Motor/Fórmula 1

Túnel do tempo: há 25 anos, Pedro Paulo Diniz estreava na F1

Vicente Lomonaco - São Paulo , SP
26/03/2020 10:49:22 — 26/03/2020 10:55:22

Em: Fórmula 1, Gazeta Press, Motor
Filho do empresário Abílio Diniz pilotou no GP Brasil uma Forti-Corse ao lado de Roberto Moreno (Foto: Reprodução)

O GP Brasil de Fórmula 1 de 1995 foi realizado no dia 26 de março daquele ano. Era a abertura da temporada e a primeira corrida da categoria realizada no país depois da morte de Ayrton Senna no ano anterior. O alemão Michael Schumacher já despontava como virtual campeão muito antes dos motores começarem a roncar, mas naquela tarde uma estreia chamou a atenção dos brasileiros.

Mesmo sem uma tecnologia de ponta, chegava ao grid a equipe ítalo-brasileira Forti-Corse. A logística e a parte técnica ficavam por conta dos italianos, já as finanças e o patrocínio eram a obrigação dos brasileiros, que conseguiram apoios nacionais importantes na época, como a Arisco e a Kaiser.

A dupla de pilotos também era brasileira. O já veterano Roberto Moreno e o estreante Pedro Paulo Diniz, filho do empresário Abílio Diniz, na época principal responsável pelo Grupo Pão de Açúcar.

Roberto Pupo Moreno era o parceiro de Diniz (Foto: Acervo/Gazeta Press)

O piloto Diniz era visto por muitos como a promessa brasileira na categoria, e mesmo com um carro bem inferior aos demais do grid – o único da época com câmbio manual – conseguiu terminar a corrida em décimo lugar, posição que hoje em dia renderia um ponto, mas há 25 anos o sistema de pontuação premiava apenas até o sexto lugar.

Vale ressaltar que apenas dez carros terminaram a atribulada prova e Diniz ficou sete voltas atrás do vencedor, Michael Schumacher. No entanto, cinco horas depois da corrida, o carro do alemão e o de David Coulthard acabaram desclassificados por conta do uso de combustíveis fora das especificações, e Diniz herdou o oitavo lugar. A decisão foi revogada pela FIA 18 dias depois, e a classificação final das pistas mantida.

A Forti-Corse iria seguir no grid na temporada seguinte e não marcou nenhum ponto. Pedro Paulo Diniz correu ainda pela Ligier, Arrows e Sauber. Em 2000, entrou de sócio com Alain Prost na criação da equipe Prost e, dois anos depois, trouxe a Fórmula Renault para o Brasil.