 2004, com 38 anos
Marcelinho – voltou em 2006, com 35 anos, e 2010, com 39 anos.
Vampeta – voltou em 2007, com 33 anos
Edu Gaspar – voltou em 2009, com 31 anos
Cristian – voltou em 2015, com 32 anos
Emerson Sheik – voltou em 2018, com 40 anos

Por motivos semelhantes ou distintos, os nove citados não conseguiram repetir a fórmula de sucesso de outrora. E entre àqueles que venceram a desconfiança, uma curiosidade que também vai valer para o caso de Jô: a maior dificuldade se deu nas temporadas posteriores ao retorno. Luizinho, Liédson, Ralf e Jadson voltaram bem, mas tiveram uma nítida e natural queda de rendimento na sequência da jornada em função de condicionamento físico, lesões, desgaste... Fatores que atrapalham a carreira de qualquer atleta com idade mais avançada.

Jô, primeiro, terá de provar que ainda pode ser o jogador que todos lembram. Depois, vai precisar superar, talvez, a parte mais difícil, que é manter o nível. Quando terminar seu vínculo com o Corinthians, o centroavante terá 36 anos.

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