Gazeta Esportiva

Seleções europeias desistem de usar braçadeira na Copa por risco de punições no campo

São Paulo, SP

21/11/22 | 08:55

Sete seleções europeias anunciaram, na manhã desta segunda-feira, que desistiram de utilizar a braçadeira de capitão com mensagem contra o preconceito, principalmente contra pessoas LGBTQIA+, na Copa do Mundo do Catar por conta de riscos de punição dentro de campo, e não financeiras.

Inglaterra, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Suíça escreveram notas em seus sites oficiais informando a decisão. A campanha, lançada meses atrás, se chama "One Love" (único amor, em tradução livre) e leva as cores do arco-íris.

"Como federações nacionais, não podemos colocar nossos jogadores em uma posição em que possam enfrentar sanções esportivas, incluindo cartões amarelos, por isso pedimos aos capitães que não tentem usar as braçadeiras nos jogos da Copa do Mundo da FIFA", diz a nota, que ainda afirmou que "estávamos preparados para pagar multas que normalmente se aplicariam".

O primeiro que utilizaria a braçadeira seria Harry Kane, da Inglaterra, em jogo desta manhã contra o Irã, pelo grupo B. Ele seria uma espécie de "cobaia" no sentido de qual tipo de punição seria aplicada pelo órgão.

Ainda segundo a nota, a entidade máxima do futebol recebeu o pedido para a utilização das braçadeiras especiais em setembro, mas não retornou às seleções. "Estamos muito frustrados com a decisão". A Holanda ainda escreveu que fará "uma análise crítica de nosso relacionamento com a FIFA".

O Catar, sede da Copa do Mundo de 2022, é alvo de críticas históricas em relação a problemas de direitos humanos, como nos casos de direitos das mulheres e do público LGBTQIA+. Como exemplo, o Código Penal do país proíbe a relação homoafetiva, com pena que pode chegar ao apedrejamento.

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