Mancini não desiste de vaga e reclama da falta de critério do árbitro

Tiago Salazar - São Paulo,SP

14-02-2021 20:38:37

Vagner Mancini ainda acredita que pode levar o Corinthians à próxima Copa Libertadores da América. O técnico do Timão se mostrou esperanço mesmo depois da derrota da equipe para o Flamengo, no Maracanã.

"Temos totais chances ainda. Ficou difícil? Ficou mais difícil, como foi em todo o campeonato. Não foi fácil sair de 17º para chegar em oitavo. Foi muito difícil, por isso a gente acredita. A gente também pode fazer um bom jogo com o Santos na Vila, depois temos Vasco em casa e Inter fora. Todos têm dificuldades nessa parte final. Por isso, não podemos achar que tem qualquer coisa errada e sim temos de focar no que está sendo feito, e bem feito, e focar na busca por essa vaga".

Mancini também evitou críticas ao desempenho corintiano contra o vice-líder do Campeonato Brasileiro.

"A estratégia foi bem montada, equipe se empenhou demais em cima disso, marcou baixo, tentando tirar o campo do Flamengo, que tem um ataque veloz. Um time compacto, que não deu muita entrada de bola pelo centro, exigindo que o Flamengo jogasse por fora. Acho que a estratégia foi boa, faltou velocidade na saída de bola e talvez não tenha sido mais competente em função disso.

Talvez, fora o placar, nada tenha irritado mais aos corintianos do que a arbitragem de Rafael Traci. Vagner Mancini, inclusive, relatou reclamações de seus atletas ainda no vestiário. Traci distribuiu três cartões por reclamação a jogadores do elenco alvinegro.

"O banco do Corinthians, num determinado momento, houve uma reclamação, ele foi lá e deu amarelo para o Ramiro. O banco do Flamengo também atuou dessa forma ao longo do jogo e nem por isso ele foi... ao término da partida, ainda tínhamos dois minutos ou três, e o banco do Flamengo estava todo ao lado do Rogério Ceni. Então, o que nos incomodou na partida e o que ouvi no vestiário, dos atletas, é que foi usado um peso diferente em relação aos cartões que foram aplicados à nossa equipe".

O Corinthians volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Santos, na Vila Belmiro.


Veja outros trechos da coletiva de Vagner Mancini:

Estratégia
"A estratégia foi bem montada, equipe se empenhou demais em cima disso, marcou baixo, tentando tirar o campo do Flamengo, que tem um ataque veloz. Um time compacto, que não deu muita entrada de bola pelo centro, exigindo que o Flamengo jogasse por fora. Acho que a estratégia foi boa, faltou velocidade na saída de bola e talvez não tenha sido mais competente em função disso. Tivemos um empate assim, saindo rápido. De uma maneira geral, lógico que sempre que você perde, dá impressão de que a estratégia não deu certo, mas o Corinthians se empenhou, lutou em igualdade de condições e teve oportunidade na partida".

Dúvida no gol de Gabriel
"O árbitro não explicou nada, simplesmente parou, esperou a efetivação do gol pelo VAR, deu gol, e a gente ali tentando entender. Tive a informação que a TV ficou muito em cima do segundo lance. Eu ainda não consegui ver numa tela mais ampla para ter certeza, mas é um lance polêmico. Tem gente dizendo que foi o pé do Fábio que deu chance para a linha ser dimensionada, mas, enfim, são lances que estamos nos acostumando a ver, são lances que o VAR tem demorado muito, a gente lamenta, porque quando tem de parar por quase cinco minutos acaba gerando uma série de fraturas naquele ambiente, óbvio que todos acabam se enervando e daí o alto número de cartões".

Critério do árbitro
"Eu estava perto. Houve uma intolerância dos atletas em relação a arbitragem do Rafael Traci, não só do Corinthians, dos dois times, e o que realmente enervou um pouquinho em alguns momentos a equipe do Corinthians foi que os cartões foram aplicados somente para a nossa equipe. O banco do Corinthians, num determinado momento, houve uma reclamação, ele foi lá e deu amarelo para o Ramiro. O banco do Flamengo também atuou dessa forma ao longo do jogo e nem por isso ele foi... ao término da partida, ainda tínhamos dois minutos ou três, e o banco do Flamengo estava todo ao lado do Rogério Ceni. Então, o que nos incomodou na partida e o que ouvi no vestiário, dos atletas, é que foi usado um peso diferente em relação aos cartões que foram aplicados à nossa equipe".

Reforços/Elenco
"Nós temos limitações no elenco, isso já foi falado, conto com atletas da base, outros talvez que a gente consiga algum tipo de negociação. Não é neste momento, cedo para tocar nesse assunto, mas há necessidade, como qualquer time, que tenha reforços. Depende muito do que vamos ter fôlego financeiro para que a gente estabeleça um parâmetro nesse sentido.

Frustração de não conseguir vaga
"De maneira alguma (fracasso). Objetivo número um era sair daquela situação, sair do 17º lugar. Agora, estamos em nono, pelo menos até agora, e ainda temos nove pontos para disputar, algumas equipes têm só mais seis (para disputar). Temos totais chances ainda. Ficou difícil? Ficou mais difícil, como foi em todo o campeonato. Não foi fácil sair de 17º para chegar em oitavo. Foi muito difícil, por isso a gente acredita. A gente também pode fazer um bom jogo com o Santos na Vila, depois temos Vasco em casa e Inter fora. Todos têm dificuldades nessa parte final. Por isso, não podemos achar que tem qualquer coisa errada e sim temos de focar no que está sendo feito, e bem feito, e focar na busca por essa vaga".

Gols sofridos/bola aérea
"A gente acabou diminuindo a estatura do time e estamos sofrendo com isso. A saída do Jô e do Jemerson fez com que a equipe tivesse uma estatura menor. Não justifica os gols, porque entra outras coisas, como atacar bola, mas estamos, de certa forma, pecando em alguns detalhes, e por isso temos tomado muitos gols, e isso me incomoda muito".

Araos
"Uma das funções do treinador é exatamente essa: recuperar jogadores. Nesse momento, temos Mosquito, o Léo Natel e o Araos vivendo boa fase no clube, assim como Davó já viveu. A opção da troca é porque o campeonato é longo e exige isso. A gente vai fazendo as trocas quando necessárias. Contra o Santos, não tenho o Fagner, mas tenho o Michel. Em outros momentos, quero deixar a equipe mais alta e tenho a possibilidade do Jemerson, do Jô. Quero uam equipe que joga de uma forma mais rápida, aí é opção do Mosquito, Natel, Araos. E o Araos vem mostrando capacidade de romper linhas e temos tentado usá-lo nessa função. E o nosso gol acabou saindo assim".

Michel na lateral
"É muito cedo para a gente já falar do jogo com o Santos, mas a possibilidade maior, óbvio, é que o Michel, que é da posição, que estava esperando, Fagner tem uma sequência de 25 jogos, então, Michel deve, sim, entrar na lateral, não há modificação de esquema. Importante que nesse clássico a gente tenha uma estrutura bem montada, organizada. Eles têm Soteldo e Marinho, mas o Corinthians também tem jogadores capazes de decidir a partida".

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