Marquinhos conta com bagagem de 2016 e do Mundial para disputa do Pré-Olímpico

Rafael Silva - São Paulo,SP

03-06-2020 07:00:09

O basquete masculino brasileiro vive um momento de ansiedade. Depois de boas atuações nas Olimpíadas de 2016 e no Mundial de 2019, o Brasil ainda não está garantido nos Jogos Olímpicos do ano que vem e terá que passar pelo pré-olímpico. Prevendo dificuldade dentro das quadras, o time canarinho aposta nas experiências recentes para conseguir a classificação. Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Marquinhos, ala do Flamengo e um dos pilares da Seleção Brasileira, falou que será necessária concentração máxima e cuidado.

"Piscou, você perde. As derrotas do Mundial e na última Olimpíada deram bagagem. Não sabemos qual será nosso grupo e muito menos se vão ter os Jogos Olímpicos, mas tem que entrar ligado", falou.

O Brasil está no grupo B do Pré-Olímpico, que será disputado em Split, na Cróacia, ao lado de Tunísia e dos anfitriões. Na outra mini-chave estão Alemanha, México e Rússia. Os dois melhores de cada chaveamento avançam para as semifinais e apenas o campeão garante vaga em Tóquio.


No ano passado, a Seleção foi eliminada na segunda fase da Copa do Mundo de basquete, perdendo a chance de já carimbar o passaporte para o Japão. Depois de passar pela primeira fase com 100% de aproveitamento, derrotando a Grécia do MVP da NBA, Giannis Antetokounmpo, e uma das favoritas. Contudo, os brasileiros pararam na segunda etapa do torneio com as derrotas para República Tcheca e Estados Unidos. Caímos, mas caímos de cabeça erguida.

"São inúmeras seleções que hoje estão no mesmo nível, não dá para vacilar. Estávamos muito bem e foi, praticamente, do céu ao inferno", declarou.

O "quero mais" brasileiro no basquete já vem desde a última Olimpíada. Jogando em casa, o Brasil foi eliminado ainda na fase de grupos, apesar do triunfo sobre a Espanha, campeã europeia. Sem mais tempo para lamentar, o momento é de transição de uma das melhores gerações do esporte brasileiro para uma juventude bastante promissora.

"As derrotas do Mundial e na última Olimpíada deram bagagem, pode ter certeza. Mas não devemos pensar nisso. Temos uma troca de bastão pela frente. Tem jovens muito bons crescendo, como Felício, Caboclo, Yago e Didi, enquanto vem saindo jogadores, como Leandrinho, Varejão, Nenê e até o meu caso, será minha última Olimpíada se nos classificarmos", comentou o atleta de 36 anos.

Marquinhos tem mais de 10 anos na Seleção Brasileira, com direito à participação em duas edições de Jogos Olímpicos e a conquista de uma medalha de ouro no Pan-Americano de 2007, no Rio de Janeiro.

"É lindo. Sempre que eu pensei em jogar, queria representar meu país, conhecer lugares novos, enfrentar os melhores dos outros países. Sou grato por tudo que passei, feliz por grandes campeonatos que participei", finalizou.

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