Mourão critica postura de jogadores da Seleção e cutuca Tite: "Cuiabá está precisando de técnico" - Gazeta Esportiva
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O vice-presidente Hamilton Mourão deu sua opinião na manhã desta segunda-feira sobre o clima conturbado que passa a Seleção Brasileira, com Tite e o grupo de jogadores contra a CBF. Mourão atribuiu isso a uma “disfuncionalidade” e cutucou o treinador do Brasil, falando que “o Cuiabá está precisando de um técnico”.

“Não vou entrar nessa discussão. Acho que faz parte dessa disfuncionalidade que estamos vivendo. Sou do tempo que o jogador de futebol quando era convocado pela Seleção Brasileira considerava uma honra. Se o técnico não quer mais, o Cuiabá está precisando de um técnico, não está? Sai, pede o boné… Acho essa uma discussão totalmente disfuncional”, comentou Mourão nos arredores do Palácio do Planalto.

O clima interno na Seleção Brasileira não é bom. Os jogadores, assim como Tite, estão insatisfeitos com o modo que a Copa América está sendo organizada no país. Além disso, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi afastado da entidade após ser denunciado de assédio moral e sexual.

Segundo o GE, no entanto, os jogadores decidiram que irão participar da competição e a ideia de boicote ao torneio não avançou. Os atletas não chegaram a um consenso e entendem que essa é a última chance do grupo se preparar por um longo período antes da Copa do Mundo.

Nesse último domingo, o GE informou que o presidente Jair Bolsonaro estaria insatisfeito com a conduta do técnico Tite, e que Caboclo teria prometido ao presidente que demitiria Tite após a partida contra o Paraguai.





A Colômbia venceu o Equador no último domingo e começou bem a Copa América. Agora, os colombianos enfrentam a Venezuela, às 18 horas (de Brasília) desta quinta-feira, em Goiânia.

A equipe colombiana tem três pontos no grupo A, ao lado do Brasil. Uma vitória vai deixar a equipe muito próxima da classificação para a próxima fase.

O técnico Reinaldo Rueda deve repetir a formação que estreou contra o Equador.

Já a Venezuela foi derrotada derrotada pelo Brasil na estreia. A fraca atuação dos venezuelanos ligou o sinal de alerta na seleção, que segue com baixas pelo surto de covid-19.



O Brasil busca a segunda vitória na Copa América nesta quinta-feira, contra o Peru, no Rio de Janeiro. O confronto é a reedição da final da última edição da competição. A partida também aconteceu no Rio de Janeiro, mas no Maracanã. Desta vez, o duelo será no Nilton Santos, às 21h (horário de Brasília).

A Seleção Brasileira deve ir a campo com várias alterações. O técnico Tite já adiantou que vai usar a competição para ver jogadores e opções táticas.

Com isso, Thiago Silva, Fabinho, Éverton Ribeiro, Éverton Cebolinha e Gabigol podem começar entre os titulares. Assim, Marquinhos, Casemiro, Lucas Paquetá, Gabriel Jesus e Richarlison ficam como opções no banco.

Do outro lado, o Peru vai estrear na Copa América. A equipe comandada por Ricardo Gareca vem motivada pela vitória sobre o Equador nas Eliminatórias.

Os peruanos vêm com uma mudança. O meia Cueva foi flagrado em uma festa na folga e perdeu a vaga entre os titulares para Iberico.

FICHA TÉCNICA:
BRASIL X PERU

Local: estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de junho de 2021, quinta-feira
Hora: 21h (de Brasília)
Árbitro: Patrício Loustau (ARG)
Assistentes: Gabriel Chade (ARG) e Ezequiel Brailovski (ARG)
VAR: Mauro Vigliano (ARG)

BRASIL: Alisson, Danilo, Thiago Silva, Éder Militão e Renan Lodi; Fabinho, Fred e Éverton Ribeiro; Neymar, Éverton Cebolinha e Gabigol
Técnico: Tite

PERU: Gallese, Advíncula, Christian Ramos, Abram e Marcos López; Tápia, Yotún, Carrillo, Iberico e Peña; Lapadula
Técnico: Ricardo Gareca



A Seleção Brasileira dá sequência a Copa América nesta quinta-feira. Na véspera do confronto, os jogadores convocados realizaram o último treino e em seguida viajaram para o Rio de Janeiro, onde acontece o duelo contra o Peru.

Com todos os jogadores disponíveis, o técnico Tite comandou as atividades na Granja Comary. Após o aquecimento, o elenco realizou um 10×10 em espaço reduzido, com um jogador auxiliando a articulação das jogadas de ambas equipes.

Em seguida, Tite projetou a equipe titular e realizou um treino tático focado na construção ofensiva, além de trabalhar a bola parada da Seleção.

Pela segunda rodada da fase de grupos, Brasil e Peru ficam frente a frente nesta quinta-feira. A bola no Estádio Nilton Santos, às 21h.




Danilo, lateral-direito da Seleção Brasileira, concedeu uma entrevista coletiva nesta quarta-feira. O jogador falou sobre a solidez defensiva do time comandado por Tite, que em 55 jogos sofreu apenas 22 gols.

“O Tite bate muita nessa tecla sobre solidez defensiva, é um aspecto que a gente trabalha muito, muito mias do que a parte técnica do assunto, a parte de concentração,  a parte de dar realmente a importância por ser sólido defensivamente. Isso traz uma segurança muito grande, não só para nós que somos defensores, mas também para o pessoal do meio-campo e do ataque poder desenvolver o trabalho deles com mais tranquilidade e mais desenvoltura”, afirmou Danilo.

O lateral-direito explicou como se dá a preparação do sistema defensivo da equipe.

“É um assuntou que a gente dá muita importância, que a gente foca muito tempo, não só na nossa preparação no campo, mas também no extracampo, com vídeos, estudando os adversários, revendo com foi a nossa atuação defensiva nos último jogos e buscando melhorar para que nos próximos jogos a gente possa fazer ainda melhor, possa ser ainda mais sólido defensivamente”, explicou.

Além disso, Danilo também argumentou que “um bom ataque começa pela defesa”, ressaltando que, com um bom sistema defensivo, o trabalho ofensivo fica mais fácil de ser desenvolvido.

“Claro, acreditar num futebol de que um bom ataque começa pela defesa e isso é claro aqui na seleção brasileira, a gente procura defender bem, ser sólido ali atrás, e a partir daí todo o resto fica mais fácil de ser trabalhado e de ser desenvolvido dentro da partida”, argumentou o jogador da Juventus.

A Seleção Brasileira volta a campo nesta quinta-feira, contra o Peru, às 21h (de Brasília). A partida será válida pela segunda rodada da primeira fase da Copa América.



O atacante Luis Suárez se manifestou de forma contrária à realização da Copa América no Brasil. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o uruguaio destacou a falta de poder dos atletas nas tomadas de decisão e afirmou que está de acordo com as seleções que não gostariam de disputar o torneio por conta da pandemia, mas destacou que os jogadores nunca irão dizer não a seus países.

“Já disse que não temos nem mesmo voto na hora de tomar decisões, sendo que somos os protagonistas das competições. O que temos que fazer é defender nossa seleção. Temos que fazer, e nunca vamos dizer não”, declarou.

“Estamos totalmente de acordo com muitas seleções, com parceiros de outras seleções, que não desejam jogar devido à pandemia que está sendo vivida, mas também estamos conscientes de que o Brasil está jogando todos os torneios locais, a Libertadores, a Sul-Americana, Eliminatórias e isso te dá uma segurança que pode jogar sem problema”, completou.

O posicionamento de Suárez concorda com a manifestação dos jogadores da Seleção Brasileira sobre o torneio. Dias antes do início da Copa América, os convocados de Tite emitiram um comunicado afirmando que eram contra a realização da competição, mas decidiram disputá-la sob esse protesto.

Após folgar na primeira rodada, o Uruguai vai estrear no campeonato diante da Argentina na próxima sexta, no Estádio Mané Garrincha. O atacante fez uma análise do adversário e ressaltou que irá buscar aproveitar suas fragilidades para criar oportunidades de fazer gols.

“A Argentina é muito difícil, é uma partida muito complicada. Eles são muito fortes no ataque, mas também aproveito as fragilidades que todas as equipes têm e procuro criar nossas chances de marcar forte”, afirmou o jogador.



Hernán Crespo revelou o papo que teve com Tite há alguns dias, no CT da Barra Funda. Os dois treinadores se encontraram no dia em que a Seleção Brasileira trabalhou nas instalações tricolores e conversaram sobre a disputa da Copa América em território brasileiro.

“Conversava com o Tite há alguns dias e, como ele já havia manifestado publicamente, comentava sua irritação por ter de jogar a Copa América no Brasil. Não fazia parte de seus planos, nem de seus jogadores. Não estiveram nem estão de acordo com a decisão, mas me ofereceu uma explicação muito sensível: ‘Vamos respeitar a camisa, vamos respeitar o sonho de jogar pela Seleção. Mas, do ponto de vista humano, não é lógico jogar essa Copa América’. E ele me disse isso com pesar, com genuína angústia”, escreveu Crespo em seu artigo no jornal argentino La Nación.

Hernán Crespo e Tite interagiram no CT da Barra Funda na última semana (Foto: Divulgação/saopaulofc)

“Comovido diante de uma realidade dramática para tanta gente neste país, provavelmente o mais afetado pela pandemia na região. Essa nação é imensa e está dividida por diferentes correntes políticas, por diferentes análises sanitárias. Por exemplo, enquanto os torneios estaduais seguiram em muitos lugares, em São Paulo paramos por quase um mês”, explicou o treinador do São Paulo.

Declarando sua torcida pela argentina e, sobretudo, por Lionel Messi, que ainda não conquistou um título pela seleção de seu país, Hernán Crespo também expôs sua impressão sobre o engajamento dos brasileiros em relação à Copa América.

“Não há clima, não há atmosfera de competição. Mas, sabemos como é o futebol sobre as emoções: se o Brasil avançar e crescer, conquistará apoio e os torcedores prestarão atenção na Copa. O futebol inflama interesse, inclusive, quando as prioridades e urgências correspondem à outra agenda. Nós sabemos”, completou.



O Ministério da saúde atualizou, nesta terça-feira, o número de contaminados pela covid-19 que estão relacionados a organização da Copa América. Segundo a pasta, foram contabilizados 11 novos casos, totalizando um números de 52 infectados.

Até a noite desta segunda-feira, quando o último balanço havia sido divulgado, o número era de 41 casos relacionados à realização da competição no Brasil. Entre os 52 contaminados, 33 são jogadores e membros de delegações e os outros 19 estão entre prestadores de serviços contratados pela Conmebol para realização da competição.

Ainda de acordo com a pasta, estão sendo realizados testes de sequenciamento genético para identificação de possíveis variantes entre os casos confirmados.

“Foram realizados 3.045 testes de RT-PCR entre jogadores, membros das delegações e prestadores de serviços. Até o momento, 52 casos de Covid-19 foram confirmados, sendo 33 entre jogadores e membros das delegações e 19 prestadores de serviços contratados para o evento. Os casos de prestadores de serviços foram confirmados em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ). A positividade de casos por Covid-19 foi de 1,70%”, explicou o Ministério da Saúde, por meio de nota oficial.

A Seleção que mais sofreu com os casos de covid-19 foi a Venezuela, primeiro adversário do Brasil na competição. A delegação venezuelana em Brasília na noite da última quinta-feira e, nos primeiros testes realizados, foram 13 casos confirmados.

As Seleções do Peru, Bolívia e Colômbia também tiveram testes positivos entre jogadores e membros da comissão técnica.