Suspensa por quatro anos após doping, Tandara vê condenação injusta e decide recorrer

São Paulo, SP

24-05-2022 01:04:49

Multicampeã pela Seleção feminina de vôlei, Tandara foi suspensa por quatro anos após caso de doping nesta segunda-feira. Horas depois, através de post em seu perfil no Instagram, ela classificou a condenação como injusta e já avisou que pretende recorrer.

Suspensa de maneira preventiva ainda durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, Tandara alega que a contaminação por Ostarina, substância proibida encontrada em seu organismo, ocorreu involuntariamente. O argumento não convenceu os membros do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem, responsáveis pela condenação.

“Apesar de termos provas mais do que suficientes que mostram que fui contaminada, tive uma condenação injusta, desproporcional e precedida de um estranho vazamento de um processo que deveria ser sigiloso. Infelizmente, o entendimento da Primeira Câmara do TJDAD é incompatível com a melhor jurisprudência internacional”, escreveu a atleta.

“Em todo o caso, vamos recorrer ao Plenário para que a justiça seja, de fato, reestabelecida. Respeito, mas não concordo com essa decisão de hoje. Lutarei, como sempre fiz, para provar minha inocência”, acrescentou a jogadora, campeã olímpica com a Seleção em Londres 2012.

Caso confirmada, a suspensão determinada nesta segunda pode implicar no final da carreira de Tandara, que estaria liberada para retomar as atividades apenas na temporada de 2025, quando completará 37 anos de idade. Em seu desabafo, a jogadora afirmou que o “sentimento de injustiça é angustiante”.

Veja a nota publicada por Tandara na íntegra:

"Eu sempre fui movida a desafios e enfrentei muitas situações adversas durante a minha vida. Nunca me pronunciei abertamente sobre o caso do doping porque estava determinada a provar minha inocência, e ainda estou. Essa condenação é, particularmente, difícil pra mim porque estou sendo condenada por algo que não fiz e Deus sabe.

Eu tenho orgulho dos meus mais de 18 anos de carreira sem nenhuma mancha. Minha vida é o vôlei e quem me conhece sabe que não faria nada que pudesse destruir tudo isso que construímos em todo esse tempo.

Apesar de termos provas mais do que suficientes que mostram que fui contaminada, tive uma condenação injusta, desproporcional e precedida de um estranho vazamento de um processo que deveria ser sigiloso. Infelizmente, o entendimento da Primeira Câmara do TJDAD é incompatível com a melhor jurisprudência internacional.

Em todo o caso, vamos recorrer ao Plenário para que a justiça seja, de fato, reestabelecida. Respeito, mas não concordo com essa decisão de hoje. Lutarei, como sempre fiz, para provar minha inocência.

Agradeço o carinho e o suporte de todos nesse momento. O sentimento de injustiça é angustiante, mas com a ajuda de todos vocês vou superar esse momento e transformar essa situação em combustível para vencer mais essa batalha".

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