Bruno Guimarães fala sobre expectativa em representar o Brasil: "Tem que ter personalidade"

São Paulo, SP

06/10/20 | 15:31 - 06/10/20 | 15:52

Considerado um dos principais nomes da renovação da Seleção Brasileira, o meio-campista Bruno Guimarães foi convocado pela primeira vez pelo técnico Tite. O jogador de 22 anos fará parte do grupo que enfrentará a Bolívia, na Neo Química Arena, na sexta-feira e o Peru, em Lima, no dia 13 de outubro, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

Em entrevista coletiva concedida na Granja Comary nesta terça-feira, Bruno foi perguntado sobre o perfil dos novos atletas, que segundo alguns torcedores não possuem mais a mesma vontade de representar o Brasil como outras gerações tiveram. O meio-campista não concordou com a opinião e foi categórico em relação ao seu sentimento em vestir a amarelinha pela primeira vez.

"Eu não concordo. Para mim, estar aqui vestindo a camisa da Seleção, ainda mais pela primeira vez, é um sonho realizado. Sempre almejei isso, estou realizando um sonho meu, da minha família e dos meus amigos. Como sempre, espero poder dar o meu melhor", disse.

"Para vestir essa camisa, tem que ter personalidade, tem que saber quando você entra em campo, você precisa honrar as cinco Copas do Mundo, toda a população do Brasil que é apaixonada por futebol. Eu me vejo como abençoado por estar disputando, estou feliz e quero poder jogar, treinar e ajudar os companheiros e a Seleção Brasileira", completou.


Bruno também opinou sobre como deve ser a postura que a Seleção nas partidas das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022, no Catar.

"Todo mundo que está aqui quer jogar bem, quer aparecer e ajudar. É jogar cada jogo dessas Eliminatórias como se fosse Copa do Mundo, entrar para ganhar em todo jogo. Sempre que o Brasil entra em campo, é o favorito. Espero poder levar o Brasil para mais uma Copa", afirmou

Por fim, Bruno Guimarães ainda lamentou a ausência de público em sua possível estreia pela Seleção. Mesmo sem a presença dos familiares nesse momento importante da carreira, o meia entendeu as circunstâncias.

"É um momento complicado, não só para o futebol, mas para o mundo. A gente sabe de todo que vem acontecendo. Já passei por isso na Liga dos Campeões, não podia ter contato com absolutamente ninguém. Com certeza que meu pai e minha mãe queriam estar nesse momento, mas fica para uma próxima oportunidade. Sabemos que nesse momento, a principal coisa a fazer é cuidar da saúde. Tenho certeza que eles vão assistir pela televisão", finalizou.

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