Loss diz que vai ser o que nunca teve e promete não cobrar títulos na base do Corinthians

Tiago Salazar - São Paulo,SP

10-04-2020 05:00:53

Osmar Loss chegou a quatro finais de Copa São Paulo de Futebol Júnior com o Corinthians e venceu duas. Além disso, também foi campeão Brasileiro à frente da equipe Sub-20. A carreira bem-sucedida na base do Timão o levou a uma oportunidade como técnico do time principal.

Hoje coordenador das categorias de base do Corinthians, Loss conta à Gazeta Esportiva que nunca foi pressionado para erguer taças e que não adotará essa prática na nova função.


O meu pensamento e pela experiência do que eu vivi, nunca foi de um nível de obrigação de ter resultado, ganhar títulos. Sempre foi uma consequência de dedicação, de trabalho. Quando esse trabalho desenvolve bem, a chance de você chegar aos títulos aumenta. No Corinthians e nos clubes onde passei, nunca fui cobrado por títulos. Mas, meu objetivo, e o que tenho conversado, é exigir e perceber evolução no jogador, a cada faixa etária.

Osmar Loss, no entanto, explica também que a luta intensa pelas vitórias faz parte do processo de maturação dos jogadores, principalmente daqueles com idade mais próxima de atingir o profissionalismo.

“Lógico que numa categoria Sub-20, por exemplo, a necessidade de ter rendimento em nível competitivo faz parte da avaliação, mas não tem uma obrigação clara. A gente tem uma avaliação de três em três meses, para observar e qualificar o potencial que evoluiu, o que o sistema evoluiu na mão daquele treinador, naquele período e mostrar que estamos olhando a médio e longo prazo”.

Se por um lado os técnicos de base no Corinthians não precisarão se preocupar em colecionar troféus para chamar atenção, Osmar Loss promete uma atuação diferenciada junto a essas comissões técnicas, desde o Sub-10 até o Sub-23.

Hoje estou executando a função de coordenador técnico e me sinto capacitado, até porque nem nos profissionais nem nos amadores o coordenador tem a atribuição ao que a função coloca. Estamos falando da gestão das quatro linhas, com alguém olhando de cima, de fora do ambiente. Esse é um papel que eu cobrava muito e hoje eu tenho a oportunidade de fazer aquilo que eu sentia falta, de chegar no treinador e, de repente, dizer: ‘Você já olhou por outro lado’. Colocar questionamentos, dúvidas e encontrar o melhor caminho.

Dentro do clube, Osmar Loss sempre foi reconhecido pela rigidez e por trabalhar muito na questão individual, auxiliando até mesmo na formação do cidadão. Agora na coordenação, o ex-técnico garante que não se furtará de conversar com os atletas.

“Isso faz parte. A gente pode, respeitando o espaço da comissão técnica, mas pela experiência, colaborar com uma conversa. A minha função não impede isso. Sempre fui muito verdadeiro, olho no olho, não enrolo muito para dizer o que tem que ser dito”.

 

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