Entre renegado e solução, Guilherme volta a ser esperança no Corinthians

Tomás Rosolino - São Paulo,SP

22/08/16 | 08:17 - 22/08/16 | 00:09

Guilherme comandará o ataque na partida contra o Vitória, em Itaquera

Guilherme comandará o ataque na partida contra o Vitória, em Itaquera (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Guilherme comandará o ataque na partida contra o Vitória, em Itaquera (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

O meia Guilherme surgiu como principal contratação do Corinthians em janeiro, momento em que o clube se desfazia de toda a base campeã brasileira no ano passado. Desde então, alterna momentos de muitas críticas, mais frequentes, e outro de pedidos por sua entrada, algo que ele já parece ter aceitado. Nesta segunda, contra o Vitória, às 20h (de Brasília), ele terá mais uma vez a sua volta a expectativa por ser a solução.

De forma inédita, o técnico Cristóvão Borges resolveu testar algo que diversos corintianos já avaliaram como possível para o camisa 10: fazer a função de centroavante, praticamente como um "falso 9", ajudando a abrir espaço na defesa adversária e, principalmente, tornando-se uma alternativa para os cada vez menos adorados André e Luciano.

A aposta de Cristóvão, aliás, surge no momento em que tanto Luciano quanto André parecem estar de saída do clube, já em negociações avançadas com o futebol europeu. Caso ambas se concretizem e o clube não consiga trazer nenhum outro jogador até a semana que vem, data-limite para inscrição de atletas na Copa do Brasil, Guilherme pode até ficar no setor por falta de opção.

No embate contra os baianos, Isaac será a única alternativa de origem como goleador para o comandante, por exemplo. Lucca também já foi escalado no setor, mas é mais utilizado aberto pelo lado esquerdo. Bruno Paulo, que nem sequer estreou, também tem característica de atleta pelo lado.

Dessa forma, Guilherme, centroavante quando iniciou a carreira, volta a ser a esperança de um ataque eficiente para o Alvinegro nesse Brasileiro. A situação, por sinal, é semelhante àquela encarada no primeiro turno, contra o mesmo Vitória.

Naquela ocasião, o Timão havia sido eliminado da Libertadores, Marquinhos Gabriel tinha chegado há pouco ao clube e Guilherme era visto como um talento desperdiçado quase como um segundo volante. Foi aí que Tite escalou-o em um trio de meias, completado por Giovanni Augusto, e viu o jogador crescer de produção nos jogos seguintes.

Sua titularidade, no entanto, foi interrompida já no segundo jogo de Cristóvão, contra o Santa Cruz, em Itaquera, porque o comandante considerava o atleta pouco participativo na marcação. Após algumas reclamações, Guilherme aceitou a reserva, entrou em nove dos 10 jogos seguintes e agora, três meses depois, volta a ser a esperança de bom futebol para os corintianos.

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