Auxiliar de Tite fala em busca de padrão e exalta jogar no Brasil - Gazeta Esportiva
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Passados os testes, a Seleção Brasileira vai em busca de um padrão na reta final de preparação visando a Copa América, que acontece em solo nacional entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Depois de testar atletas e promover novidades, o técnico Tite e sua comissão técnica aposta na continuidade para tentar apagar a imagem deixada na Copa do Mundo e conquistar o continente.

Na última quinta-feira, em entrevista coletiva concedida na Granja Comary, o auxiliar Cleber Xavier comentou sobre o estágio de preparação do time e afirmou que a busca nas próximas semanas é por um padrão. Além disso, o membro da comissão técnica disse já ter um time titular em mente para a estreia diante da Bolívia, dia 14, no Estádio do Morumbi.

“A ideia nos amistosos pós-Copa era dar oportunidade e observar alguns atletas. Nos últimos amistosos, era dar continuidade e padrão. Não pudemos fazer isso por algumas questões, lesões e tal. Tivemos que ampliar essa etapa. Nesse momento, não podemos trabalhar da mesma maneira. Agora é o padrão, não podemos mexer muito”, disse na Granja Comary.

Antes da Copa América, disputada no Brasil, a Seleção ainda terá mais dois compromissos dentro de seus domínios. No dia 5 de junho, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, a Seleção enfrentará pela primeira vez o Catar. Quatro dias depois, o compromisso será diante de Honduras no Beira-Rio, em Porto Alegre. A oportunidade de estar ao lado da torcida, inclusive, foi exaltada pelo auxiliar.

“Eu sou muito positivo, a gente teve um caso parecido que foi o jogo contra a Argentina pelas Eliminatórias, que foi no Mineirão, estádio que não trazia boa lembranças. E fizemos um grande jogo, o que para nós foi importante. Temos que nos fortalecer mentalmente. Para nós é uma honra disputar uma copa da grandeza da Copa América, é o segundo torneio de países mais importante”, finalizou.

Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil terá pela frente a Bolívia na abertura da 46ª edição da Copa América, dia 14 de junho, no Morumbi, em São Paulo. Depois, Tite e seus comandados medirão forças com a Venezuela, dia 18, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e Peru, na Arena Corinthians, também na capital paulista, no dia 22.



A edição do Campeonato Sul-Americano realizado em 1925 na Argentina foi uma das menores já feitas. Além da anfitriã, apenas duas seleções participaram: Brasil e Paraguai. Mas isso não impediu a confusão e a violência na partida decisiva entre os brasileiros e os argentinos. No fim, melhor para os albicelestes, que conquistaram o segundo caneco. Já a Seleção Brasileira, por conta da confusão, foi impedida pelo Ministério das Relações Exteriores de realizar qualquer partida internacional até 1928.

Antes da reformulação e da mudança do nome da competição para Copa América em 1975, o Sul-Americano era disputado em uma espécie de pontos corridos: todos os times se enfrentavam uma vez e o melhor colocado ao final era o campeão. Decidiram fazer esta edição de 1925 em dois turnos por ter apenas três seleções presentes.

Apesar de vencer as duas partidas contra o Paraguai, a Seleção Brasileira perdeu a primeira contra a Argentina por 4 a 1. Os jogadores brasileiros foram para o último jogo com os hermanos precisando ganhar para forçar um duelo extra.

Surpreendentemente, o Brasil conseguiu abrir 2 a 0. Mas, em uma bola lançada para o craque Arthur Friedenreich que o deixou livre para marcar, o zagueiro argentino Muttis deu uma entrada desleal por trás. Fried revidou com um pontapé. A partir disso, a briga se tornou generalizada. Até torcedores argentinos invadiram o campo para agredir os atletas brasileiros e os chamarem de “macaquitos”.


Apaziguados os ânimos, a partida foi restabelecida, mas os brasileiros estavam desestabilizados. Não conseguiram aguentar a pressão argentina e cederam o empate. Dessa forma, a Argentina conquistou mais um troféu e o Brasil, seu segundo vice.

Alguns protestos de brasileiros ocorreram por conta da violência deste episódio. O Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) chegou à conclusão de que essas partidas entre seleções estavam prejudicando as relações do Brasil com outros países. Por isso, a Seleção Brasileira ficou sem jogar campeonatos ou partidas amistosas com outras seleções de 1925 a 1928.



Após o anúncio dos 23 convocados que irão defender a Seleção Brasileira na Copa América, disputada em solo nacional entre os dias 14 de junho e 7 de julho, um dos nomes que ficaram de fora  mais comentados foi o de Lucas Moura. Formado no São Paulo, o atacante protagonizou uma grande atuação na semifinal da Liga dos campeões com o Tottenham, mas foi preterido por Tite.

Nesta quinta-feira, o auxiliar do técnico da Seleção, Cleber Xavier, concedeu entrevista coletiva na Granja Comary e explicou a ausência do atacante na lista. Segundo ele, a atuação diante do Ajax na virada é para ser exaltada, mas também é normal que nomes importantes fiquem de fora.

“Foi uma grande atuação do Lucas, uma busca do resultado que ninguém imaginava. Às vezes ficam alguns jogadores fora (da convocação), faz parte do futebol brasileiro e da qualidade dos jogadores que temos. O próprio Lucas não havia sido citado antes e foi citado a partir daí”, disse o auxiliar.

“Quanto ao jogo Ajax x Tottenham, foi um grande jogo. O Ajax foi superior no primeiro tempo, mesmo sem o David Neres (lesionado). Acredito que se ele estivesse no jogo, o Ajax seria mais superior ainda. Mas Pochettino foi feliz na alteração no segundo tempo com a entrada do Llorente no pivô, e o Lucas estava numa noite iluminada. Três gols de pé esquerdo, de finalização, de último homem”, analisou Cleber.

Assim como Tite, seu auxiliar também ressaltou nesta quinta-feira a dificuldade para a definição da lista para a Copa América. “Essa foi uma das convocações mais difíceis pelo número de atletas que surgiram. A gente fica feliz com isso. Mas incomoda o fato de termos que deixar sempre um, dois ou três atletas fora que mereceriam estar aqui. Isso é o mais difícil”, finalizou.

Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil terá pela frente a Bolívia na abertura da 46ª edição da Copa América, dia 14 de junho, no Morumbi, em São Paulo. Depois, Tite e seus comandados medirão forças com a Venezuela, dia 18, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e Peru, na Arena Corinthians, também na capital paulista, no dia 22.



A Seleção Brasileira realizou nesta quinta-feira seu primeiro treinamento com foco na Copa América. Reunido na Granja Comary, o grupo de jogadores terá 22 dias para se preparar para a competição continental. Um dos principais objetivos da comissão técnica neste período será ajustar detalhes e aprimorar o modelo de jogo que Tite quer ver em campo.

O treinador quer ver uma equipe que controle as ações da partida, tendo principal mecanismo a posse de bola. Nos últimos oito jogos disputados, por exemplo, o Brasil teve 64% de posse de bola e 617 passes completados em média. Além disso, Tite quer que o time seja incisivo no ataque, com um número elevado de finalizações. Dessa forma, os exercícios que serão colocados em prática nas sessões de treinamento serão formuladas a partir dessas necessidades estabelecidas pelo comandante.

Uma característica a ser destacada no grupo de jogadores convocados para a Copa América é a redução da média de idade em relação aos atletas que disputaram a Copa do Mundo de 2018. O número médio caiu de 28,1 para 27,2. Enquanto o time terá jogadores experientes como Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luis, oito nomes disputarão um torneio oficial pela Seleção Principal pela primeira vez.

Para decidir quais seriam os jogadores selecionados disputar a Copa América, Tite testou um total de 44 jogadores nas convocações dos últimos oito amistosos. Nesse período pós-Copa, o Brasil teve sete vitórias e um empate, com 92% de aproveitamento. O destaque foi a defesa, que tomou apenas um gol, enquanto o ataque marcou 16 gols.




Enquanto os 23 convocados de Tite para a Copa América seguem se apresentando na Granja Comary, a comissão técnica já possui em mente o time titular que levará a campo na estreia da Seleção Brasileira na competição dia 14 de junho, no Morumbi, contra a Bolívia. Nesta terça-feira, o auxiliar técnico Cleber Xavier concedeu entrevista coletiva e anunciou que já há um time considerado o ideal.

De acordo com o auxiliar, todos terão conhecimento do time considerado base na reta final de preparação, que inclui dois amistosos. No dia 5 de junho, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, a Seleção enfrentará pela primeira vez o Catar. Quatro dias depois, o compromisso será diante de Honduras no Beira-Rio, em Porto Alegre.

“A gente tem o time titular em mente. Nós brincamos que iríamos primeiro anunciar os convocados para depois definir o time, porque acontecem problemas e temos que fazer trocas. Nos últimos amistosos, tínhamos a ideia de uma equipe e tivemos de jogar com outra. Mas a equipe (para a Copa América) já está definida”, disse Cleber Xavier.

Apesar da ideia de time titular já na cabeça, Tite deve demorar a poder contar com força máxima. Isso porque dois prováveis titulares, Alisson e Roberto Firmino, devem se apresentar entre o dia 4 e 5 de junho, após a disputa da decisão da Liga dos Campeões. Uma segunda leva, que inclui Neymar, deve se apresentar na próxima terça-feira na Granja Comary.

Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil terá pela frente a Bolívia na abertura da 46ª edição da Copa América, dia 14 de junho, no Morumbi, em São Paulo. Depois, Tite e seus comandados medirão forças com a Venezuela, dia 18, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e Peru, na Arena Corinthians, também na capital paulista, no dia 22.



Aos poucos, a Seleção Brasileira começa a ganhar corpo e Tite passa a ter mais opções para os trabalhos visando  Copa América. No fim da manhã desta quinta-feira, Filipe Luís e o goleiro Ederson se juntaram aos outro cinco atletas já apresentados e desembarcaram na Granja Comary. Enquanto isso, Gabriel Jesus, Fernandinho, Richarlison, Casemiro e David Neres dera continuidade as atividades físicas.

Para a manhã desta quinta, a comissão técnica programou um treino físico divido em duas partes: academia e campo. Dos atletas que já haviam se apresentado, apenas Casemiro não participou integralmente dos treinos, porque seguiu um cronograma especial no centro de preparação em Teresópolis.

Gabriel Jesus foi um dos que participou dos testes físicos (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

No treino programado para a tarde, o atleta destinado ao trabalho diferenciado será Fernandinho. Enquanto isso, os demais convocados serão submetidos aos trabalhos em campo com o foco na recuperação e no condicionamento físico dos atletas.

Nesta quinta-feira, ainda é aguardada a apresentação dos 10 jogadores de diversos clubes brasileiros, a grande maioria deles com passagens por Seleções de Base, convocados pela comissão técnica de Tite para compor o elenco da Seleção, principalmente na fase inicial da preparação, quado a maioria dos jogadores ainda não está presente por compromissos em seus respectivos clubes.

Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil terá pela frente a Bolívia na abertura da 46ª edição da Copa América, dia 14 de junho, no Morumbi, em São Paulo. Depois, Tite e seus comandados medirão forças com a Venezuela, dia 18, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e Peru, na Arena Corinthians, também na capital paulista, no dia 22. As duas melhores equipes de cada chave e os dois melhores terceiros avançam para as quartas de final.



Para celebrar o centenário da sua independência, o Brasil sediou a sexta edição do Campeonato Sul-Americano. Diferente das outras participações que, por conflitos entre as federações paulista e carioca, os brasileiros jogavam desfalcados, desta vez foi com força total para o torneio. Uma edição marcada pelo acirramento das rivalidades e que terminou com a Seleção Brasileira erguendo o segundo caneco continental de sua história.

Muitos enxergam esse campeonato de 1922 como um dos primeiros a criar hostilidade entre as seleções. O que não faltou foi time saindo de campo revoltado. No confronto entre Uruguai e Paraguai, os uruguaios abandonaram a partida, e posteriormente o campeonato, por não concordar com a arbitragem do brasileiro Pedro Santos. E, no duelo entre Argentina e Paraguai, foi a vez dos paraguaios saírem antes do apito final por reclamar da marcação de um pênalti pelo árbitro brasileiro Henrique Vignal. Apenas o goleiro paraguaio Denis ficou em campo, mas não teve sucesso em impedir o segundo gol argentino.

Para ter uma ideia de como os atritos eram grandes, políticos brasileiros cogitaram proibir a Seleção de fazer partidas internacionais. Eles tinham receio que essa rivalidade instigada pelo Campeonato Sul-Americano, atualmente conhecido como Copa América, pudesse atrapalhar a diplomacia nacional.

Todos esses abandonos tiveram efeito positivo na classificação final da Seleção Brasileira, já que a vitória da Argentina contra o Paraguai permitiu que o Brasil se igualasse na primeira posição. Na verdade, três seleções empataram em primeiro lugar: Brasil, Paraguai e Uruguai. O que poderia ser um problema para a Confederação Sul-Americana de Futebol foi facilitado pela desistência da competição por parte do Uruguai. Dessa forma, Brasil e Paraguai disputaram uma partida de desempate. E a equipe canarinha conseguiu levar o segundo título ao ganhar por 3 a 0 dos paraguaios, superando o começo ruim no campeonato. Apenas três campeões da primeira conquista continental de 1919 estavam presentes na partida: Amílcar Barbuy, Neco e Heitor Domingues. O craque Arthur Friedenreich estava lesionado.



Sete atletas da lista de convocados para a Copa América se apresentam nesta quarta-feira na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. O primeiro que chegou por lá e foi recebido pelo técnico Tite foi o atacante Richarlison. Ele aproveitou o momento para comentar as expectativas deste período pré-competição.

“Dá um friozinho na barriga, um pouco de ansiedade para começar os treinos logo, mas feliz ao mesmo tempo, porque estar aqui é um momento único. Espero, então, aproveitar bastante aqui e esperar chegar os jogos logo, porque a gente precisa estar dentro de campo e eu quero jogar. Agora é treinar forte para que a gente possa chegar preparado”, disse ao site da CBF. No início da tarde, David Neres também desembarcou por ali.

Este é o período final de preparação para a disputa da Copa América, que acontece em solo brasileiro entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Sete convocados participam desta primeira semana de atividades (Fernandinho, Ederson, Gabriel Jesus, Richarlison, David Neres e Casemiro), com o primeiro trabalho marcado para a tarde desta quarta. O lateral Filipe Luís completa o grupo inicial e é aguardado no CT na quinta-feira (23).

Como os jogadores da Seleção Brasileira irão se apresentar em datas diferentes ao longo da preparação da equipe para a Copa América, dez jovens atletas vão auxiliar o trabalho do técnico Tite durante o período de treinos. Nascidos entre 1999 e 2001, eles ficarão em Teresópolis do dia 23 ao dia 29 de maio. Foram chamados os goleiros Phelipe (Grêmio) e Yuri Sena (Vitória), os defensores Weverton (Cruzeiro), Morato (São Paulo), Nestor (São Paulo), Bruno Fuchs (Internacional) e Ramon (Internacional), os meias Alan (Palmeiras) e Gui Azevedo (Grêmio), além do atacante Martinelli (Ituano).

Os trabalhos na Granja Comary seguem até dia 4 de junho, quando a delegação embarca para Brasília. No dia 5 de junho haverá o amistoso contra o Catar, no Estádio Mané Garrincha (Brasília, DF), no dia 5 de junho, e contra Honduras, no dia 9 de junho, no Beira-Rio (Porto Alegre, RS). A estreia da Seleção Brasileira na Copa América será no dia 14 de junho, contra a Bolívia, no Morumbi (São Paulo, SP).



Depois de um vexame em casa em 1916, a Argentina não queria desperdiçar a nova chance de ser campeã como sede do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde passaria a se chamar Copa América. Brasil, Uruguai e Paraguai também participaram.

Infelizmente, o que ficou marcado não foi o desempenho dos jogadores, mas o exemplo de racismo no futebol e na sociedade que esse campeonato trouxe. Para entender melhor, é preciso voltar um pouco no tempo: em 1916, a Seleção Brasileira fez sua segunda viagem à Argentina e um dos jornais do país retrataram os brasileiros como macacos. A partir desse acontecimento, popularizou-se chamar os brasileiros de “macaquitos”.

Para piorar, como o campeonato de 1921 seria na Argentina, os governantes brasileiros se preocupavam com a imagem do País que a Seleção exibiria em campo. Há relatos que até o presidente da República, Epitácio Pessoa, se reuniu com a CBD, atual CBF, para recomendar que apenas jogadores de pele clara fossem convocados. Dessa forma, muitos craques não foram convocados, inclusive Arthur Friedenreich, autor do gol do primeiro título continental do Brasil.

A Seleção não conseguiu superar o ótimo desempenho dos argentinos e ficou com seu primeiro vice-campeonato. Os hermanos terminaram com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.