Polícia de Manchester teme concentrações de torcedores se Premier for retomada

AFP - São Paulo , SP
13/05/2020 18:44:03

Em: Futebol Inglês, Futebol Internacional, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Notícias

O chefe da Polícia Metropolitana de Manchester (GMP), Ian Hopkins, manifestou nesta quarta-feira seu temor de ter que recorrer à força para evitar a concentração de torcedores nos estádios se a Premier League recomeçar.

Os organizadores pretendem retomar o campeonato inglês em junho, com o objetivo de completar a temporada, suspensa desde meados de março devido à pandemia do novo coronavírus.

(Foto: Jeff Zelevansky/Getty Images/AFP)

Para obter a autorização do governo, a Premier League está disposta a realizar os 92 jogos que faltam, não apenas com portões fechados, mas em um mínimo de estádios neutros para evitar riscos nos deslocamentos, embora vários clubes não concordem com essa medida.

Mas Hopkins não apoia a volta do campeonato. “O que tememos é que os torcedores se concentrem, seja em estádios neutros ou em seus próprios estádios, e isso pode ser muito problemático”.

“Quais medidas os clubes vão tomar para impedir que os torcedores participem?”, indagou o chefe de polícia, que garantiu que a polícia teria que recorrer à “legislação” para evitar tais concentrações.

Hopkins insistiu que não é impossível para a polícia controlar uma grande concentração de pessoas, “mas estamos em um momento especial e muito difícil, com um problema de saúde, de modo que a ideia de grandes grupos de pessoas juntas e sem manter distância física é um problema adicional “.

O chefe de polícia apontou o jogo em que o Manchester City deverá receber o Liverpool como um momento crítico dessa situação, uma vez que a rivalidade entre os dois primeiros colocados na Premier League poderia ser adicionada ao fato de os Reds poderem encerrar 30 anos de jejum e conquistar o título tão esperado pelos torcedores do Liverpool.

“Não tenho dúvidas de que a visita do Liverpool ao Manchester City atrairá grandes multidões, independentemente de poderem ou não entrar no estádio”, disse Hopkins.

“É algo para se pensar com muito, muito cuidado”, concluiu.

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