Champagne apoia Copa do Mundo no Qatar, mas nega 40 seleções

São Paulo, SP

14-02-2016 17:15:59

Faltando apenas duas semanas para as eleições presidenciais da Fifa que decidirão o sucessor de Joseph Blatter, o candidato Jérôme Champagne discutiu por que apoia a Copa do Mundo no Qatar em 2022, as suas qualificações para assumir o cargo e classificou a proposta do seu rival Gianni Infantino de expandir o Mundial para 40 seleções como “demagógica” e “pura fantasia”.

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“Parece tentador, mas a verdade é que a Copa do Mundo com 32 times já é muito cara e complicada de organizar. [Expandir] reduziria nossa possibilidade de melhorar os estádios e o transporte do público”, afirmou para o jornal Independent. “A Copa com 40 seleções precisaria de dez grupos de quatro ou oito de cinco. Se levar em conta a situação dos clubes, o calendário já está muito cheio. Temos que proteger as ligas, os clubes e os jogadores”, completou.

O francês conversou ainda com o jornal britânico sobre o seu apoio à polêmica Copa do Mundo de 2022, no Qatar. “O mundo árabe merece um Mundial”, disse. Ele ressaltou, contudo, que preferia que a competição fosse realizada em maio, com jogos às 21h e 23h (no horário local), ao invés de transferir o torneio para o final do ano, período de inverno da região.

Em um momento em que a entidade máxima do futebol vive a sua maior crise política, causada por diversos escândalos de corrupção, Champagne advertiu que os seus rivais são mais do mesmo dos dirigentes da entidade e diz que o fato de ter sido demitido da própria entidade em 2010 é uma evidência de que ele é o homem certo para o cargo.

“Fui demitido da Fifa em 2010 por uma coligação de pessoas que incluía os catarianos e o Platini, todos suspensos hoje, porque eu estava denunciando o comportamento dessas federações”, lembrou.

O candidato à presidência foi dirigente da Fifa de 1999 a 2010, quando Blatter ocupava o cargo. Atuou como conselheiro internacional do presidente, vice-secretário geral, secretário do presidente para assuntos especiais e diretor de relações internacionais.

A eleição será no dia 26 de fevereiro. Champagne concorre junto com outros quatro candidatos: o príncipe Ali Al Hussein (vice-presidente da Fifa para a Confederação Asiática), o xeque Salman Bin Khalifa Al Ebrahim (presidente da Confederação Asiática), Gianni Infantino (secretário-geral da Uefa) e Tokyo Sexwale (ex-prisioneiro do Apartheid).

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