A discussão sobre a escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 ganha ainda mais corpo nesta semana. Poucas horas após um estudo da Fifa propor a realização do torneio durante os últimos meses do ano, a FIFPro (União Mundial de Jogadores Profissionais) se posicionou a favor da ideia.
“Mudar (as datas) para os meses de inverno é a única solução viável para proteger a saúde e a segurança dos atletas que competirão na Copa do Mundo de 2022”, defende a FIFPro, que pondera sobre as dificuldades da realização do torneio no deserto.
“Fugir das condições climáticas que colocam os jogadores em risco não deve ser uma medida isolada. Sabemos que existem várias questões não resolvidas pela frente”, lembra a associação, que trata a mudança de datas como “o primeiro passo” de uma série de soluções a serem encontradas para que o principal torneio de futebol seja no Catar.
O pequeno país árabe virou assunto desde sua polêmica escolha como sede da Copa de 2022. Paralela à investigação sobre a suposta compra de votos, a Fifa há seis meses estuda as possibilidades da realização do Mundial. Uma ‘força-tarefa’ concluiu nesta terça-feira que a melhor saída é adiar o torneio para os meses de novembro e dezembro.
Se adotada, a proposta bagunça todo o calendário do futebol mundial, mas pode ser a única opção para não expor as seleções a um clima com que chega a 46º C de temperatura entre junho e julho.
