Mundial de Clubes começa nesta quarta com Brasil querendo ser protagonista

São Paulo, SP

11-12-2019 08:00:27

O Mundial de Clubes da Fifa começa nesta quarta-feira tendo o Catar como casa. O Al-Sadd, time da casa, encara o modesto Hienghène Sport, da Nova Caledônia, campeão da Oceania. Porém, os grandes destaques são o Liverpool da Inglaterra e o representante sul-americano, o Flamengo. O Brasil volta ao torneio pela primeira vez depois de muitos anos com, para muitos especialistas, chances reais de ser campeão. Isso porque o Rubro-Negro, dirigido pelo técnico português Jorge Jesus, tem se aproximado ao que melhor se exige no futebol europeu.

Desde que o Corinthians derrotou o Chelsea na final de 2012 que o futebol brasileiro não chega com tão boas condições. Isso porque o Atlético-MG foi muito mal em 2013, caindo nas semifinais, e o Grêmio de 2017 não dava pinta de que poderia superar o Real Madrid, o que de fato não aconteceu.

"A nossa expectativa é a de um torneio muito empolgante, como sempre merece ser o Mundial de Clubes. Vai ser uma festa do futebol e acredito em uma edição marcada pelo equilíbrio. No ano passado se falava em final entre River Plate e Real Madrid e o River foi surpreendido. Isso mostra que estamos conseguindo tornar a competição realmente universal, que é o sentido desta disputa", disse o italiano Giovanni Infantino, presidente da Fifa.

Além de Flamengo, Liverpool, Al-Sadd, Hienghène Sport, disputam o Mundial o Al Hilal, da Arábia Saudita, campeão da Ásia, o Esperance da Tunísia, campeão africano, e o campeão da Concacaf, o Monterrey do México.

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HISTÓRIA: O MUNDO ENTROU EM 2000
Entre 1960 e 1999 o Mundial de Clubes era disputado apenas entre representantes da Europa e da América do Sul. Até 1979 era um jogo na América do Sul e outro na Europa. A partir de 1980, como ganhou o patrocínio de uma fábrica japonesa de automóvel, o torneio passou a ser disputado em um único jogo no Japão, conhecido como Copa Toyota. Até então a Fifa não dava seu aval e não considerava a taça como oficial.
Diante disso, em 2000, a entidade máxima do futebol mundial decidiu organizar o torneio, dessa vez com a presença de todos os continentes e a sede inicial foi o Brasil. O Corinthians ficou com a taça após bater o Vasco numa final brasileira, mas os europeus, que já não curtiam o modelo anterior, passaram a boicotar a competição, que sofreu para conseguir uma segunda edição em 2005.

E foi em 2005 que a Fifa, colocando muito dinheiro para atrair os europeus e escolhendo o Japão como sede para não criar maiores problemas com o antigo patrocinador e acabar com o modelo anterior, conseguiu se considerar a dona do Mundial de Clubes, que passou a levar seu nome. Em troca a entidade passou a considerar como oficial as conquistas desde 1960 e deu mais ânimo aos participantes.

BRASIL TEVE GRANDES MOMENTOS
O futebol brasileiro conquistou o Mundial de Clubes em dez ocasiões. Nas duas primeiras a taça chegou ao país por intermédio do esquedrão do Santos de Pelé, que em 1962 e 1963 superou Benfica e Milan, respectivamente, na final. Demoraram 18 anos para os brasileiros voltarem a ter um campeão mundial. Pelos pés de Zico e companhia que o Flamengo bateu o Liverpool na decisão daquele ano.

Dois anos mais tarde o Sul do Brasil comemorou mais do que o resto do país a conquista do Grêmio, liderado por Renato Gaúcho. O time gremista superou o Hamburgo, da Alemanha.

"A sensação de ganhar um Mundial de Clubes é enorme, pois mesmo sabendo que ganhamos pela camisa de um time, sabemos que a maior parte do Brasil torceu pela gente. Em oitenta e três acredito que apenas os torcedores do Internacional não vibraram com a conquista do Grêmio. Ainda mais pelo fato de os europeus nos olharem com o nariz em pé nesse tipo de decisão", lembrou Renato Gaúcho, hoje comandando do Grêmio.

O Mestre Telê Santana montou dois esquadrões, em 1992 e 1993, e encantou o futebol brasileiro e mundial. No primeiro ano superou o poderoso Barcelona e na temporada seguinte bateu o Milan.

No atual modelo de disputa, com a presença de todos os continentes, o Brasil é o grande papão de troféus. Em 2000, no Maracanã, o Corinthians superou o Vasco numa decisão brasileira. Em 2005 foi a vez do São Paulo de Rogério Ceni mandar o Liverpool chorando para a Inglaterra. Um ano depois, em 2006, o Internacional superou o poderoso Barcelona com 1 a 0, gol de Adriano Gabiru. Em 2010, o Internacional fracassou ao ser eliminado logo no primeiro jogo, diante do modesto Mazembe, de Congo. Já em 2011, o Santos de Neymar não resistiu ao Barcelona de Messi, sendo goleado impiedosamente por 4 a 0. A última vez que o Brasil conquistou o título foi em 2012, quando o Coritnhians comandado pelo técnico Tite fez 1 a 0 no Chelsea, da Inglaterra, na decisão. Em 2013, penúltima vez que o Brasil se fez representar, o Atlético-MG teve que se contentar com o terceiro lugar ao ser derrotado de maneira surpreendente, nas semifinais, pelo Raja Casablanca, do Marrocos.

Na última participação brasileira, em 2017, o Grêmio, do atacante Luan e dirigido por Renato Gaúcho, perdeu para o Real Madrid por 1 a 0 na grande decisão.

OS PARTICIPANTES
FLAMENGO

(Foto: Luka Gonzales/AFP)

Jorge Jesus mudou a forma de o Flamengo jogar futebol e o Brasil se abre para as inovações de treinadores estrangerios de uma maneira que nunca se viu. Porém, seria injusto colocar apenas na conta do português os louros bem momento do time.

"Trata-se de um grupo de jogadores maravilhoso, que não se contenta com pouco e que luta por vitórias e recordes. Não podemos dizer o que vai acontecer neste Mundial, mas, este grupo que vem escrevendo uma linda história, pretende ir longe", disse Jesus.

A equipe tem grandes nomes do futebol brasileiro que voltaram recentemente da Europa, como o goleiro Diego Alves e os laterais Rafinha e Filipe Luís. Gerson conseguiu dar equilíbrio a um meio-de-campo com a criatividade do uruguaio De Arrascaeta e de Everton Ribeiro. Porém, a principal esperança está em uma dupla infernal: Bruno Henrique e Gabigol.

TIME-BASE: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson, De Arrascaeta e Everton Ribeiro; Bruno Henrique e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

LIVERPOOL

(Foto: Divulgação/Fifa)

Jurgen Klopp é a grande explicação do sucesso do Liverpool, que ganhou a Liga dos Campeões da Europa em uma final inglesa com o Tottenham. O treinador alemão, apontado como um dos melhores do mundo, consegue tirar o máximo de seus jogadores.

O favoritismo é inevitável, afinal de contas, o líder do Campeonato Inglês tem esbanjado um futebol envolvente nos últimos anos.

"Procuramos nos manter em um grande nível em todas as competições e no Mundial de Clubes não vai ser diferente. Meus jogadores estão com brilho nos olhos para jogarem este Mundial e minha expectativa é positiva", disse Klopp.

O goleiro Alisson é a segurança do time no setor defensivo. Porém, o que mais faz a torcida estar confiante é o poderoso trio ofensivo composto por Roberto Firmino, Sadio Mané e Mohamed Salah. Porém, o time perdeu o volante brasileiro Fabinho, que rompeu os ligamentos do tornozelo direito.

TIME-BASE: Alisson, Trent Alexander-Arnold, Virgil Van Dijk, Dejan Lovren e Andy Robertson; Jordan Henderson, Georginio Wijnaldum e Alex Oxlade Chamberlain; Roberto Firmino, Sadio Mané e Mohamed Salah
Técnico: Jurgen Klopp

MONTERREY

O Monterrey do México ganhou a Liga dos Campeões da Concacaf em uma final caseira com o Tigres. Na visão de jornalistas internacionais, trata-se do time que pode surpreender Liverpool e Flamengo no torneio.

"Nós vamos pensar em dar um passo de cada vez. Não podemos falar em Liverpool ou Flamengo se não chegamos nem nas semifinais", procurou acalmar o técnico Antonio Mohamed.

Antonio Mohamed conta em seu elenco com jogadore qualificados, porém, a dupla de ataque, composta por Dorlan Pabón e Rogelio Funes Mori, chama muita atenção.

TIME-BASE: Marcelo Barovero, Stefan Medina, Nicolás Sánchez, Miguel Layun e Jesus Gallardo; Maximiliano Meza, Celso Ortiz, Carlos Rodríguez e Rodolfo Pizarro; Dorlan Pabón e Rogelio Funes Mori
Técnico: Antonio Mohamed

AL HILAL

 

O Al Hila da Arábia Saudita fez uma grande Copa da Liga da Ásia e derrotou com autoridade na decisão o Urawa Reds do Japão. O técnico romeno Razvan Lucescu conseguiu impor um estilo de forte marcação sem a posse de bola, mas com ataque em bloco quando a mesma é recuperada.

"Nós conseguimos encontrar equilíbrio entre os setores e isso que faz deste time um verdadeiro sucesso", disse Razvan Lucescu.

O Al Hilal tem como seu grande destaque o centroavante francês Bafétimbi Gomis, artilheiro da Liga da Àsia com 11 gols. O volante colombiano Gustavo Cuéllar, que recentemente deixou o Flamengo, garante a marcação no meio-de-campo, que conta com o meia brasileiro Carlos Eduardo.

TIME-BASE: Abdullah Almuaiouf, Mohammed Alburayk, Ali Albulayhi, Jang Hyunsoo e Yasser Alshahrani; Gustavo Cuéllar, Sebastian Giovinco, Carlos Eduardo e Salem Al-Dawsari; André Carrillo e Bafétimbi Gomis
Técnico: Razvan Lucescu

ESPÉRANCE

O Espérance da Tunísia é o representante da África no Mundial de Clubes da Fifa. Ele conquistou a Liga dos Campeões do continente sob o comando do técnico Mouine Chaabani, identificado com o clube que defendeu nos tempos de jogador.

Esta será a segunda vez seguida que o Espérance chega ao torneio, sonhando em surpreender.

"Nós podemos mostrar um futebol que agrade, porém, sabemos que precisamos, para isso, apresentar um futebol alegre, que é o que se espera dos representantes africanos", analisou o treinador.

A estrela da companhia é o artilheiro Anice Badri, que representou a seleção da Tunísia na Copa do Mundo da Rússia. Ele forma um trio perigoso com Taha Yassine Khenissi e Youcef Belaili

TIME-BASE: Moez Ben Cherifia, Sameh Derbali, Iheb Mbarki, Khalil Chemmam e Raed Fadaa; Ali Ben Romdhan, Fousseny Coulibaly e Fedi Ben Choug; Taha Yassine Khenissi, Anice Badri e Youcef Belaili
Técnico: Mouine Chaabani

HIENGHÈNE SPORT

Quando Felix Tagawa, nascido no Taiti, assumiu o comando do Hienghène Sport, todos poderiam esperar algo de bom. Afinal de contas, ele foi um dos maiores jogadores da história da Oceania. E de fato isso acontece com a conquista da Liga dos Campeões da Oceania.

O time, que usa uma camisa bem parecida com a da seleção da Argentina, é o mais modesto do Mundial, porém, seu treinador ver chegar ao torneio como uma vitória.

"Ninguém imaginava um time da Nova Caledônia em um Mundial de Clubes e nós estamos aqui, mostrando que existe bom futebol na Oceania. Vamos enfrentar times com grandes investimentos, porém, estamos felizes e vamos colocar esta alegria em campo", disse Felix.

A estrela da companhia é o artilheiro Bertrand Kai.

TIME-BASE: Rocky Nyikeine, Williams Yentao, Bruno Hyanem, Roy Kayara e Yvannoe Bamy; Jordan Dinet, Camargo Dos Santos, Geordy Gony e Miguel Kayara; Amy Antoine Roine e Bertrand Kai
Técnico: Felix Tagawa

AL-SADD

O Al-Sadd participa do Mundial de Clubes por ser o representante do Catar, país anfitrião. Porém, sua participação gera grande curiosidade, pois ele é liderado pelo ex-craque espanhol Xavi Hernández.

"Procuramos passar aos jogadores a necessidade de um futebol de habilidade, de toques de bola, de inteligência ao se pensar o que vai fazer quando tem a posse. E o resultado tem sido bem agradável", explicou o espanhol.

O bom funcionamento do time passa por dois sul-coreanos que dão ritmo ao meio-de-campo. Nam Tae-Hee e Jung Woo-Young ajudam a municiar um ataque que conta com o oportunismo do argelino Baghdad Bounedjah. O time é bem competitivo, pois tem a base da seleção do Catar que conquistou a Copa da Ásia este ano.

TIME-BASE: Saad Al-Shaib, Pedro Miguel, Tarek Salman, Abdul Karim Hassan e Boualem Khoukhi; Salem Al-Hajri, Nam Tae-Hee e Jung Woo-Young; Hassan Al-Haidus, Akram Afif e Baghdad Bounedjah
Técnico: Xavi Hernández

RELAÇÃO DE CAMPEÕES

ANO CAMPEÃO VICE PLACARES
1960 Real Madrid (Espanha) Peñarol (Uruguai) 0-0; 5-1
1961 Peñarol (Uruguai) Benfica (Portugal) 0-1; 5-0; 2-1
1962 Santos (Brasil) Benfica (Portugal) 3-2; 5-2
1963 Santos (Brasil) Milan (Itália) 2-4; 4-2; 1-0
1964 Internazionale (Itália) Independiente (Argentina) 0-1; 2-0; 1-0 *
1965 Internazionale (Itália) Independiente (Argentina) 3-0; 0-0
1966 Peñarol (Uruguai) Real Madrid (Espanha) 2-0; 2-0
1967 Racing (Argentina) Celtic Glasgow (Escócia) 0-1; 2-1; 1-0
1968 Estudiantes (Argentina) Manchester United (Inglaterra) 1-0; 1-1
1969 Milan (ItáliaEstudiantes (Argentina) 3-0; 1-2
1970 Feyenoord (Holanda) Estudiantes (Argentina) 2-2; 1-0
1971 Nacional (Uruguai) Panathinaikos (Grécia) 1-1; 2-1
1972 Ajax (Holanda) Independiente (Argentina) 1-1; 3-0
1973 Independiente (Argentina) Juventus (Itália) 1-0
1974 Atlético de Madrid (Espanha) Independiente (Argentina) 0-1; 2-0
1975 Não foi disputada
1976 Bayern de Munique (Alemanha) Cruzeiro (Brasil) 2-0; 0-0
1977 Boca Juniors (Argentina) Borussia Möenchengladbach (Alemanha) 2-2; 3-0
1978 Não foi disputada
1979 Olímpia (Paraguai) Malmöe (Suécia) 1-0; 2-0
1980 Nacional (Uruguai) Nottingham Forest (Inglaterra) 1-0
1981 Flamengo (Brasil) Liverpool (Inglaterra) 3-0
1982 Peñarol (Uruguai) Aston Villa (Inglaterra) 2-0
1983 Grêmio (Brasil) Hamburgo (Alemanha) 2-1 *
1984 Independiente (Argentina) Liverpool (Inglaterra) 1-0
1985 Juventus (Itália) Argentinos Juniors (Argentina) 2-2 (4-2) **
1986 River Plate (Argentina) Steaua Bucareste (Romênia) 1-0
1987 Porto (Portugal) Peñarol (Uruguai) 2-1 *
1988 Nacional (Uruguai) PSV Eindhoven (Holanda) 2-2 (7-6) **
1989 Milan (Itália) Atlético Nacional (Colômbia) 1-0 *
1990 Milan (Itália) Olímpia (Paraguai) 3-0
1991 Estrela Vermelha (Iugoslávia) Colo Colo (Chile) 3-0
1992 São Paulo (Brasil) Barcelona (Espanha) 2-1
1993 São Paulo (Brasil) Milan (Itália) 3-2
1994 Vélez Sarsfield (Argentina) Milan (Itália) 2-0
1995 Ajax (Holanda) Grêmio (Brasil) 0-0 (4-3) **
1996 Juventus (Itália) River Plate (Argentina) 1-0
1997 Borussia Dortmund (Alemanha) Cruzeiro (Brasil) 2-0
1998 Real Madrid (Espanha) Vasco (Brasil) 2-1
1999 Manchester United (Inglaterra) Palmeiras (Brasil) 1-0
2000 Boca Juniors (Argentina) Real Madrid (Espanha) 2-1
2000 Corinthians (Brasil)**** Vasco (Brasil) 0-0 (4-3) **
2001 Bayern de Munique (Alemanha) Boca Juniors (Argentina) 1-0 *
2002 Real Madrid (Espanha) Olímpia (Paraguai) 2-0
2003 Boca Juniors (Argentina) Milan (Itália) 1x1-(3x1) **
2004 Porto (Portugal) Once Caldas (Colômbia) 0-0 (8x7) **
2005 São Paulo (Brasil)**** Liverpool (Inglaterra) 1-0
2006 Internacional (Brasil) Barcelona (Espanha) 1-0
2007 Milan (Itália) Boca Juniors (Argentina) 4-2
2008 Manchester United (Inglaterra) LDU (Equador) 1-0
2009 Barcelona (Espanha) Estudiantes (Argentina) 2-1
2010 Internazionale (Itália) Mazembe (Congo) 3-0
2011 Barcelona (Espanha) Santos (Brasil) 4-0
2012 Corinthians (Brasil) Chelsea (Inglaterra) 1-0
2013 Bayern de Munique (Alemanha) Raja Casablanca (Marrocos) 2-0
2014 Real Madrid (Espanha) San Lorenzo (Argentina) 2-0
2015 Barcelona (Espanha) River Plate (Argentina) 3 x 0
2016 Real Madrid (Espanha) Kashima Antlers (Japão) 4x2
2017 Real Madrid (Espanha) Grêmio (Brasil) 1x0
2018 Real Madrid (Espanha) Al Ain (EUA) 4x1

* Definido na prorrogação
** Definido nos pênaltis
*** Ano de início da disputa no Japão (Copa Toyota), com uma única partida final
**** Mundial de Clubes da FIFA

TÍTULOS POR CONTINENTE:
Europa: 31
América do Sul: 25

TÍTULOS POR PAÍS:
ESPANHA: 11
BRASIL: 10
ARGENTINA: 9
ITÁLIA: 9
URUGUAI: 6
ALEMANHA: 4
HOLANDA: 3
PORTUGAL: 2
INGLATERRA: 2
IUGOSLÁVIA: 1
PARAGUAI: 1

TÍTULOS POR EQUIPES:
REAL MADRID: 7
MILAN: 4
BARCELONA: 3
SÃO PAULO: 3
BAYERN DE MUNIQUE: 3
BOCA JUNIORS: 3
PEÑAROL: 3
NACIONAL: 3
INTER DE MILÃO: 3
SANTOS: 2
INDEPENDIENTE: 2
JUVENTUS: 2
AJAX: 2
PORTO: 2
MANCHESTER UNITED: 2
CORINTHIANS: 2
GRÊMIO: 1
FLAMENGO: 1
INTERNACIONAL 1
RIVER PLATE: 1
RACING: 1
VÉLEZ SARSFIELD: 1
ESTUDIANTES: 1
ATLÉTICO DE MADRID: 1
OLIMPIA: 1
FEYENOORD: 1
BORUSSIA DORTMUND: 1
ESTRELA VERMELHA: 1

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