Roberto de Andrade fraudou ata de reunião antes de ser eleito, diz revista

São Paulo, SP

21-10-2016 21:26:19

A revista Época noticiou que o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, fraudou ata de reunião referente a obras do estádio de Itaquera, em fevereiro de 2015. De acordo com a publicação, o mandatário, antes de ser eleito, assinou como presidente do clube.

Roberto foi eleito no dia 7 de fevereiro, e a ata da reunião marca a data de dois dias antes. Logo, Andrade ainda não era mandatário do Timão. Isso pode representar falsidade ideológica, já que configura informação falsa em documento oficial.

A reunião definiu que a construtora do estádio, a Odebrecht, teria mais tempo para concluir as obras do estádio, inaugurado em 2014, para a disputa da Copa do Mundo no Brasil. Porém, posteriormente, este acordo não foi assinado.

Em nota oficial, publicada no site do Corinthians, Roberto de Andrade garante que nunca fraudou nenhum documento, seja representando o clube, ou mesmo em sua vida privada. Segundo o dirigente, quando a ata foi lavrada, ele já havia sido eleito presidente do Timão.

Confira a nota oficial do presidente do Corinthians:

O presidente Roberto de Andrade Souza vem a público esclarecer que jamais fraudou qualquer documento, seja em relação ao Corinthians, seja em sua vida pessoal ou profissional. A ata mencionada na matéria da Revista Época se refere a uma assembleia do Arena FII realizada na sexta-feira, dia 05/02/15. A eleição do Presidente Roberto ocorreu em 07/02/15. Quando a ata foi lavrada, o Presidente Roberto já se encontrava no exercício de seu mandato. Os temas objeto da ata já haviam sido previamente alinhados entre as partes, de modo que sequer houve reunião presencial, como é comum nesses casos. A ata foi elaborada pela BRL Trust, administradora do Fundo, e posteriormente encaminhada para assinatura do Corinthians e da Odebrecht.

Importante, por fim, esclarecer que embora a assembleia em questão tenha aprovado a assinatura do sexto aditivo ao Contrato de Construção celebrado entre Corinthians e Odebrecht, ao tomar conhecimento do teor integral do documento, o Presidente Roberto optou por não assiná-lo.

 

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