Análise: Reservas do Corinthians não conseguiram responder à altura em jogo vencível

São Paulo, SP

20/02/22 | 07:00

Por Marina Bufon

Um jogo difícil de assistir e bem abaixo do que o Corinthians estava apresentando em suas últimas aparições. Quando a escalação saiu, a curiosidade tomou conta: o interino Fernando Lázaro optou por deixar quase todos os seus jogadores veteranos no banco.

Apenas 67 horas separaram a vitória por 3 a 0 sobre o São Bernardo, na última quarta-feira, e o empate por 1 a 1 contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, neste sábado. Poupar Renato Augusto, Paulinho, Giuliano e Willian foi cuidadoso e de muito bom tom. A média de idade entre eles é de quase 33 anos. O único do quinteto estrelado que esteve em campo foi o jovem Róger Guedes, de 25.

Aliás, Jô sentiu dores no joelho, enquanto Fagner e Gil ficaram fazendo trabalho de carga. O trio sequer viajou para Ribeirão Preto, o que mostra, de certa forma, a necessidade de se preservar esses jogadores todos.


A equipe, portanto, foi bastante alternativa: Cássio; João Pedro, João Victor, Raul Gustavo e Bruno Melo; Cantillo, Roni, Luan; Adson, Gustavo Silva e Róger Guedes.

Roni não era titular desde setembro de 2021, Luan desde novembro e Adson, outubro. Xavier ainda não tinha nenhum minuto jogado em 2022, diferente dos colegas. Resultado? Claramente uma falta de entrosamento.

Como falado no início, foi um jogo difícil de assistir, pela lentidão de jogadas; pela ausência do futebol bonito que se viu nos três compromissos passados - pelo menos em um dos tempos em cada um deles -; pelo gramado ruim; pela falta de espaços etc. Do outro lado, o adversário, que tem como característica o contra-ataque, esperava pelo jogo... Que não acontecia.

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No primeiro tempo, ainda houve posse de bola e algumas tentativas, mas, na etapa complementar, praticamente nada, ainda tendo tomado o empate quando era possível ter segurado uma virtual vitória. Paulinho e Willian, depois Giuliano e Renato Augusto, foram colocados em campo, mas já não havia mais o que fazer, o ritmo era lento, mesmo que tenham pressionado.

Sim, ainda é início de temporada, muitos ainda não tinham jogado juntos - Bruno Melo, por exemplo, fez sua estreia, foi mediano diante das circunstâncias. Não faz sentido ficar “pê” da vida, mas é importante prestar atenção em um aspecto bem claro: em uma temporada em que se disputa tudo, haverá a necessidade de se utilizar escalações alternativas, seja pela maratona, seja para preservar jogadores, seja para não ser previsível. E esses jogadores precisam estar à altura para dar essa resposta.

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