Andrés Nocioni, carrasco do Brasil no Rio 2016, anuncia aposentadoria

São Paulo, SP

03-04-2017 08:46:12

O jogador de basquete argentino Andrés Nocioni anunciou que irá se aposentar ao fim da atual temporada europeia nesta segunda-feira. Aos 37 anos, o ala-pivô defende o Real Madrid e esteve presenta na NBA de 2004 a 2012, período em que atuou pelo Chicago Bulls, Sacramento Kings e Philadelphia 76ers.

Nocioni foi o carrasco da Seleção Brasileira de basquete nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado. O jogador foi o principal destaque da vitória dos Hermanos sobre o time verde amarelo por 111 a 107, saindo de quadra com cestinha do jogo, com 37 pontos, após duas prorrogações, resultado que praticamente selou a eliminação dos donos da casa do torneio.

“Vivi como joguei. Fui sempre honesto e entreguei meu coração em cada clube que estive, todos os dias, em todos os treinos, em todas as partidas. Deixo o basquete da maneira que quero deixa-lo: competindo no mais alto nível da Europa e em um clube de máxima hierarquia mundial”, comunicou Nocioni por meio de suas redes sociais.

Nesta temporada Andrés Nocioni vem colecionando bons resultados com o Real Madrid. O time merengue é o atual terceiro colocado da liga espanhola e já está classificado para os playoffs, além de também ter garantido presença nas quartas de final da Euroliga.

“No caminho cumpri muitos sonhos. Sonhos que nem eu imaginava que se concretizariam quando comecei a jogar no Ceci de Gálvez. Eu tinha como aspiração máxima chegar à Europa e não só concretizei isso, como também fui para a NBA. Não quero ser nostálgico nesta carta, mas é impossível deixar de fazer uma retrospectiva”, afirmou.

Nocioni também integrou o elenco que fez história com a camisa da Argentina nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. O time albiceleste acabou conquistando a medalha de ouro do basquete na final contra a Itália. Em crise, os EUA ficaram apenas com o bronze.

“Alcancei o ligar mais alto do pódio olímpico com a camiseta que mais quis, em uma tarde que jamais vou esquecer. Gritei, sofri, festejei, chorei, cresci. Nunca me entreguei. Nem nos piores momentos, que por sinal também tive”, finalizou.

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