Otero agradece Sampaoli, revela papo com Cássio e admite comparações com Marcelinho

Tiago Salazar - São Paulo,SP

25-08-2020 16:09:12

Rómulo Otero jogará no Corinthians por empréstimo neste primeiro momento. Em julho do ano que vem, quando o vínculo do atleta com o Atlético-MG se encerrará, o venezuelano assinará um novo contrato com o clube paulista. Tudo isso foi possível porque Jorge Samapoli assumiu a equipe do Galo e avisou que não utilizaria o meio-campista. Quem imaginava alguma rusga entre o jogador e o técnico argentino se enganou.

“Não tenho nada a falar de Sampaoli, trabalhei com ele muito pouco tempo, consegui perceber que é um grande treinador, ambicioso, desejo boa sorte a ele e meus companheiros lá, tenho que agradecer a torcida pelos momentos que vivi lá. Agradeço muito ele pela sinceridade, conversou comigo, que não ia contar comigo, depois disso, a primeira coisa que fiz foi ligar para meu empresário e dizer: quero jogar no Corinthians. E ele fez de tudo para eu estar aqui. No pouco que estive com ele, aprendi muito e agradeço de verdade”.


Também durante entrevista coletiva por videoconferência, nesta terça-feira, Otero revelou o papo que teve com Cássio assim que foi integrado ao novo grupo de trabalho. Em 2017, o novo reforço alvinegro fez um belo gol de falta em cima do goleiro corintiano, dentro da Arena, no jogo que ficou marcado pela entrega da taça do Campeonato Brasileiro ao time de Itaquera.

“Já joguei várias vezes contra o Cássio. A primeira coisa que falou quando entrei no vestiário foi: ‘agora me livrei desse chute. Agora vai chutar para os outros’. Fico muito feliz, porque é um grande goleiro, um dos melhores do Brasil, falar desse jeito para mim me deixa muito feliz, porque acredito que meu chute é bom”.

Aliás, para ter uma batida tão afiada na bola parada, Otero adota a receita que fez tanto sucesso com os jogadores do passado: aperfeiçoamento nos treino.

No Brasil, já não se vê muitos cobradores de faltas eficientes e uma justificativa muito comum dos atletas é de que os treinos, muitas vezes, são vetados por preparadores físicos e fisiologistas, que temem por lesões oriundas do excesso de chutes nos centros de treinamentos..

“Sim, eu tento treinar todo dia. Às vezes, os preparadores físicos falam para a gente não treinar muito, ou, se tiver com as pernas pesadas, tirar as bolas paradas e colocar em outro dia que tiver mais de boa, isso acontece com frequência, sim. Isso é pelo cuidado, às vezes eles te perguntam se você se sente bem, e liberam. No Atlético, eles me conheciam eu não tinha dor quase nunca e treinava muitas faltas”.

Com 1,65 metro, pele morena, cabelo raspado e famoso pelas batidas na bola parada, acabou sendo inevitável as primeiras comparações com Marcelinho Carioca. E Otero reconheceu que foi buscar saber mais sobre o Pé de Anjo.

“Conheço, sim, o Marcelinho. Não pessoalmente. Quando cheguei ao Brasil e começaram as comparações, assisti muitos jogos dele no YouTube e tem uma excelente batida. E treino todos os dias para aperfeiçoar a minha batida, até agradeço a comparação, ele é um grande ídolo aqui no Corinthians, um abraço para ele, tomara que dê certo”.

Leia outras repostas de Otero na coletiva desta terça:

Primeiro venezuelano no Corinthians
“Um privilégio vestir essa blusa, para mim sempre foi um sonho jogar no Corinthians, desde que cheguei ao Brasil para jogar no Corinthians, sou o primeiro venezuelano, espero dar certo igual os outros estrangeiros, me sinto muito feliz, agradeço a torcida, comissão técnica e meus companheiros”.

Neymar e ídolos
“Neymar é um grande ídolo no mundo, uma pena que não tenha conseguido ganhar a Champions, mas para mim sempre vai ser um dos melhores do mundo pela qualidade que ele tem. E Ronaldinho sempre foi meu espelho. Não costumo ter ídolos, referências, tento aprender dos melhores, mas nunca tive um ídolo assim, só meu pai. Mas o Ronaldinho foi um espelho, sempre me inspirei nele nas Faltas, estilo de jogo, tenho vontade de conhecer ele pessoalmente, mas até agora não consegui”.

Situação política da Venezuela e conterrâneos no Brasil
"Não gosto muito de conversar sobre a situação do país, pois é claro que não está numa boa fase. As dificuldades do país...são muito tristes. Tirando isso, fico feliz que os venezuelanos seguem fortes, lutando, o futebol da Venezuela está subindo de nível. Feliz por Soteldo, Savarino, Hurtado, Guerra, desejo sorte a todos eles. A gente acaba abrindo portas para outros venezuelanos que possam vir ao futebol brasileiro, que não é fácil. Fico feliz por eles, de estarem aqui fazendo o nome nos clubes”.

Estilo brasileiro
“Fábio Santos sempre brincou comigo, vários jogadores também, falaram que eu era o gringo mais brasileiro, porque já falava todas as gírias, palavrão demais, por causa disso”.

Saída do Galo e chegada ao Timão
"A torcida do Atlético-MG também é muito grande, me fez muito feliz no Atlético-MG, às vezes eu não estava bem e eles estavam lá para apoiar. Único jogo na Arena contra o Corinthians eles já eram campeões, foi 2 a 2, fiz um gol de bola parada, esse dia foi realmente uma festa, eles já eram campeões, a torcida não parava de gritar e me chamou muita atenção isso. Eu sempre quis jogar no Corinthians. Eu estava feliz no Atlético-MG defendendo a blusa do Atlético-MG, mas quando Sampaoli disse que eu não estava nos planos eu disse para meu empresário que queria jogar no Corinthians. Aí que começaram as expectativas, que eu poderia ser uma contratação. Agradeço ao Tiago pela confiança, o presidente Andrés pela confiança e estou aqui, sempre quis jogar no Corinthians, agora estou deste lado, espero ser muito feliz com essa camiseta”.

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