COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Há 48 anos, a Seleção Brasileira de futebol conquistava o mundo pela terceira vez em sua história. No dia 21 de junho de 1970, a Canarinho entrou em campo para disputar a final da Copa do Mundo do México, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Em duelo de bicampeões, Pelé e companhia venceram a Itália por 4 a 1 e voltaram a levantar a taça após oito anos.

O Brasil fez uma campanha brilhante naquela edição do Mundial, se tornando uma das únicas a conquistarem o título com 100% de aproveitamento. Na fase de grupos, três vitórias em três jogos. Na estreia, 4 a 1 contra a Tchecoslováquia. Contra a Inglaterra, brilhou a estrela de Jairzinho, que garantiu a vitória por 1 a 0. Fechando a primeira fase, a Amarelinha ainda bateu a Romênia por 3 a 2.

Já no mata-mata, os brasileiros encararam o Peru nas quartas de final e asseguraram a classificação com um 4 a 2 no placar. Na semifinal, a seleção verde e amarela vingou a derrota na finalíssima de 1950 e bateu o Uruguai por 3 a 1. Contra a Itália, na decisão, uma atuação de gala. No primeiro tempo, Pelé abriu o placar e Boninsegna empatou. Depois do intervalo, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto balançaram a rede e confirmaram o tricampeonato.

O Brasil teve seis jogadores na seleção do torneio: o zagueiro Piazza; o lateral Carlos Alberto; os meias Rivellino e Gérson; além dos atacantes Jairzinho e Pelé. O penúltimo foi o vice-artilheiro da competição, com sete gols marcados, ficando atras apenas do alemão Gerd Muller, que fez 10. O camisa 10, por sua vez, foi eleito o melhor jogador do Mundial.




O técnico Tite negou ter tido uma conversa especial com Neymar por conta do seu desempenho na estreia da Copa do Mundo, no último domingo, contra a Suíça, em Rostov. O treinador da Seleção Brasileira minimizou o individualismo exagerado do jogador que foi destacado pela imprensa e alvo de muitas críticas dos torcedores.

Tite justificou o desempenho abaixo da média de Neymar com o fato de ele ainda não estar 100% fisicamente após três meses fora dos gramados em decorrência da fratura no quinto metatarso do pé direito.

“Absolutamente não”, disse Tite ao ser questionado se havia conversado com Neymar. “Todos os atletas têm essa responsabilidade de serem coletivos e individuais. Não vou tirar do Neymar a iniciativa dele, a genialidade. Temos que entender que ele está em um processo de retomada”.

O técnico da Seleção Brasileira crê que a opção de Neymar tentar driblar a marcação deve ser feita nos metros finais do campo. No confronto com a suíça, porém, o camisa 10 protagonizou diversas cenas de perseguição no sentido contrário, sem muita objetividade nas jogadas, prendendo a bola demasiadamente.

“Isso serve também para o Gabriel Jesus, Firmino, Willian, Coutinho… todos nós temos que potencializar a equipe, mas respeitando as características. No último terço do campo tem que ir para cima, não vou tirar isso”, completou Tite.

Ao ser perguntado se Neymar jogaria caso a partida contra a Costa Rica fosse um amistoso de pré-temporada e não um confronto válido pela Copa do Mundo, Tite foi claro e negou que o craque brasileiro esteja fazendo qualquer tipo de sacrifício para estar em campo.

“Não é sacrifício, é um processo evolutivo, são etapas que tu apressa, necessidades técnicas importantes. [O Neymar] Estaria jogando, sim. Queremos vencer, é uma Copa do Mundo, mas técnico não vai pagar o preço pela saúde de um atleta. Esses valores de saúde e honestidade o técnico não vai pagar, não”, concluiu.




Norte-americano apitou a vitória portuguesa por 1 a 0 sobre Marrocos (Foto: Yuri CORTEZ/AFP)

A Fifa divulgou um comunicado oficial nesta quinta-feira em que defende o árbitro do duelo da última quarta entre Portugal e Marrocos, Mark Geiger, acusado por um dos membros da delegação marroquina de ter pedido a camisa do Cristiano Ronaldo durante o intervalo do confronto.

A Fifa negou qualquer comportamento fora dos padrões por parte de Mark Geiger e lembrou que todos os árbitros recebem instruções específicas sobre comportamento e relações com as equipes que disputam a Copa do Mundo antes do início do torneio.

Mark Geiger, que é norte-americano, já havia negado veementemente as acusações de um dos membros da delegação de Marrocos, que deu a entender que o árbitro estaria favorecendo Portugal por conta de sua admiração por Cristiano Ronaldo.

Confira o comunicado da Fifa na íntegra:

É com lamento que, após a partida do Grupo B de ontem entre Portugal e Marrocos, a Fifa se deu conta de reportagens que preocuparam o juiz Mark Geiger. Foi veiculado que o Sr. Geiger pediu a camisa do capitão da equipe de Portugal durante o intervalo. Sr. Geiger nega as acusações e categoricamente assegura que tal pedido não foi feito.

A Fifa condena as acusações supostamente feitas por um membro do time de Marrocos. Os juízes Fifa receberam instruções claras sobre comportamento e relações com os times da Copa do Mundo da Fifa 2018 e está confirmado que o Sr. Geiger agiu de maneira exemplar e profissional, como é exigido do árbitro principal da partida.

A Fifa também gostaria de lembrar os times de seu dever e respeito a todos os princípios do Fair Play.



Carlos Alberto Parreira estava na comissão técnica do Brasil que levou o fatídico 7 a 1 da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Quatro anos depois, o técnico do tetracampeonato destacou a capacidade da Seleção de se recuperar e chegar na Rússia como um dos candidatos ao título em entrevista à Gazeta Esportiva.

“O 7 a 1 não vai ser esquecido nunca, mas a vida continua. O Brasil continua a vida dele e chegou na Copa favorito depois de quatro anos. Só o futebol brasileiro, depois do 7 a 1, chega na Copa seguinte como superfavorito”, afirmou o treinador de 75 anos durante evento de lançamento do aplicativo Atleta Now.

Veja também: Parreira quer reencontro com Alemanha para Brasil “retribuir a gentileza”

Questionado sobre o favoritismo dado para a equipe de Tite, Parreira deu respostas distintas. Primeiro indicou que a imprensa internacional foi a responsável por esse rótulo e, depois, indicou que a Seleção conquistou esse status.

“Não fomos nós que criamos isso, foi o mundo do futebol. Todos elegeram o Brasil como favorito pelas atuações nas Eliminatórias e nos amistosos”, comentou antes de ser perguntado se não era um exagero essa expectativa criada.

“Não foi exagero não. Foi trabalho. O futebol brasileiro que tem qualidade para isso. Nenhuma outra seleção conseguiria dar esse salto (saindo do 7 a 1 para candidato ao título)”, completou Parreira, que participou da Copa do Mundo por cinco seleções diferentes.

*Especial para a Gazeta Esportiva



Ex-técnico da Costa Rica, colombiano Jorge Luis Pinto está na Rússia como espectador (Foto: Divulgação)

O colombiano Jorge Luis Pinto dirigiu a Costa Rica na melhor campanha da seleção centro-americana em uma Copa do Mundo. Quadrifinalista no Brasil em 2014, o treinador alerta para os perigos do próximo adversário da Seleção e crê em uma melhora do time comandado por Tite.

Há quatro anos, após passar invicto por Uruguai, Itália e Inglaterra, todos campeões mundiais, a Costa Rica avançou às oitavas na liderança de seu grupo. O time dirigido por Jorge Luis Pinto bateu a Grécia nos pênaltis e caiu apenas nas quartas diante da Holanda, também nos penais. Assim, encerrou a campanha sem derrotas.

Dos 23 convocados por Jorge Luis Pinto para a Copa do Mundo do Brasil, 12 foram mantidos por Oscar Ramirez, atual comandante da Costa Rica, e 10 participaram da derrota diante da Sérvia. O ex-técnico, portanto, fala com propriedade sobre o próximo rival da Seleção.

“Há momentos em que a Costa Rica faz um bloqueio defensivo muito bom, com linha de cinco. No Mundial do Brasil, sofremos apenas dois gols em cinco jogos, um de pênalti e outro em bola alçada na área. No ataque, há o risco de tomar bolas nas costas em jogadas de contragolpe”, disse Pinto à Gazeta Esportiva.

O confronto entre Brasil e Costa Rica, marcado para as 9 horas (de Brasília) desta sexta-feira, em São Petersburgo, é crucial para as pretensões das duas seleções na Copa do Mundo da Rússia. Em busca do primeiro triunfo, os pupilos de Tite encontrarão adversários rodados, alerta Jorge Luis Pinto.

“A Costa Rica sabe jogar e tem muita experiência, principalmente em atletas como Keylor Navas, Bryan Ruiz, Christian Bolaños e Celso Borges, com passagens pela Europa. Então, isso repercute no campo de jogo. Eles trabalham bem”, declarou o treinador.

No comando de Honduras, Jorge Luis Pinto perdeu a chance de disputar a Copa do Mundo da Rússia ao cair diante da Austrália na repescagem. Atualmente, com recursos próprios, ele acompanha o torneio como espectador e planeja assistir a 20 jogos nos estádios, entre eles o duelo entre Costa Rica e Brasil.

“O Brasil sempre será o favorito, ainda mais com o trabalho do Tite. Não teve um bom começo, a partida contra a Suíça não foi muito boa, mas eu acredito que vai subir de nível e se tornar o protagonista do Mundial”, apostou Pinto, com passagem também pela seleção colombiana.

Amigo de Teixeira (d) e Brandão, Jorge Luis Pinto viu título de 1977 no Morumbi (Foto: Acervo/Gazeta Press)

CARINHO PELO CORINTHIANS

Com uma bolsa do governo colombiano, Jorge Luis Pinto estudou na Universidade de São Paulo (USP) durante os anos 1970. Neste período, virou corintiano ao conhecer o preparador físico José Teixeira e o técnico Oswaldo Brandão, ganhadores do histórico título paulista de 1977.

Apesar da distância, o carinho pelo clube alvinegro continua. “Acredito que o Corinthians vai retomar o ritmo do semestre passado”, apostou, otimista com Osmar Loss. “As mudanças sempre têm problemas, mas ele está fazendo as coisas bem, conhece o trabalho e os jogadores”, analisou.

Atualmente sem vínculo com clubes ou seleções, Jorge Luis Pinto vê com bons olhos a possibilidade de trabalhar no Brasil. “Meu futuro é o futebol, seja onde for. Eu vou avaliar bem minha posição e meu futuro”, declarou o técnico, que aprendeu a torcer pelo Corinthians há mais de 40 anos.



De acordo com um estudo realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as lesões musculares são as mais comuns na Copa do Mundo, representando 39,2% dos casos. Em segundo lugar, vem as contusões, com 24,1% e das tendinites, 13,4%.

Outro dado importante é que 72,2% delas acontecem em membros inferiores, tendo a coxa com predomínio de 34,5%. Na sequência vem o tornozelo, com 17,6% e o joelho 11,8%.

Se for olhar apenas para os jogadores brasileiros, encontramos dois casos recentes: Neymar, fraturou o quinto metatarso do pé direito. Fez a operação e conseguiu se recuperar a tempo da Copa do Mundo. Daniel Alves, com uma desinserção no ligamento cruzado anterior do joelho direito e de uma entorse no joelho. O lateral-direito, no entanto, não conseguiu disputar o Mundial.

Pelé, sofria com uma artrose e acabou sendo submetido a uma cirurgia de prótese no quadril. Atualmente, sofre para conseguir se locomover.

Neymar conseguiu se recuperar para a disputa da Copa do Mundo (Foto: Jewel Samad/AFP)



Piqué tem diversas polêmicas com a maior parte da Espanha (Foto: Roman Kruchinin/AFP)

Gerard Piqué soma 100 partidas vestindo a camisa da Espanha. Diante do Irã, o jogador do Barcelona foi novamente titular e conquistou seu primeiro triunfo na Copa do Mundo após um empate por 3 a 3 com Portugal na estreia.

“A seleção fez parte importante de toda a minha carreira. Tenho mais de 15 anos desde que estreei nas categorias de base. Tomei a decisão de deixar a seleção, o que foi algo muito penado e era normal que isso acontecesse. Mas não é o momento de pensar nisso”, afirmou o camisa 3

Assim, Piqué se torna o 13º espanhol a alcançar a histórica marca pela Fúria. O recordista é Iker Cassilas, ex-goleiro do Real Madrid, que soma 167 duelos. Apesar dos números expressivos, a carreira do catalão na seleção de seu país sempre teve controvérsias.

Piqué é famoso por dizer coisas que são interpretadas como uma falta de respeito aos espanhóis. Por exemplo, quando depois de um jogo contra o Real Madrid gritou: “¡Españolitos, ahora os vamos a ganar la Copa de vuestro Rey!” (“Espanholzinhos, agora vamos ganhar a Copa do Rei de vocês”).

E continuou dizendo ironicamente: “¡Viva España! ¡Viva la Liga española! ¡A ocho puntos! ¡Que os den!” (“Viva a Espanha, viva a Liga espanhola, estamos a oito pontos, vão se fu…”). Por este e outros episódios, o zagueiro não é querido por torcedores fora da Catalunha – não apenas os colchoneros e merengues.

Piqué fez sua estreia pela Fúria em 2009 e participou das vitoriosas campanhas no Mundial de 2010 e na Eurocopa de 2012.