COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Falta pouco mais de uma semana para o principal evento mundial de futebol feminino. Em solo francês, a Copa do Mundo irá reunir grandes estrelas da modalidade. Ao longo da semana, de forma diária, a Gazeta Esportiva apresentará detalhadamente todos os grupos e seleções.

A edição de 2019 acontecerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho e contará com 24 times divididos em seis grupos, cada um com quatro seleções.

Dando continuidade às chaves, o grupo B conta com três seleções dentro do top-20 e uma estreante no pedaço. Destaque para a bicampeã Alemanha, que chega novamente como uma das favoritas ao título, além da China, que já foi vice-campeã da Copa do Mundo, e Espanha e África do Sul, que chegam com o objetivo de ir longe no torneio pela primeira vez.

África do Sul

(Foto: Divulgação/Fifa)

A África do Sul é a estreante do grupo, já que nunca conseguiu se classificar para a Copa do Mundo antes. Com um futebol que vem se desenvolvendo principalmente na última década, o time feminino ainda vem conquistando pequenos passos, como participações nos Jogos Olímpicos e a Copa da França.

Com um time com característica bem ofensiva, A África do Sul tem nomes que podem surpreender, com a jovem Linda Motlhalo e a estrela Thembi Kgatlana. E apesar de estarem em um grupo muito competitivo, a seleção africana deve buscar fugir de um jogo apenas reativo, para fazer bonito na sua primeira Copa do Mundo.

Alemanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

A Alemanha chega à Copa do Mundo contornada de incertezas: apesar de ser a atual campeã olímpica, a seleção foi eliminada nas quartas de final da Eurocopa de 2017. A equipe está uma fase de transição, já que algumas das principais atletas envelheceram e outras promessas despontaram.

O principal destaque técnico do time é a meio-campista Dzsenifer Marozsán, que atualmente é uma das mais técnicas e criativas jogadoras do mundo da posição. A meia joga no Lyon e chega no mundial logo após conquistar a Liga dos Campeões com a sua equipe. Marozsán tem também uma história de superação, já que teve uma embolia pulmonar que lhe trouxe risco de vida em 2018.

Inspirada em Jurgen Klopp, a treinadora da Alemanha é Martina Voss-Tecklenburg, que defendeu a seleção enquanto jogadora por muitos anos. Na última edição da Copa do Mundo, as alemãs chegaram à semifinal e foram derrotadas pelas estadunidenses. Os títulos que o país tem em sua galeria foram conquistados nos mundiais de 2003 e 2007.

China

(Foto: Divulgação/China)

Depois de uma geração de destaque na década de 90, com um vice-campeonato e um quarto lugar da Copa do Mundo, a China busca se reencontrar no cenário mundial do futebol feminino. A seleção tenta retornar a uma semifinal depois de ficar de não conseguir passar das quartas nas últimas quatro edições.

A atacante Wang Shuang destaca-se não só por sua habilidade e capacidade de marcar gols, mas também pela fama que tem no país. Dentre o público que acompanha futebol feminino, a jogadora é conhecida como “Lionel Messi mulher”. A atleta disputou sua primeira temporada pelo Paris Saint-Germain e fez sete gols e oito assistências em 18 jogos pelo Campeonato Francês.

O treinador da seleção é Jia Xiuquan, que antes de assumir o comando técnico do time profissional era técnico da equipe sub-18. Em 2015, a China foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo pelos Estados Unidos. As americanas também foram as responsáveis por evitar o título chinês na final do mundial em 1999, derrotando a seleção asiática nas penalidades após um empate em 0 a 0.

Espanha

(Foto: Divulgação/Fifa)

Com uma forte ascensão no futebol feminino no país, a Espanha tem uma liga nacional que coloca grandes públicos para prestigiar os jogos e o interesse dos espanhóis vem crescendo com a mídia, o investimento e as conquistas. A seleção não é diferente e a competitividade do time aumentou nos últimos anos.

Em 2015, no Canadá, as espanholas conseguiram chegar à Copa pela primeira vez na história e mantiveram o ritmo com a classificação para o Mundial de 2019, onde pretendem beliscar uma campanha com melhor desempenho que no torneio passado, quando não passou da fase de grupos, no entanto, a tarefa não é das mais fáceis, já que Alemanha e China têm mais tradição e, teoricamente, são favoritas para avançar.

Com um time recheado de jogadoras do Barcelona e do Atlético de Madrid – os dois times que disputaram o título espanhol até o final do Nacional – a seleção deve ser liderada por Jenni Hermoso, artilheira de seu time, com 24 gols na temporada.

 



Projeto de Infantino com 48 seleções não deve valer para a próxima edição da Copa do Mundo (Foto: AFP)

O principal objetivo da Fifa é fazer a próxima Copa do Mundo, no Catar com 48 seleções. No entanto, a ideia não sairá do papel. Sendo assim, a entidade organizará o torneio com 32 seleções, seguindo o atual formato.

Questões políticas e de logística são os principais fatores para a desistência, ainda de acordo com a publicação. O Catar enfrenta uma grave crise política com países vizinhos, como os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. As fronteiras com estas nações estão inclusive fechadas.

Gianni Infantino, presidente da Fifa era o maior entusiasta do projeto da Copa do Mundo com 48 seleções já em 2022. Havia a possibilidade até de negociações com o Catar para que algumas partidas fossem realizadas em outros países do Oriente Médio. A entidade conformou a informação no site oficial.

Inicialmente, a Copa do Mundo só teria 48 seleções em 2026. Contudo, Infantino lutou para que o projeto já valesse para o torneio no Catar. Na última edição, realizada no ano passado, na Rússia, a França se sagrou campeã ao bater a Croácia por 4 a 2.



Formiga vai para seu sétimo Mundial (Foto: Divulgação/CBF)

A Seleção Brasileira começou o caminho rumo à Copa do Mundo da França, que começa dia 7 de junho. Grande parte das convocadas pelo técnico Vadão embarcaram no Rio de Janeiro nesta terça-feira (21) para Portugal, onde vão fazer a última preparação antes do Mundial. O objetivo é já se adaptar ao clima europeu, nas instalações que ficam em Portimão.

Tirando Andressa Alves, que recebeu uma folga de dois dias após disputar a final da Liga dos Campeões no último sábado (18), o resto das atletas que estão fora do Brasil também se apresentam em Portugal nesta quarta e se juntará à comissão e às jogadoras que saíram do Rio.

Faltando 19 dias para a estreia, no dia 9, contra a Jamaica, o Brasil tem pouco tempo para fazer os últimos ajustes em um time que vem de uma sequência de nove derrotas seguidas. O confronto contra a seleção caribenha é o primeiro da fase de grupos, que ainda conta com Austrália e Itália.

 

 

 



Al-Wakhrah foi aberto ao público nesta quinta-feira (Foto: Karim JAAFAR / AFP)

Nesta quinta-feira, o primeiro estádio construído especialmente para a Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi oficialmente inaugurado. O Al-Wakrah, que custou 575 milhões de dólares e tem capacidade para até 40.000 espectadores, foi palco da final do campeonato nacional.

Engarrafamentos se formaram no entorno e foram instalados vários postos de controle de segurança antes do evento. Durante a cerimônia que antecedeu o jogo, o estádio foi mergulhado no escuro e começou uma performance de artistas em torno de uma pérola inflável gigante iluminada no centro do campo.

A arquiteta Zaha Hadid foi homenageada durante a cerimônia. Morta por conta de um infarto em março de 2016, aos 65 anos, a iraniana idealizou o projeto de design do estádio.

Um vídeo contando a história do país foi projetado em dois telões. A cobertura retrátil do estádio – inspirada nas velas dos barcos de pesca – é composta de 1.400 peças, vindas da Itália.

Na partida que foi disputada nesta quinta-feira, o Al Duhail goleou o Al Sadd por 4 a 1 e garantiu a taça. O primeiro tento no novo estádio saiu aos seis minutos da etapa inicial, com Akram Afif.

Entre os oito estádios que o Catar está construindo ou remodelando para a Copa do Mundo de 2022, apenas um, o Khalifa International, já está funcionando. Ele vai receber, este ano, o Campeonato Mundial de Atletismo.




Félix conquistou a Copa da Ásia no início do ano (Foto: Giuseppe Cacace/AFP)

Sede do próximo Mundial e prestes a disputar a Copa América no Brasil, o Catar, por meio de sua associação de futebol, anunciou, na tarde desta segunda-feira, a renovação de contrato com Félix Sánchez. O treinador assinou um vínculo até 2022, ano da próxima Copa.

No comando do Catar desde julho de 2017, quando substituiu o uruguaio Jorge Fossati, o espanhol venceu a Copa da Ásia deste ano, título inédito da seleção. Sem ter atuado como jogador profissional, Sánchez tem longa passagem como treinador nas categorias de base do Barcelona e comandou o sub-19, sub-20 e o sub-23 antes de assumir o profissional da seleção asiática.

O próximo torneio dos comandados de Félix é a Copa América, que será disputada em junho no Brasil. A equipe, convidada pela Conmebol, está no Grupo B ao lado de Argentina, Colômbia e Paraguai. Antes, porém, o Catar terá um amistoso contra o Brasil no dia 5 de junho, no Mané Garrincha, em Brasília.



Rogério Caboclo em seu discurso de posse (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

O novo presidente da CBF, Rogério Caboclo, tomou posse nesta terça-feira diante dos presidentes da Fifa e da Conmebol. Em seu discurso, o dirigente demonstrou que a confederação tem a preocupação de recolocar o futebol brasileiro no topo do cenário mundial e afirmou que a nova gestão combaterá internamente os desvios de conduta. Além disso, uma novidade anunciada foi a criação de um conselho de craques para refletir sobre o desenvolvimento do futebol brasileiro.

Depois de ocupar uma série de cargos dentro da entidade, sendo diretor financeiro e diretor executivo de gestão, o dirigente ocupará o lugar de Coronel Nunes, que presidia a confederação desde o afastamento de Marco Polo Del Nero, em dezembro de 2017.

No discurso de posse, Caboclo enumerou algumas de suas qualidades e falou em “acelerar a nossa evolução”, com o intuito de recuperar a hegemonia do futebol brasileiro no cenário internacional.

“Vivemos um momento decisivo, se queremos ter o melhor futebol do mundo. Precisamos acelerar a nossa evolução, dentro e fora do campo. Meu orgulho é do tamanho da responsabilidade que assumo hoje”, afirmou o dirigente. “Quem me conhece, sabe que sou inconformado. Acredito que podemos fazer mais e melhor. Sou bom ouvinte, capaz de acolher críticas e de envolver mais gente no processo de decisão. Essa será duas marcas da minha gestão”.

O novo presidente fez questão de apontar a integridade como um dos principais pilares da nova gestão, já que a imagem da CBF ficou desgastada por conta dos uma série de polêmicas sobre corrupção na entidade nos últimos anos.

“Nossa gestão será construída sob dois pilares: o da integridade e da eficiência. Não posso esconder o grau de consciência do desgaste de imagem que a CBF teve nos últimos anos”, admitiu o presidente. “Vamos aumentar os controles de governança, risco e conformidade. Aplicaremos com toda energia o nosso código de ética. Não vou tolerar prática duvidosa ou desvio de conduta”.

Conselho de craques

Uma das novidades da gestão de Caboclo é a criação de um conselho de craques, composto de ex-jogadores , que terá como função refletir sobre questões pertinentes ao desenvolvimento do futebol brasileiro. A mesa não discutirá apenas aspectos ligados ao esporte masculino, como também tratará sobre o futebol feminino, as categorias de base, o futebol de salão e o Beach Soccer.

Para o conselho, foram escolhidos os seguintes ex-jogadores: Cafu, Ricardo Rocha, Jairzinho, Careca, Muricy Ramalho, Carlos Alberto Parrera, Zinho, Gilberto Silva e Juninho Paulista. Além destes dez nomes, a CBF ainda escolheu Pretinha e Michael Jackson para representarem o futebol feminino.

“O conselho de craques será órgão consultivo, técnico e independente. Vai analisar e repensar todas as áreas do futebol, com o objetivo de melhorar a prática e as normas”, explicou Caboclo. Dentre os temas sobre os quais o conselho discutirá, estão a melhoria na infraestrutura esportiva no país, o aperfeiçoamento do calendário e a criação de projetos sociais ligados ao futebol.



Maradona dispara: “Futebol não é Super Bowl” (Foto: Michael Buhouzer/AFP)

Depois da Fifa sinalizar sobre a possibilidade de aumentar o número de seleções na Copa do Mundo de 32 para 48, Maradona não poupou críticas ao presidente da entidade, Gianni Infantino. O ídolo argentino não apenas mostrou desaprovação à possibilidade do novo formato da competição como também afirmou que o dirigente suíço passou a tratá-lo diferente depois de que foi reeleito.

“Se Infantino quer fazer disto um show de intervalo, é uma vergonha, tentar copiar os americanos. O futebol é outra coisa, não é o Super Bowl”, disparou o argentino.

“Infantino me ligava antes das eleições, depois, não. Quero deixar claro que não sou o seu operário, e sim técnico do Dorados, e defendo o futebol”, reclamou.

Maradona, que é treinador da equipe mexicana desde o ano passado, ainda disse que Infantino não cumpriu promessas feitas durante a sua campanha para a eleição.

“Se Infantino quiser falar comigo, tem o número do meu telefone. O que posso afirmar é que estou esquentado porque antes das eleições foram prometidas algumas coisas que não se cumpriram, isso se chama trair as pessoas”, finalizou.



Fifa anuncia novo Mundial de Clubes, com 24 times, no meio do ano e a cada quatro anos. (Foto: Rhona Wise/AFP)

A Fifa aprovou, nesta sexta-feira, em reunião de seu conselho, em Miami,  a criação de um novo Mundial de Clubes. O torneio passará a ser disputado por 24 equipes e a cada quatro anos. A primeira edição será em 2021, em junho e julho. O local de disputa ainda não foi definido.

Entre os 24 clubes que participarão do torneio, oito serão da Europa, seis da América do Sul, três da Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), África e Ásia e uma para a Oceania. A Fifa deixou para cada federação continental definir como os clubes se classificarão. A competição deve ocorrer no meio do ano, para substituir a Copa das Confederações e o antigo Mundial de Clubes, disputado no meio do ano e com sete clubes, um representante de cada continente e o campeão do país sede.

Veja também: Grandes clubes europeus ameaçam boicotar novo Mundial de Clubes

Os clubes europeus já se mostraram completamente insatisfeitos. A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) emitiu uma carta, dizendo que os seus associados não participariam do torneio caso as novas regras fossem aprovadas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino tratou de mostrar que houve muita discussão com representantes da Uefa.

“Houve muitas discussões construtivas, com o presidente da Uefa. Estamos avançando nesse assunto. Temos a responsabilidade de tomar decisões, e tomamos a decisão, e nas próximas semanas essas discussões vão dar frutos. Hoje há clubes que representam mais do que uma cidade, um país. Há clubes que são internacionais, têm fãs por todos os lados. Será importante para eles tentar ser campeões mundiais” destacou o presidente.

Ainda na reunião do conselho, desta sexta-feira, a Fifa foi autorizada a seguir com o plano de utilizar 48 seleções já na Copa do Mundo do Catar, em 2022. O aumento de seleções faria com que outros países da região sediassem algumas partidas. O problema é que o Catar não tem boa relação com os países vizinhos.

“Enviamos um relatório de viabilidade para o nosso Conselho e concluímos que é possível fazer com 48 seleções, desde que atendidas algumas condições. Se for possível, ótimo. Se não for, ótimo também”, falou Infantino sobre o projeto que será votado em definitivo em junho, no Congresso de Paris.

 



Copa do Mundo feminina terá uso do VAR (Foto: Rhona Wise/AFP)

Em reunião do Conselho da Fifa realizada nesta sexta-feira em Miami, nos Estados Unidos, foi decidido que a Copa do Mundo feminina deste ano contará com a utilização do VAR.

A decisão vai de encontro com a recomendação prévia dada pelo Comitê de Arbitragem da entidade, comandado pelo ex-juiz Pierluigi Collina. Recentemente, o grupo de arbitragem que está na França para o mundial da categoria esteve reunido em um seminário em Abu Dhabi e Doha, no qual participaram de um programa educacional sobre a forma de utilização da tecnologia.

A Copa do Mundo feminina acontece entre 7 de junho e 7 de julho e contará com 11 sedes espalhadas ao redor da França.

O Brasil está no Grupo C e a estreia da equipe está marcada para o dia 9 de julho contra a Jamaica, em Grenoble. Na segunda rodada, o adversário será a Austrália, no dia 13, em Montpellier e cinco dias depois, a Seleção encerra a participação na fase de grupos diante da Itália, em Valenciennes.