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Suspeitando fraude, Justiça bloqueia repasse de verba para obras em Deodoro

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Publicado em 30/03/2016 11:58:53 Compartilhe
São Paulo , SP
Circuito de Canoagem Slalom faz parte do Complexo de Deodoro (Foto: Rio 2016/Paulo Múmia)
Circuito de Canoagem Slalom faz parte do Complexo de Deodoro (Foto: Rio 2016/Paulo Múmia)

A Caixa Econômica Federal decidiu suspender os pagamentos a um consórcio responsável pelas obras do Complexo de Deodoro para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.  A opção aconteceu após a Caixa ser notificada de medida cautelar na Justiça faltando pouco mais de quatro meses para o início do evento, segundo a agência de notícias Reuters.

Segundo publicação do jornal ‘O Globo’, a Justiça bloqueou o repasse de R$ 128,5 milhões ao consórcio Complexo Deodoro, que tem como integrantes as construtoras Queiroz Galvão e a OAS, suspeitando haver fraude nos documentos dos serviços de terraplanagem do local. Com isso, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União acabaram solicitando a suspensão dos pagamentos ao consórcio, fato que foi acatado pela Justiça.

Em comunicado oficial a prefeitura do Rio de Janeiro declarou que apoia o trabalho do MPF e da CGU e que não há prejuízo no andamento da obra. Coincidentemente ou não, as construtoras Queiroz Galvão e OAS também estão envolvidas nos escândalos da Operação Lava Jato.

O Complexo de Deodoro é um dos principais pontos da cidade do Rio de Janeiro que abrigarão competições dos Jogos Olímpicos. Orçado em mais de R$ 800 milhões, o local receberá provas de hipismo, rúgbi, tiro, canoagem slalom, hóquei sobre a grama e pentatlo moderno. O atraso para a entrega das obras, no entanto, está descartado, já que de todas as instalações apenas o Centro Olímpico de Tiro falta sem concluído.

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