COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A atuação de Carlos Sánchez na estreia da Colômbia na Copa do Mundo da Fifa virou caso de polícia. Segundo notícia da emissora colombiana BLU Radio, o volante está sofrendo ameaças em redes sociais e a polícia local já iniciou uma investigação sobre o caso.

Na Colômbia, desde a morte do zagueiro Escobar, após a Copa de 1994, qualquer tipo de ameaça a qualquer pessoa pública em rede social é investigada para evitar maiores proporções.

Escobar foi assassinado em Medellín logo após o Mundial de 1994. O zagueiro fez um gol contra na derrota por 2 a 1 para os Estados Unidos. Naquele ano, os cafeteros caíram logo na primeira fase com outras derrotas diante de Romênia e Suíça.

As ameaças à vida de Carlos Sánchez tiveram início após a expulsão do volante com apenas três minutos de jogo na derrota contra o Japão por um toque de mão dentro da área. Com o revés, a Colômbia precisa vencer a Polônia na segunda rodada do Grupo D para seguir com chances de classificação.



Eliminado já na fase de grupos da Copa do Mundo, o Peru deixou a Arena Ecaterimburgo inconsolável após a derrota por 1 a 0 para a França, sofrida na tarde desta quinta-feira. Foram vários os jogadores que choravam ao término da partida, acompanhada por milhares de torcedores compatriotas no estádio.

Em conferência de imprensa, o técnico Ricardo Gareca tratou de tirar o peso da eliminação das costas de seus pupilos, mas também não escondeu sua decepção pela queda precoce.

“A equipe deu tudo de si em ambas as partidas. Nos falta um jogo para vencer diante de todos os torcedores que vieram nos acompanhar. No entanto, tínhamos outras expectativas”, lamentou o treinador argentino.

“Dói para nós sair eliminados e não ter uma última chance de classificação. Demos tudo, entregamos tudo, e agradecemos à torcida peruana pela paixão que mostrou à seleção nacional. Parece que o tempo e o crescimento nos fortalecerão”, projetou.

Classificado ao Mundial após 36 anos de ausência, o Peru tem duas derrotas na edição russa do torneio, já que havia perdido por 1 a 0 para a Dinamarca na estreia. Na análise de Gareca, apesar dos resultados, sua equipe deixou uma boa impressão.

“Quando à imagem, foi positiva. Em linhas gerais, não tenho do que reclamar aos jogadores. Tentamos. Saímos para ganhar as duas partidas, mas a França venceu este último merecidamente”, avaliou.

O Peru ainda cumprirá tabela diante da Austrália, na próxima terça-feira, a partir das 11 horas (de Brasília), em Sochi. O objetivo é, ao menos, se despedir da competição com três pontos conquistados.

“Vamos nos esforçar no último jogo para que eles possam comemorar um gol”, concluiu Ricardo Gareca.



O técnico Tite parece ter deixado para trás de uma vez por todas as polêmicas envolvendo o árbitro de vídeo no duelo do último domingo, com a Suíça, pela estreia na Copa do Mundo. Embora tenha reclamado da falta não marcada no lance do gol adversário e de um pênalti em Gabriel Jesus, o comandante do time canarinho preferiu falar sobre desempenho nesta quinta-feira, véspera da partida contra a Costa Rica.

“O que eu tinha que manifestar a respeito do VAR já está muito claro. Temos agora um foco para melhorar nossa performance. As outras responsabilidades não competem a nós. Qualquer comentário que eu fizer soa como querer levar vantagem”, disse Tite.

Após reclamar à Fifa sobre a omissão do VAR em dois lances capitais do confronto, a CBF obteve uma resposta negativa em relação à divulgação das conversas entre os árbitros de vídeo e o juiz mexicano César Ramos. Muitos acreditam, inclusive, que a entidade que regula o futebol brasileiro perdeu prestígio por conta de Coronel Nunes, presidente em exercício que havia feito um pacto com as demais federações sul-americanas para votar na candidatura dos EUA, México e Canadá para o Mundial de 2026, no entanto, de última hora, optou por Marrocos, o que enfureceu os outros cartolas.

“Não queremos vantagem. Queremos merecer, jogar bem e na coletiva falar que vencemos porque fomos melhores. Isso me atrai. Cada um com suas responsabilidades”, completou Tite, se esquivando de qualquer polêmica.

A Seleção Brasileira volta a entrar em ação nesta sexta-feira, às 9h (de Brasília), no estádio Krestovsky, casa do Zenit, em São Petersburgo, contra a Costa Rica, pela segunda rodada do Grupo E.

 



Conquistada na tarde desta quinta-feira, em Ecaterimburgo, a vitória por 1 a 0 sobre o Peru garantiu a classificação antecipada da França às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Com a primeira meta alcançada, o técnico Didier Deschamps projeta consolidar a liderança do Grupo C no último jogo da primeira fase.

“É uma segunda vitória e estamos classificados”, celebrou Deschamps, que no último sábado havia visto seus pupilos derrotarem a Austrália por 2 a 1. “Este era o nosso objetivo. Estou bastante satisfeito com o que os jogadores fizeram”, acrescentou.

Com o resultado, a França chegou aos seis pontos ganhos, dois a mais do que a Dinamarca, segunda colocada. Pela terceira rodada da Copa do Mundo, as duas seleções farão um duelo direto pela ponta da chave na próxima terça-feira, a partir das 11 horas (de Brasília), em Moscou. Os “Bleus” jogam pelo empate.

“Este será o nosso objetivo no terceiro jogo, mas primeiro vamos comemorar porque vencemos nossos dois jogos, o que nem todos conseguiram (no Mundial)”, concluiu Deschamps.

Caso confirme o primeiro lugar, os “Bleus” enfrentarão o segundo colocado do Grupo D, que é composto por Croácia, Argentina, Islândia e Nigéria.

Questionado sobre a partida, Deschamps viu dificuldades para os dois lados. Os europeus garantiram o triunfo aos 33 minutos do primeiro tempo, quando Mbappé aproveitou rebote para se tornar aos 19 anos o francês mais jovem a marcar em Mundiais.

“Sofremos no segundo tempo, tivemos dificuldade em sair com a bola e quando nós a recuperávamos, não a mantivemos. Mas foi o mesmo para o Peru”, concluiu o comandante.



Mesmo enfrentando um time repleto de estrelas, como a seleção francesa, o Peru não abdicou do ataque e até ditou o ritmo do duelo em vários períodos. No entanto, assim como contra a Dinamarca, pecou nas finalizações e saiu de campo derrotado pelo placar mínimo. A falta de pontaria dos comandados de Ricardo Gareca, nas duas partidas, custou a eliminação dos peruanos da Copa do Mundo.

A postura ofensiva dos peruanos ficou evidenciada na posse de bola. A seleção Rojiblanca teve 56% de posse e acertou 432 passes de 530, o que culminou em um aproveitamento de 82%, porcentagem baixa para uma equipe que entrou em campo com a estratégia de tomar as rédeas do jogo. Os franceses, por sua vez, também tiveram dificuldades de tocar a bola, e só tiveram 77% de aproveitamento no quesito (311 de 404).

O futebol reativo praticado pelos comandados de Didier Deschamps, de poucos toques para chegar ao adversário, teve mais êxito. Foram 12 finalizações do franceses, sendo seis para fora, quatro em direção a meta, e duas bloqueadas. Os peruanos não ficaram muito atrás, arrematando 10 vezes. Porém, a pontaria não estava calibrada como a do adversário. Das 10 finalizações, seis foram para fora, duas ao gol e duas bloqueadas.

As estatísticas defensivas mostraram um Peru intenso, sempre buscando retomar a bola o quanto antes. Os rojiblancos desarmaram em 15 oportunidades, enquanto os europeus apenas sete. Mesmo jogando em sua defesa na maior parte do tempo, a França não se distanciou do rival na questão das bolas recuperadas. Ao todo, os vencedores do duelo retomaram a posse 46 vezes, já os eliminados em 44.

Na última rodada do Grupo C, França e Dinamarca farão um duelo valendo a liderança da chave na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Moscou. No mesmo dia e horário, em Sochi, o Peru cumprirá tabela diante da Austrália, que precisa da vitória e de um revés dos nórdicos para avançar.




O volante Paul Pogba, da França, foi decisivo na vitória por 1 a 0 sobre o Peru, na tarde desta quinta-feira, em Ecaterimburgo. O jogador, além de ter sido cirúrgico na parte defensiva, foi crucial na jogada do gol de Mbappé, anotado aos 33 minutos no primeiro tempo.

No lance em questão, o camisa 6 evitou contra-ataque peruano ao desarmar Paolo Guerrero na intermediária. De quebra, deixou Olivier Giroud livre dentro da área. No rebote da finalização do atacante, Mbappé só empurrou a bola para a rede, tornando-se aos 19 anos o francês mais jovem a marcar na história da Copa do Mundo.

Mas não foi apenas no gol que Pogba trabalhou bem. Durante a maior parte do duelo, ele dominou o meio de campo e em determinados momentos apareceu nas laterais para cruzar. Também chamou atenção pela precisão nos passes. Foram 45 acertos e apenas quatro erros.

Nascido em Lagny-sur-Marne, na França, Pogba iniciou sua carreira profissional no Le Havre. Em 2009, foi negociado ao Manchester United, que três anos depois o negociou com a Juventus. Na Velha Senhora, o volante ganhou destaque com grandes atuações e ao ser campeão quatro vezes do Campeonato Italiano. Em 2016, o United desembolsou 105 milhões de euros para trazer o francês de volta ao Old Trafford.

Com o triunfo, a França se manteve na ponta do Grupo C da Copa do Mundo, com seis pontos ganhos, e se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo. Pela terceira rodada do torneio, os “Bleus” farão um duelo direto pela liderança da chave com a Dinamarca, na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em Moscou.





Nesta sexta, em São Petersburgo, Brasil e Costa Rica se encontrarão pela terceira vez em Mundiais (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Às 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, um novo capítulo do breve histórico de duelos que envolvem Brasil e Costa Rica na Copa do Mundo começará a ser escrito na Rússia, país que abriga a 21ª edição do torneio. O Estádio Krestovsky, em São Petersburgo, será o palco do terceiro encontro entre as duas seleções em Mundiais.

Com duas vitórias do time canarinho, o retrospecto entre brasileiros e costarriquenhos é marcado pela discrepância dos resultados. No primeiro duelo, em 1990, na Itália, a Seleção venceu de forma apertada: 1 a 0. Já o segundo, que ocorreu 12 anos depois, na Coreia do Sul, registrou uma goleada por 5 a 2.

O contexto em que ambas as partidas foram disputadas também é discrepante. Em 1990, o Brasil amargava um jejum de 20 anos sem ganhar uma Copa e vivia uma crise de identidade, pela qual o técnico Sebastião Lazaroni era apontado como o principal responsável.

Criticado por torcida e cobrado pela imprensa, Lazaroni ficou marcado pelo estilo de jogo burocrático que impôs ao escrete nacional. As manchetes de A Gazeta Esportiva de 17 de junho de 1990, dia seguinte ao magro triunfo sobre a Costa Rica, não deixam mentir: o treinador era bastante contestado. Até mesmo pelos jogadores.

“O Lazaroni anda errando muito. Não sei o que se passa na cabeça dele”, queixou-se o então reserva Romário, incrédulo com a entrada de Bebeto apenas aos 40 minutos do segundo tempo. “O Bebeto deveria ter entrado no intervalo. O Lazaroni errou duas vezes: ao fazer a substituição quando o jogo já estava terminando e ao tirar Careca, quando o mais certo era a entrada do Bebeto na vaga de algum jogador do meio de campo”, opinou.

Na saída do Delle Alpi, antigo estádio da Juventus, Bebeto desabafou para os repórteres. “Foi a primeira vez na minha carreira que entrei faltando cinco minutos para o jogo terminar. Não vou analisar o trabalho do técnico. Ele deve saber o que está fazendo, mas cinco minutos não dão nem para aquecer, quanto mais mudar o panorama de uma partida”, resmungou.

De fato, o atacante não mudou o panorama da partida. Com gol de Muller, anotado ainda no primeiro tempo, o Brasil não conseguiu aumentar a vantagem na etapa complementar e seguiu sob desconfiança no Mundial. Após o embate, Lazaroni se defendeu rispidamente e indicou que não abriria mão do 3-5-2 para pôr mais um atacante no time.

“Vocês estão sempre batendo na mesma tecla. Se alguém acha que estou errado, que faça um curso de treinador e venha para o meu lugar”, trovejou. “Tenho as minhas convicções e faço o que minha cabeça mandar. Tenho repetido reiteradas vezes que esse é o meu esquema de jogo e não penso mudar”, teimou.

Com o esquema mantido, a Seleção Brasileira não foi longe naquele Mundial. Embora tenha se classificado como líder de seu grupo, com três vitórias em três jogos, o time de Lazaroni sucumbiu nas oitavas de final diante da Argentina, que venceu por 1 a 0 com passe de Maradona e gol de Caniggia.

Em 2002, embora também tenha atuado com três zagueiros, o Brasil foi mais eficiente no ataque. Com uma escalação repleta de reservas, pois já havia se classificado às oitavas de final, o time dirigido por Luiz Felipe Scolari aplicou uma goleada por 5 a 2 sobre a Costa Rica, em Suwon, na Coreia do Sul.

O gol de Edmílson, o terceiro da Seleção, foi o destaque daquela partida. O zagueiro virou o corpo no ar para finalizar o cruzamento que veio da esquerda. Ronaldo (2), Rivaldo e Júnior completaram o placar para o Brasil, ao passo que Wanchope e Gomez descontaram para a equipe costarriquenha.

O triunfo encerrou uma campanha brasileira perfeita na fase de grupos. Antes, os comandados de Felipão haviam vencido Turquia (2 a 1) e China (4 a 0). E mantiveram o 100% na Copa da Coreia e do Japão com mais quatro vitórias no mata-mata, diante de Bélgica (2 a 0), Inglaterra (2 a 1), Turquia (1 a 0) e Alemanha (2 a 0).

Diferentemente de Lazaroni, Scolari contava com o respaldo de boa parte da torcida brasileira. O gaúcho, que vinha de um trabalho vitorioso no Palmeiras e de uma passagem discreta pelo Cruzeiro, foi contratado pela CBF em meio a dificuldades da Seleção nas Eliminatórias, mas conseguiu a classificação para o Mundial na última rodada.

Mas nada que se compare com o moral que Tite ostenta entre os brasileiros. Benquisto por torcida e bem avaliado pela imprensa, o também gaúcho resgatou o prestígio da Seleção após o vexatório episódio do 7 a 1 em 2014 e tenta levá-la ao hexacampeonato mundial.

Após o empate por 1 a 1 com a Suíça na estreia, o time canarinho buscará manter a Costa Rica como freguesa em Copas para conquistar sua primeira vitória na edição russa do torneio. No outro jogo do Grupo E, a líder Sérvia mede forças com os suíços às 15 horas, em Kaliningrado.

Veja a escalação do Brasil em duelo com a Costa Rica em 1990:

Taffarel; Mozer, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo e Branco; Muller e Careca.

Veja a escalação do Brasil em duelo com a Costa Rica em 2002:

Marcos; Lúcio, Anderson Polga e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho, Rivaldo e Júnior; Ronaldo e Edílson.

Retrospecto geral

A freguesia costarriquenha diante da Seleção aumenta quando considerados os duelos amistosos e válidos também por outras competições. A história registra dez jogos, com nove vitórias brasileiras e apenas uma derrota – sofrida há quase 60 anos -, com 32 gols a favor e nove contra.

Ainda assim, o solitário revés por 3 a 0, ocorrido em 10 de março de 1960, em San José, capital da Costa Rica, pelo Pan-Americano, se deu com um time formado pela seleção gaúcha, que foi reforçada pelo zagueiro Calvet, do Santos.

A maior goleada do confronto foram os 7 a 1 aplicados pelo Brasil no dia 13 de março de 1956, na Cidade do México, também pelo Pan-Americano. Este, aliás, foi o primeiro encontro entre as seleções na história. O último ocorreu em 2015, quando a equipe então treinada por Dunga venceu por 1 a 0, com gol de Hulk, em amistoso realizado nos Estados Unidos.

Veja todos os resultados de Brasil x Costa Rica:

13/03/1956 – Brasil 7 x 1 Costa Rica – Cidade do México – Pan-Americano
10/03/1960 – Brasil 0 x 3 Costa Rica – San José – Pan-Americano
17/03/1960 – Brasil 4 x 0 Costa Rica – San José – Pan-Americano
16/06/1990 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – Turim – Copa do Mundo
23/09/1992 – Brasil 4 x 2 Costa Rica – Paranavaí – Amistoso
13/06/1997 – Brasil 5 x 0 Costa Rica – Santa Cruz de la Sierra – Copa América
13/06/2002 – Brasil 5 x 2 Costa Rica – Suwon – Copa do Mundo
11/07/2004 – Brasil 4 x 1 Costa Rica – Arequipa – Copa América
07/10/2011 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – San José – Amistoso
05/09/2015 – Brasil 1 x 0 Costa Rica – Harrison – Amistoso