Diretores do Corinthians batem cabeça e Andrés tenta manter grupo unido antes da eleição

Tiago Salazar - São Paulo,SP

14-07-2020 05:00:05

A diretoria do Corinthians tem apresentado certa falta de sintonia em um dos momentos mais conturbados da atual gestão. Não bastasse as revelações feitas pela imprensa de pendências financeiras e judiciais em ano eleitoral, diretores do grupo que comanda o clube têm adotado discursos diferentes sobre os mesmos assuntos, com direito a críticas públicas ao trabalho interno.

Matias Ávila pode ser considerado o centro das atenções neste sentido. O diretor financeiro chegou a garantir que o Corinthians pagaria R$ 15 milhões ao empresário de Pedrinho ainda em 2020, e que o Timão só conseguiria o adiantamento do dinheiro da venda do meia quando Pedrinho se apresentasse ao Benfica.

A Gazeta Esportiva apurou que os acordos não foram formulados nestes moldes e que Andrés Sanchez e o empresário Will Dantas ficaram muito irritados com as afirmações. Após isso, o diretor-adjunto de futebol do Corinthians, Dr. Jorge Kalil, desmentiu Ávila publicamente.

Por outro lado, Kalil incomodou ao criticar a decisão do presidente corintiano em contratar tantos jogadores em 2019. O dirigente, apesar de não ter fugido da responsabilidade pelos atos, ainda disse que externou sua contrariedade ao mandatário, mas explicou que não teve a opinião acatada.

Na mesma entrevista, Jorge Kalil chegou a dizer que o trabalho do departamento de marketing do clube, gerido por Caio Campos, é “pífio” e “horroroso”, e que deveria se discutir a permanência do profissional no cargo.

E se a relação da torcida com o Banco BMG nunca foi das melhores, ficou ainda mais complicado incentivar a Fiel a abrir uma conta e ajudar o clube depois que André Luiz de Oliveira, o André Negão, diretor administrativo do clube, afirmou a um torcedor que só considerava corintiano aquele que fosse sócio do clube ou correntista do BMG. As desculpas pedidas pouco depois tiveram pouco efeito analgésico.

Os casos repercutiram dentro do clube, tanto entre a situação como entre membros da oposição, até mesmo por causa das interpretações dadas a cada declaração em função da peculiaridade de 2020 ser um ano eleitoral.

A princípio, ninguém deve ser retirado do cargo, principalmente porque em novembro Andrés Sanchez encerrará seu mandato, ou seja, uma mudança agora teria praticamente nenhuma consequência positiva. Além disso, talvez o maior trabalho do grupo Renovação e Transparência neste momento seja de unir seus membros e superar as diferenças, e não causar ainda mais problemas, já que nesta segunda o Cori seguiu o Conselho Fiscal e também sugeriu a reprovação das contas de 2019.


 

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