A história dos maiores campeões

Durante seus 54 anos de existência, A Gazeta Esportiva retratou o dia a dia do esporte brasileiro e mundial. Alegres ou tristes, todos os assuntos mais importantes tiveram espaço no diário.

Da Redação
01/12/2026 15:14:29

Durante seus 54 anos de existência, A Gazeta Esportiva retratou o dia a dia do esporte brasileiro e mundial. Alegres ou tristes, todos os assuntos mais importantes tiveram espaço no diário. Os maiores nomes do esporte, de todas as modalidades, foram estampados nas páginas de A Gazeta Esportiva.

O “endiabrado” Garrincha, o Diamante Negro Leônidas, o Rei Pelé e o Folha Seca Didi, que marcou o primeiro gol da história do Maracanã de 1950, foram personagens de várias capas do jornal. Mas não foi só o futebol que abasteceu as chamadas principais. Estrelas de outras modalidades esportivas, como Maria Esther Bueno, Maria Lenk, Adhemar Ferreira da Silva e Ayrton Senna também tiveram suas façanhas abordadas com destaque.

No boxe, os principais destaques brasileiros não tiveram apenas textos e fotos publicadas no diário. Eles nasceram de um evento promovido pelo jornal. Foi assim com Éder Jofre, Servílio de Oliveira, Miguel de Oliveira e Adilson Maguila Rodrigues. O Campeonato Popular, mais tarde chamado de Forja dos Campeões, foi e ainda é o mais importante do calendário amador da modalidade no País.

Bicampeão mundial e consagrado, Éder Jofre dedicou sua homenagem para A Gazeta Esportiva, em 1998: “Quando disputei meu primeiro título (Jogos Olímpicos de Melbourne, na Austrália, em 1956), A Gazeta Esportiva foi de extrema importância para meu sucesso. Para mim, à medida que subia e conquistava cinturões, tive sempre o jornal A Gazeta Esportiva ao meu lado".

As colunas de boxe publicadas por A Gazeta Esportiva foram essenciais para estimular os pugilistas na incansável busca pelo desenvolvimento do boxe brasileiro.

"Galo de Ouro", como Éder Jorge foi apelidado, foi campeão da Forja dos Campeões em 1953, antes de se consagrar com o título mundial da categoria peso galo em 1960. Servílio de Oliveira brilhou nos Jogos Olímpicos do México em 1968, conquistando a medalha de bronze na categoria peso pena. E, em 1975, o meio-médio-ligeiros Miguel de Oliveira, faturou o cinturão mundial. Maguila foi campeão mundial dos pesos-pesados em 1995, pela Federação Mundial de Boxe (WBF).

Em 02 de janeiro de 1981, o jornal louvou a vitória de José João da Silva na 56ª Corrida Internacional de São Silvestre de 1980, encerrando um jejum de 34 anos sem brasileiros no pódio.

Em 02 de janeiro de 1981, o jornal louvou a vitória de José João da Silva na 56ª Corrida Internacional de São Silvestre de 1980, encerrando um jejum de 34 anos sem brasileiros no pódio (Foto: Acervo/Gazeta Press)

Também no segmento do esporte amador, o jornal A Gazeta Esportiva promoveu outro campeonato que alcançou grande notoriedade. Foi a Copa Arizona, que chegou a reunir 5.200 equipes de futebol varzeano do Brasil, 1.032 delas pertencentes ao Estado de São Paulo. Essa Copa totalizou a estrondosa participação de 104 mil jogadores entre os anos de 1974 e 1980.

Todas essas provas e campeonatos vieram de encontro a um dos muitos e múltiplos anseios do fundador de A Gazeta Esportiva – o jornalista Cásper Líbero. A propagação e a promoção dos esportes amadores eram seu desejo intenso e expresso.

Também advogado e apaixonado por esportes, Cásper criou, difundiu e patrocinou muitas competições. Sua prova preferida era a Travessia de São Paulo a Nado, criada em 1926 e disputada - acreditem! - no Rio Tietê.

Outras provas criadas por Cásper são famosas até hoje, como a Corrida de São Silvestre, nascida em 1925, e a Prova Ciclística 9 de Julho, com sua primeira edição em 1933, numa explícita homenagem aos paulistas da Revolução Constitucionalista de 1932.

Cásper Líbero soube compreender o significado e a influência do jornal e dos meios de comunicação em geral como formadores e transformadores da opinião pública.