Porta-voz cogita pedido de Blatter por adiamento da Bola de Ouro

São Paulo, SP

11-10-2015 14:28:17

Suspenso de suas funções pelo Comitê de Ética da Fifa na última quinta-feira, acusado de apropriação indevida e má gestão, envolvido em pagamentos suspeitos a Michel Platini, outro dirigente que também recebeu sanção, Joseph Blatter ainda tenta usar sua influência dentro da entidade para se arranjar no cenário. Ao menos, é isso que indicou Klaus Stohlker, porta-voz do suíço que, de qualquer forma, terá que deixar o cargo em 26 de fevereiro de 2016.

Afastado da entidade por, a princípio, 90 dias, Blatter vê, atualmente, seu cargo ocupado pelo camaronês Issa Hayatou. No entanto, pretende participar ativamente da cerimônia da Bola de Ouro, que além de definir o melhor jogador da temporada, escolhe o autor do gol mais bonito e escala o time dos melhores atletas. Para isso, pode trabalhar no adiamento da cerimônia em uma semana.

Correndo o risco de sofrer gancho de mais 45 dias dependendo do rumo das investigações, o suíço teria sua pena inicial expirada em 8 de janeiro, data que antecede o evento, marcado para uma segunda-feira, em três dias. “Ele quer estar. Não se dará por vencido tão facilmente no ano de sua despedida”, disse o assessor de Blatter ao jornal suíço Blick, em reportagem publicada neste domingo.

À exemplo de Platini, Blatter também entrou com recurso contra sua suspensão e ainda aguarda veredicto da Justiça suíça. Questionado no cargo desde a deflagração do escândalo de corrupção envolvendo a Fifa, que estourou com a prisão de sete dirigentes ligados à entidade, entre eles José Maria Marin, o presidente demissionário entrou na pauta das investigações a partir da transferência de 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 7,7 mi) a Platini por ‘trabalhos na entidade’ entre 2002 e 2003.

Um posicionamento da Justiça suíça sobre a apelação de Blatter e Platini ao tribunal deve sair nos próximos dias. Nos bastidores, aliados articulam a possibilidade de adiar as eleições presidenciais, marcadas para o final de fevereiro, de forma a dar mais tempo para o presidente da Uefa, afastado de suas funções, sanar as dúvidas em torno de sua imagem para concorrer com chances à presidência da Fifa, algo que, atualmente, parece impassível de aceitação.

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