Loss cita seu currículo e assume responsabilidade por má fase

Helder Júnior - São Paulo , SP
12/06/2018 18:39:40 — 12/06/2018 18:42:25

Em: Brasileiro Série A, Corinthians, Escolha do editor, Futebol
O contestado Osmar Loss confia na sua capacidade para vingar no comando corintiano (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O currículo de Osmar Loss como técnico profissional do Corinthians é dos piores – uma vitória, dois empates e três derrotas, desempenho ruim o suficiente para fazer o presidente Andrés Sanchez sentir necessidade de lhe dar respaldo no posto que foi de Fábio Carille. Em tempo de cobranças, o treinador oriundo das categorias de base do clube se apega ao que já produziu ao longo da carreira para seguir confiante.

“O rendimento me incomoda muito porque sou um cara vitorioso. Tenho mais de 20 anos de futebol e venci por todos os clubes por que passei. Quando o trabalho não foi traduzido em títulos, resultou em formações de jogadores que estão no mais alto cenário mundial. Uma pessoa com tanto sucesso no que se predispôs a fazer fica, sim, profundamente incomodada. Sei da minha capacidade, da minha competência”, bradou.

Gaúcho de Passo Fundo, com 42 anos, Osmar Loss iniciou a sua trajetória na base do Internacional, acumulando conquistas estaduais e nacionais. Pelo Corinthians, foram dois títulos paulistas sub-20 (em 2014 e 2015), um brasileiro da mesma categoria (2014) e dois da Copa São Paulo de Juniores (2015 e 2017). O sucesso motivou a sua promoção a auxiliar de Carille, de quem virou o substituto óbvio a partir da transferência do colega ao Al Wehda, da Arábia Saudita.

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“Nenhuma mudança com tão pouco tempo é vantajosa. Se o Fábio tivesse saído um pouquinho mais tarde, seria melhor para todos. Mas a diretoria me dá confiança e transmite esse respaldo aos atletas”, comentou Loss, ciente das declarações de Andrés Sanchez a seu favor. “Isso é fundamental, porque me sinto seguro, valorizado. A diretoria está conosco diariamente, discutindo as necessidades que temos e enfrentando as dificuldades.”

As principais dificuldades são o curto período para realizar treinamentos e o acúmulo de desfalques – o goleiro Cássio e o lateral direito Fagner estão na Seleção Brasileira, o zagueiro Balbuena e o atacante Romero defendem o Paraguai e os volantes Ralf e Renê Júnior, o meia Jadson e o atacante Clayson se recuperam de lesões.

“É difícil mensurar, mas o treinador tem responsabilidade. Não posso mudar o fato de os caras terem se machucado. Com o que tenho, sou responsável 100%. Quem define quem joga sou eu. Então, sou responsável por essa equipe que está entrando em campo”, afirmou Osmar Loss, que fará uma mudança na sua formação contra o Bahia, nesta quarta-feira, na Fonte Nova. O meia Marquinhos Gabriel ganhou a vaga de Mateus Vital.

O jogo contra o Bahia será o último antes de o Campeonato Brasileiro entrar em recesso para a realização da Copa do Mundo. No período de folga na tabela, Loss pretende ajustar o Corinthians, reforçado por quem estava no departamento médico, com treinamentos e amistosos. “Eu me considero um treinador muito qualificado no dia a dia”, autopromoveu-se mais uma vez.