Visando eleição na Fifa, Champagne se alarma com boatos de jornal

São Paulo, SP

02-11-2015 14:26:06

Depois de formalizar sua candidatura à presidência da Fifa com poucas horas para o fim do prazo das inscrições, no último dia 26 de outubro, Jérôme Champagne passou a se dedicar inteiramente a seu programa político. Desligado da Fifa há cinco anos, o francês, que chegou à entidade como assessor pessoal de Joseph Blatter, preocupa-se agora com as ameaças que sofrerá no processo de sucessão do suíço.

Em uma entrevista publicada pelo jornal alemão SonntagsBlick, Jérôme Champagne se alarmou pela especulação do jornal suíço Le Matin, que na última semana divulgou a informação de que o francês teria recebido da Fifa cerca de 3,2 milhões de euros (cerca de R$ 13,6 mi) antes de sua demissão, à época, do cargo de diretor de relações internacionais da entidade. "Isso pode ser usado contra mim pelos meus adversários", alertou.

Após mais de uma década de serviços prestados à Fifa, tendo chegado à entidade um ano após participar da organização da Copa do Mundo na França, em 1998, Champagne indicou que sua saída esteve ligada a sua vontade de empreender reformas na entidade em termos institucionais. "Alguns tiveram medo de perder seus privilégios. Para outros, eu tinha me convertido em alguém poderoso", explicou o diplomata.

Passado o período na Fifa, o francês voltou a se apegar à sociopolítica, mas agora no contexto do futebol, atuando em temas polêmicos como o reconhecimento da Federação de Futebol do Kosovo, região balcânica que se separou legalmente da Sérvia no início da década, e na questão da Palestina. Além da conciliação no Oriente Médio, Jérôme atuou na aprovação do orçamento para o Mundial de 2010, disputado na África do Sul.

Perguntado sobre Blatter, Champagne preferiu não tecer críticas devido a sua proximidade com o ex-presidente, que atualmente cumpre suspensão e está impedido de exercer suas atividades até 8 de janeiro. "Não falarei nada de mal com relação a Blatter, é um homem que fez muitas coisas boas pelo futebol", declarou, mostrando-se mais reticente com relação ao compatriota Michel Platini. "Temos pontos de vista diferentes. Trabalhei muito perto dele no Mundial de 1998, eu o apoiei", relativizou.

 

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