Apesar de derrota, Vítor Pereira elogia atuação corintiana: "Resultado foi muito injusto"

São Paulo, SP

13/08/22 | 23:24 - 14/08/22 | 00:19

O Corinthians foi derrotado por 1 a 0 no clássico contra o Palmeiras, neste sábado, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, mas o técnico português Vítor Pereira gostou da atuação de seu time em campo. Para ele, o Timão merecia vencer a partida diante de quase 45 mil torcedores.

"Sobre o jogo, fomos melhores, fomos melhores, jogamos para ganhar. O resultado foi muito injusto para o que fizemos, mas é futebol, futebol é assim. Há momentos em que as coisas não saem, em que a sorte não protege quem arrisca mais, quem jogo com coragem, quem quer ganhar o jogo. No Palmeiras, eu fiquei com a sensação de que o empate servia, mas foram premiados com o gol. Num erro cometido acabamos por levar o gol e perdemos o jogo", avaliou o treinador.

Vítor Pereira revelou que viu sua equipe jogando o seu modelo de partida e afirmou que não lembra de ter visto o Palmeiras fazer alguma coisa para vencer o clássico.

"Vou lhe perguntar uma coisa: nós não tivemos intensidade hoje (sábado)? Não pressionamos o Palmeiras hoje? Não pressionamos a saída de bola? Não criamos oportunidades? Não percebo. A pergunta vem do jogo de hoje? Dos últimos? Os últimos foram dois contra o Flamengo. Em casa, enquanto o Flamengo não fez o segundo gol, discutimos o jogo olhos nos olhos com eles, tentamos pressionar alto, tentamos jogar, mas naturalmente nos dois últimos jogos há uma quebra anímica de quem está em desvantagem de dois gols e leva o gol lá", comentou.


"Hoje (sábado), o que posso dizer? Que não trabalhou, não quis ganhar, que não pressionou? Não lembro do Palmeiras fazer nada, Palmeiras andou, perdas de tempo, perdas de tempo para levar para o final e acabou sendo premiado. Não consigo encontrar essa sua opinião, perceber onde está a falta de intensidade, se os jogadores estão enquadrados na ideia ou se não estão. Temos que perceber uma coisa. Muitos jogadores vieram novos, outros saíram, não tivemos tempo de trabalhá-los em conjunto, o trabalho foi feito no próprio jogo. Natural que se note às vezes falta de ligação, mas não faço a mínima ideia de onde vêm essa ideia de os jogadores estarem fechados com a forma de jogar. Como nesse país se manda muita coisa para o ar, essa é mais uma", completou.

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