Corinthians aposta em novo fundo e espera pagar pendências no fim de fevereiro

Tiago Salazar - São Paulo,SP

04-02-2021 07:00:00

O salário do elenco do Corinthians referente ao mês de janeiro teria de ser depositado nesta sexta-feira, mas isso não deve acontecer.

Caso a tendência se confirme, os jogadores vão completar dois meses seguidos sem receber. No mês passado, além do salário, o clube também deveria ter repassado os valores referentes ao 13º e segunda parte das férias (a primeira foi distribuída em abril).

A Gazeta Esportiva apurou que a promessa da diretoria corintiana junto aos atletas e comissão técnica consiste em acertar todas as pendências, de uma vez só, no fim deste mês de fevereiro.

A origem do dinheiro
O que o Corinthians aguarda para honrar com os compromissos é o recebimento do dinheiro da venda de Pedrinho.

O clube está tratando com um fundo financeiro que tem matriz em Londres-ING e a expectativa é de que tudo seja finalizado até o dia 20 ou, no máximo, na semana seguinte.

A instituição que deve antecipar o restante do valor da venda de Pedrinho é a mesma que fez o processo no ano passado, quando o Corinthians pegou 4 milhões de euros, cerca de R$ 24,5 milhões na cotação da época.

Quanto deve cair
O Timão tem ainda 14 milhões de euros, aproximadamente R$ 90 milhões, a receber.

Deste montante, 30% pertencem a Will Dantas, empresário do atleta, que fez um acordo de parcelamento com o Corinthians.

Ao todo, portanto, o clube do Parque São Jorge deve embolsar aproximadamente R$ 81 milhões, já com o abatimento da taxa de cerca de R$ 9 milhões a ser cobrada pelo fundo responsável pelo adiantamento da quantia.

A operação será executada no exterior em função das taxas no cenário nacional serem consideravelmente maiores.

Pelo acordo final entre Corinthians e Benfica, não fosse este adiantamento que os paulistas buscam, o clube de Lisboa começaria a pagar apenas em agosto deste ano e os repasses seriam feitos em cinco parcelas.

Perda de tempo
Depois de todo o imbróglio com os portugueses resolvido, em agosto de 2020, o Corinthians optou por mudar a estratégia, pegar apenas uma parte da venda naquele momento e postergar o adiantamento do valor restante para dezembro. Assim, o clube teria fluxo de caixa para iniciar a temporada e também contaria com o câmbio mais favorável.

Mas, o Corinthians encontrou muitos problemas com o fundo que, a princípio, faria a operação.

Mudanças de cláusulas no contrato, atrasos no envio de documentações e pedidos incessantes fizeram o clube perder tempo e atrasar o planejamento.

A situação irritou os dirigentes, que chegaram a estudar a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça contra a instituição financeira.

Diante deste cenário, em janeiro, o Corinthians decidiu abandonar as conversas e voltar ao mercado. O clube, então, chegou ao fundo londrino que deve realizar a operação.

Desta vez, tudo está fluindo como se espera. A confiança também é grande porque foi por meio desta atual instituição financeira, com quem o clube está negociando agora, que o Corinthians antecipou cerca de 6,6 milhões de euros (R$ 28,6 milhões, na cotação da época) referentes a venda de Maycon ao Shakhtar Donetsk, em 2018.

Esperança por capítulo final
Apesar da diretoria do Corinthians se enxergar lesada nessa história, o sentimento agora é de ansiedade para que tudo seja resolvido em breve.

O dinheiro da venda de Pedrinho é o argumento do clube para tranquilizar uma parte daqueles que têm valores a receber do Corinthians.


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