Reunião não dá resultado e Cicinho fica longe do Corinthians

Tomás Rosolino - São Paulo , SP
26/05/2017 19:01:15

Em: Brasileiro Série A, Corinthians, Futebol
Presidente minimizou as chances da chegada de Cicinho (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Uma reunião realizada pelos empresários do lateral direito Cicinho e pelos dirigentes do Ludogorets-BUL afastou a possibilidade de o defensor ser emprestado ao Corinthians, algo considerado praticamente certo uma semana atrás. De acordo com o presidente Roberto de Andrade, os búlgaros não querem mais liberar o jogador nas condições propostas pelo Alvinegro e o deixaram longe do Parque São Jorge.

“Nem um pouco próximo, está difícil. O clube dele não está querendo liberá-lo, não estamos tão esperançosos quanto estávamos quanto a ele”, explicou o dirigente na tarde desta sexta-feira, no CT Joaquim Grava, demonstrando um pessimismo que pouco permeou as conversas sobre Cicinho desde o surgimento do interesse, há aproximadamente 20 dias.

O jogador, campeão búlgaro pelo time, esperava a disputa da Copa da Bulgária, na quarta-feira, para que seus representantes pudessem conversar e pedir sua liberação. A decisão aconteceu na última quarta-feira, com derrota do Ludogorets, e a conversa, na quinta, acabou não rendendo os frutos esperados.

Com contrato válido até o meio do ano que vem com os europeus, Cicinho teria de estender seu vínculo lá, a princípio por mais uma temporada, para ser emprestado ao Timão até junho de 2018. Nem as tratativas pela renovação nem as pela negociação com o Corinthians, porém, deram resultado.

À espera de novidades pelo atleta, Roberto ainda deixou claro que não há interesse em nomes como os meias Régis, do Bahia, e Nenê, do Vasco, vinculados ao clube recentemente. “Não foram nem oferecidos e também não temos interesse nos atletas, não. São notícias que surgem e, da mesma forma que surgem, também desaparecem pouco depois”, disse Roberto, justificando ainda as dívidas contraídas recentemente.

“Tivemos algumas penhoras por alguns processos antigos que culminaram agora. Isso forçou a gente a dispor de valores que não estavam no orçamento. Tem muitos casos de protestos em que a grande parte está paga, outros são discussão de fornecedores. São valores pequenos”, relatou, apontando a crise política brasileira como fator fundamental nas dificuldades.

“Temos de nos adequar a esse momento que estamos vivendo no Brasil, que está durando demais. Quando as coisas estão tomando uma posição positiva, vêm notícias como essas. Todo mundo fica num compasso de espera e fica esperando. Só que, no Corinthians, você não consegue de imediato fazer redução de despesas mandando gente embora, não resolveria”, concluiu o presidente.