Loss diz que faltou controlar vestiário do Corinthians e que não desistiu de ser técnico

Tiago Salazar - São Paulo,SP

12-04-2020 05:00:22

De maio até setembro de 2018, Osmar Loss teve a oportunidade de comandar a equipe principal de futebol do Corinthians. Foram 25 jogos, dez vitórias, cinco empates e dez derrotas até ser dispensado para acertar com o Guarani.

Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, o atual coordenador técnico das categorias da base do Timão fez sua análise para o sucesso como treinador do time Sub-20 não ter se confirmado no time profissional.


Primeiro: tudo conspirou para não ter os melhores resultados. Uma expectativa muito alta, entre todos: torcida, mídia, dirigentes... Não era 'o que eu podia dar'. Era 'o que o time podia dar'. Quanto mais alta a expectativa, maior é a cobrança e a decepção com a ausência de resultados. O time vinha de dois títulos Paulistas, um Brasileiro brilhante...

Quando Osmar Loss assumiu, o Corinthians era o atual bicampeão Paulista, com direito a taça conquistada no Allianz Parque, e também defendia o título no nacional por pontos corridos.

“O segundo ponto é o processo de transformação dentro e fora das quatro linhas. Foram (embora) o Fábio e mais cinco profissionais, que tinham conhecimento da rotina, do trato com os atletas, tudo”.

À época, a informação obtida pela Gazeta Esportiva era de que Osmar Loss encontrava certa resistência em parte do elenco e sofria com a incompatibilidade de ideias entre comissão técnica e alguns líderes do grupo de atletas.

O terceiro ponto é que talvez tenha faltado experiência, de fato, de ter assumido mais, duramente o período de maior dificuldade, as rédeas do vestiário.

Depois de passar por Guarani e Vitória, Osmar Loss deu uma pausa na carreira de técnico e resolveu assumir um cargo de chefia na base do Corinthians, lugar onde brilhou com título Brasileiro Sub-20 e quatro finais de Copa São Paulo de Futebol Júnior (foi campeão em duas). Nada impede, porém, uma retomada no futuro.

“Eu não deixei de ser treinador, até porque uma das coisas que falei ao Corinthians é: ‘Não quero ficar mexendo em papel’. Meu trabalho é próximo das quatro linhas. Não posso dizer que é definitivo, até porque será uma experiência inédita, não sei como vai ser. Daqui três, quatro meses vou poder ter uma opinião para dizer se vai ser esse meu caminho ou não”.

 

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