Candidato à Fifa diz que acusação de fraude é "equivocada" e "imprecisa"

São Paulo, SP

16-01-2016 17:21:10

(Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP)
Khalifa conta com o apoio da AFC e da CAF para disputar as eleições à presidência da Fifa (Foto: Mohammed Al-Shaikh/AFP)

Candidato à sucessão de Joseph Blatter na presidência da Fifa, o xeque Salman bin Ebrahim al-Khalifa respondeu neste sábado às acusações de que estaria envolvido em um complô para fraudar as eleições da entidade. Khalifa, que chefia a Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês), disse estar "perplexo" com as denúncias e as classificou de "equivocadas" e "imprecisas". A acusação partiu de outro candidato, o príncipe jordaniano Ali bin Al-Hussein.

Segundo Hussein, Khalifa planeja um esquema de votos em conjunto com a Confederação Africana de Futebol (CAF) após a assinatura de um acordo entre as duas entidades para a realização de torneios e programas de desenvolvimento do futebol das regiões. Khalifa conta com amplo suporte dos países membros da AFC e da CAF para disputar as eleições da Fifa.

"Como presidente da AFC, uma de minhas funções era buscar o desenvolvimento compartilhando oportunidade para a entidade ao redor do mundo. Para isso, estabeleci laços sólidos com profissionais do futebol. É por isso que a AFC possui acordos com a Fifa e com outras duas confederações, chamadas Uefa e Concacaf. Eu estou perplexo com os comentários do meu amigo, que são inteiramente equivocados e imprecisos", disse Khalifa, em comunicado enviado à imprensa.

Hussein escreveu uma carta ao Comitê de Ética da Fifa e cobrou uma investigação sobre o caso. Caso sejam comprovadas as irregularidades, o xeque Khalifa poderá perder o direito de se candidatar à entidade máxima do futebol. Além de Hussein e Khalifa, concorrem ao pleito o francês Jérôme Champagne, o italiano Gianni Infantino e o sul-africano Tokyo Sexwale.

Currículo polêmico - Essa não é a primeira vez que Khalifa é obrigado a responder a acusações. O presidente da AFC foi denunciado por grupos internacionais de defesa dos direitos humanos de ter chefiado um órgão repressor no Bahrein. Membro da família real que governa o país há mais de 200 anos, o dirigente teria liderado investigações que culminaram em prisões e torturas de 150 esportistas. Os atletas foram perseguidos pelo governo após participarem de manifestações pró-democracia, em 2011.

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