COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Apesar de a atividade desta quinta-feira ter sido aberta aos jornalistas somente nos primeiros 20 minutos, o técnico Tite sinalizou mais uma vez que a equipe que deverá estrear na Copa do Mundo, no próximo domingo, contra a Suíça, será composta por Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Willian, Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Havia uma grande dúvida se Tite iria manter o quarteto formado por Coutinho, Gabriel Jesus, Willian e Neymar, que fizeram um bom jogo contra a Áustria, no último domingo, ou optar por uma maior segurança defensiva, com três volantes, como a Seleção Brasileira se acostumou a atuar durante as Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo e como foi a campo contra a Croácia, em Liverpool.

Abrindo mão de Fernandinho para reposicionar Coutinho no meio-campo e manter Willian entre os titulares, Tite aparentemente crê que com uma maior força de ataque terá mais possibilidades de quebrar a linha defensiva da Suíça, uma das características mais temidas pela comissão técnica canarinho.

Se o time titular parece bem claro na cabeça de Tite, por outro lado o treinador ainda tem de lidar com algumas incertezas envolvendo a condição física de um de seus jogadores. Nesta quinta-feira Fred novamente trabalhou à parte, em um campo ao lado, e ainda não se sabe se ele terá condições de ficar à disposição contra a Suíça.

Sob o forte sol de Sochi, o elenco foi ao gramado para o seu penúltimo treino no balneário russo antes de viajar a Rostov, local onde irá estrear no Mundial. Durante o aquecimento, alguns atletas disputaram partidas de ‘fut-mesa’, enquanto outros ainda chegavam ao complexo de treinamento ouvindo algumas músicas.

Como vem fazendo durante toda a preparação do Brasil para a Copa do Mundo, Tite optou pela privacidade novamente e não exibiu a ninguém jogadas específicas, além do posicionamento ofensivo e defensivo de sua equipe.

Após reunir todos os atletas no meio-campo para uma rápida conversa e, posteriormente, posicionar os titulares e reservas no gramado para um trabalho tático, a imprensa teve de se retirar e aguardar a entrevista coletiva de Gabriel Jesus do lado de fora.




Fifa elenca cinco motivos pelos quais o Brasil reconquistou a confiança e todos eles passam por Tite (Foto: Jewel Samad/AFP)

O Brasil é um dos favoritos ao título da Copa do Mundo da Rússia de 2018, mas para isso acontecer, foi um longo caminho. Apesar dos cinco títulos mundiais conquistados até agora, a atuação na última edição do torneio, em pleno solo brasileiro, e a má colocação da equipe nas Eliminatórias até a chegada de Tite não davam a segurança e a confiança necessárias para o torcedor verde e amarelo.

Quem disse isso resumidamente foi a Fifa em seu site oficial na última quarta-feira, um dia antes da estreia da Copa do Mundo. A publicação listou as razões pelas quais o Brasil voltou a conquistar bons resultados após a saída de Dunga, que deixou a equipe em sexto colocado nas Eliminatórias para o Mundial, fora da zona da classificação.

Com Tite, a história mudou: depois da anfitriã Rússia, o Brasil foi o primeiro a conquistar uma vaga para a edição de 2018 e, por meio do técnico, a Fifa indicou os cinco principais motivos para a retomada de confiança da Seleção. Confira abaixo:

1 – Relação honesta: o diálogo sempre esteve presente na Era Tite, assim como o senso de justiça – ninguém está acima de ninguém e todos estão sujeitos a críticas.

No início de junho, em jogo amistoso contra a Áustria (Foto: Joe Klamar/AFP)

 

2 – Porta aberta: desde que assumiu, Tite e sua equipe fizeram viagens pelo Brasil e mundo afora para observar e conversar com jogadores. Além disso, por conta do diálogo proposto desde o início, o comandante deu espaço para que cada jogador dissesse em qual posição se destaca mais.

Tite e seu estafe fizeram viagens mundo afora para observar jogadores. Em abril, foi a vez de ver a partida entre São Paulo e Atlético-PR, no Morumbi (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

 

3 – Unidade: falar é uma coisa, fazer é outra, mas Tite transformou a Seleção e restaurou cada posição, sem contar dos jogadores habilidosos que fazem parte do plantel brasileiro – mas a unidade é quem faz a força. Com ou sem Neymar, a equipe é ofensiva e defensiva em igual intensidade.

Apesar dos talentos individuais, a Fifa indica a unidade como uma das características da “nova” Seleção Brasileira (Foto: Nelson Almeida/AFP)

 

4 – Decisões corretas: Tite fez escolhas certas ao chamar Gabriel Jesus em sua estreia como técnico, na partida das Eliminatórias, contra o Equador; ao pedir a volta de Casemiro e chamar novamente Thiago Silva e Marcelo.

Tite fez uma série de apostas em suas convocações, entre elas o jovem Gabriel Jesus (Foto: AFP)

 

5 – Base sólida: ao anunciar os 23 convocados para a competição, Tite se mostrou coerente com as decisões tomadas quando foi anunciado técnico do Brasil – dos 23, 15 estavam com ele desde o começo do seu trabalho.

A maior entidade do futebol acredita que Tite foi muito coerente em suas ações até agora (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)



Na Copa do Mundo da Rússia, a Costa Rica tentará, ao menos, repetir o bom desempenho de 2014, no Brasil, onde chegou até as quartas de final após se classificar na primeira colocação de um grupo que contava com Uruguai, Inglaterra e Itália. No entanto, para voltar a surpreender, a seleção terá de lidar com uma responsabilidade maior e adversários tão complicados quanto, como afirma o meia Bryan Ruíz, que vê uma vitória na estreia contra a Sérvia como essencial para a sequência da competição.

“Acho que será mais difícil para nós. Primeiro, porque nossos rivais estarão mais preparados pelo que fizemos há quatro anos, e depois porque o grupo é muito igual, com exceção do Brasil que é um pouco melhor. Os outros três times, Sérvia, Suíça e Costa Rica são muito parecidos. A minha opinião é que as três seleções vão lutar por uma vaga, pois o Brasil é muito forte no momento. É por isso que este primeiro jogo contra a Sérvia é muito importante para nós vencermos, mas obviamente a Sérvia pensa o mesmo, que é importante nos vencer para ter a chance de passar de fase. Temos que estar totalmente focados na estreia”, alertou, em coletiva de imprensa.

Esta é será a segunda Copa do Mundo de Bryan Ruíz (Foto: NICOLAS MAETERLINCK/AFP)

Pela primeira rodada do Grupo E do Mundial, então, Costa Rica e Sérvia se enfrentam a partir das 9h (no horário de Brasília) deste domingo, em partida realizada na Arena Samara. O camisa 10 e capitão costarriquenho elogiou o time adversário, que, segundo ele, conta com jogadores de extrema qualidade.

“Eles têm muito bons jogadores. Apesar de terem mudado de técnico recentemente, os jogadores têm muita experiência. Eu não sei como é o espírito de equipe deles, o que é importante em uma Copa do Mundo, mas eles têm jogadores realmente bons que podem fazer a diferença. Então, temos que nos concentrar em não deixar que esses jogadores tomem conta do jogo”, apontou.

Bryan Ruíz disputará sua segunda Copa do Mundo. Depois de ficar de fora da lista de convocados de 2006 e não conseguir alcançar a classificação para o torneio em 2010, o meia se tornou um dos heróis na surpreendente campanha da Costa Rica em 2014, autor de dois gols, um deles o da vitória por 1 a 0 diante da Itália. O jogador de 32 anos de idade, que defendeu o Sporting na última temporada, chegou a ser cotado como possível reforço do Santos nas últimas semanas.



Copa do Mundo da Fifa deve ter aumento de 8% no faturamento em relação a 2014 (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

Copa após Copa a Fifa vem aumentando o seu faturamento exponencialmente. De acordo com estudo da Sports Value, a entidade máxima do futebol saiu de uma receita de US$ 1,4 bilhão no Mundial na Coreia do Sul e Japão para US$ 4,8 bilhão em 2014, quando o torneio de seleções foi sediado pelo Brasil. Contudo, apesar desse número ter triplicado, o aumento de faturamento projetado para 2018 não é grande.

A entidade projeta que receberá US$ 5,2 milhões (aproximadamente R$ 19 milhões) na Copa do Mundo da Rússia, o que representa apenas um aumento de 8% em relação a quatro anos atrás, metade do acréscimo percentual de receitas de 2010 para 2014 (15%). Além disso, o aumento é sete vezes menos do que na África do Sul e oito vezes menos do que na Alemanha.

O maior percentual que a Fifa teve nesse quesito foi de 2002 para 2006, quando a receita saltou de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,6 bilhões. A entidade ganhou 65% a mais no Mundial disputado em solo europeu do que na Ásia. Já na Copa do Mundo da África do Sul o aumento foi de 59%.

O contraponto positivo é a receita que a organização que cuida e regula o futebol mundial espera ter para a Copa do Mundo do Catar. Existe a estimativa de que o torneio de seleções irá gerar US$ 6,5 bilhões (aproximadamente R$ 24 milhões na cotação atual). Caso esse cenário se confirme, seria um acréscimo de 25% em relação a projeção para a Rússia.



Mohamed Salah durante treinamento realizado pelo Egito na última quarta-feira (Foto: Karim Jaafar/AFP)

O dia 26 de maio não foi triste apenas para os torcedores do Liverpool, que viram a equipe perder a final da Liga dos Campeões para o Real Madrid. Além deles, os egípcios viram a maior estrela de sua seleção, Mohamed Salah, sofrer um entorse no ombro esquerdo após lance com o zagueiro Sergio Ramos, que também atua na seleção espanhola. Muito especulou-se sobre a recuperação de Salah, mas Hector Cuper, técnico do Egito, “quase” garantiu o craque na estreia contra o Uruguai, na próxima sexta-feira, na Copa do Mundo.

“Salah está muito bem. A recuperação está muito boa, ele vem recebendo atenção especial e treinou ontem conosco. Ainda falta o treino de hoje, mas creio que quase posso assegurar que está pronto para jogar, só se surgir o imprevisto de último momento”, disse em entrevista coletiva.

Cuper ainda comentou a coragem do seu camisa 10. “Sempre tem alguém que te dá confiança, possibilidades… Médicos dão confiança. Conhecendo Salah, não creio que ele esteja com medo. Sabemos que sempre se corre o risco, é inevitável. Se o jogador vai ao campo de jogo, conhecendo ele, não vai ter dificuldade”, ressaltou o treinador. “Salah faz quase três treinamentos diários. Ele tem médicos, pessoal específico, tudo para melhorar sua lesão, que, de fato, melhorou”, finalizou.

O Egito faz parte do Grupo A, ao lado da anfitriã Rússia, Arábia Saudita e Uruguai, time que enfrenta na próxima sexta-feira, às 9h (de Brasília), Arena Ekaterinburg.



Xavi já participou de quatro Copas do Mundo e continua acreditando na Espanha como favorita (Foto: AFP)

Xavi Hernández, ex-jogador do Barcelona e da seleção Espanhola, não está na Rússia para jogar bola, a não ser nas horas vagas ou com as crianças participantes do projeto Generation Amazing, do qual ele faz parte. Embaixador da Copa de 2022, no Catar, país onde ele atua hoje em dia pelo Al-Sadd, ele deu uma entrevista exclusiva ao canal SporTV na manhã desta quinta-feira e falou sobre vários assuntos, inclusive a demissão de Julen Lopetegui da seleção às vésperas do início do Mundial. Confira os principais trechos.

Demissão de Lopetegui

Xavi Hernádez já tinha dito ao jornal espanhol Marca que ficou do lado da Federação Espanhola de Futebol no caso da demissão de Julen Lopetegui. Perguntado sobre se seu telefone tocou quando ele foi demitido, Xavi foi enfático.

“Não tocou e creio que não seja o momento, não só pela falta de licença para treinar. A seleção espanhola já tem a ideia, já tem o caminho, apesar da saída de Lopetegui na última quarta-feira. Eu creio que o grupo está unido e com consciência de onde estão, numa Copa do Mundo. Evidentemente não é a melhor das circunstâncias, mas é necessário seguir em frente e o presidente (da Federação Espanhola de Futebol) tomou uma decisão, na minha opinião, muito acertada, porque não se pode estar em dois clubes ao mesmo tempo, com dois pensamentos ao mesmo tempo”, iniciou o ex-campeão pela Espanha.

“Nesse sentido, creio que foi decidido da melhor forma e, a partir daqui, os torcedores devem torcer mais do que nunca. A ideia inicial proposta por Lopetegui foi muito boa, uma coisa não exclui a outra, não perderam nenhum jogo, tem jogadores fantásticos, a Espanha tem o melhor centro-campista do mundo e a possibilidade de ser muito competitivo”, disse.

Sobre o Real Madrid, que contatou o técnico durante a preparação da Copa do Mundo, o ex-Barcelona colocou a maior parte da culpa no próprio Lopetegui. “As decisões foram mais de Lopetegui. Todo mundo olha para o Real Madrid, e poderia ter sido qualquer clube (a fazer esta proposta), mas essa decisão de Lopetegui que não foi acertada. Ele é o responsável pelo ótimo desempenho da Espanha até agora, mas não tomou uma decisão correta. É impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo”, finalizou sobre o assunto.

A seleção da Espanha na Copa e o Brasil

“A Espanha não perde com esse episódio. Sou otimista, isso irá uni-los muito mais. Além do mais, Hierro assumiu e ele é muito bem-preparado, conhece a casa, conhece a federação, por isso não acho que a Espanha tenha menos favoritismo que antes. Isso pode torná-los mais fortes. O grupo precisa ter mais confiança ainda, se unir, conversar para tratar desses percalços. Lá tem muita gente experiente… Acredito que a seleção tem que continuar com seu rumo e tem tudo para ser campeã”, relatou, otimista.

Ele ainda elogiou o Brasil. “Acredito que a Espanha tem muitos talentos ainda: Isco, Thiago, Busquets, Silva, Iniesta – uma mistura de experiência e juventude. Tem tudo para ir muito longe na Copa. Assim como tenho esperança que a Espanha chegue à final, mas sei que tem o Brasil, com talento, bom técnico, bom físico, vem muito bem preparado para vencer a Copa… Espanha, Alemanha e Argentina estão na briga, mas acho que o Brasil está um pouco a frente dos outros”.

E também o camisa 10 da Seleção Brasileira. “O melhor do mundo, para mim, é o Messi, ainda. O Neymar está muito próximo. (Entre Neymar e Cristiano Ronaldo) Neymar é o melhor jogador de futebol, na minha opinião. Tem mais coisas a oferecer. Neymar tem mais talento e pode crescer muito, acho que vai substituir o Messi em 3 ou 4 anos”, observou.

Fernando Hierro, novo técnico

“Estou certo de que Hierro pode levar a seleção à decisão, é um ótimo líder. Nos ajudou em 2010 quando vencemos a Copa. É uma pessoa muito positiva, conhece os jogadores e é uma oportunidade para ele também”.

Embaixador da Copa e projeto Generation Amazing

De 1997 a 2015, Xavi Hernádez ficou no Barcelona, incluindo as categorias de base. Depois disso, foi para o Catar, onde atua pelo Al-Sadd. “stou muito contente no Catar, minha família é muito feliz ali e agora estou aqui trabalhando com a comissão organizadora da Copa no Catar. É por isso que estou na Rússia”, disse o embaixador do Mundial de 2022. “Este projeto, Generation Amazing, trata-se de ajudar as pessoas justamente para isso. Estivemos com pessoas com necessidades especiais, crianças, idosos, tentamos ajudar várias pessoas no Catar e trouxemos oito integrantes do Comitê para verem a organização deste Mundial (na Rússia). É um projeto muito bonito e tenho orgulho de fazer parte dele”, relatou.

Ele, ainda, explicou sobre o projeto. “Eu acho que o futebol é uma ferramenta que agrega culturas, religiões e tudo mais de alguma maneira. Este projeto de alguma forma é assim. Tentamos ajudar, tentamos unir, tentamos entender as pessoas, ajudamos os carentes e o futebol é uma ferramenta incrível para isso. Estamos vendo como a Rússia está organizando este Mundial e é realmente algo muito bom o que o futebol consegue transmitir para todo o mundo. Estamos (projeto e comissão da Copa no Catar) tentando ajudar diversos países, com diversos tipos de adversidades, para que se integrem cada vez mais”, finalizou.



Arte: AFP

Rússia e Arábia Saudita fazem o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2018 nesta quinta-feira, às 12h(de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou, capital russa, em duelo válido pelo Grupo A. A chave conta ainda com Egito e com Uruguai, que duelam na sexta-feira. Os russos, que estão há sete jogos sem vencer, lutam para não repetirem o vexame da África do Sul, que em 2010 se tornou o único anfitrião a ser eliminado ainda na etapa de grupos.

Para evitar que o vexame aconteça, o técnico Stanislav Cherchesov destacou a necessidade de ganhar na estreia, diante do adversário considerado mais fraco do grupo.

“Sabemos que a nossa classificação passa muito por conquistarmos um grande resultado na estreia. Esse jogo considero chave para a sequência do nosso trabalho, pois é muito complicado largar em desvantagem em uma competição de tiro curto como é a Copa do Mundo”, explicou Stanislav Cherchesov.

Os dois treinadores da partida de abertura: Juan Antonio Pizzi e Stanislav Cherchesov  (Fotos: Cristina Quicler e Franck FIFE /AFP)

Já a Arábia Saudita enfrentou muitos problemas no período pré-Copa, apesar de ter passado bem nas Eliminatórias asiáticas. A desorganização da federação local levou a demissão do argentino Edgardo Bauza a poucos meses da Copa começar. Caberá a seu compatriota, Juan Antonio Pizzi, que fracassou na missão de levar o Chile ao torneio, dar um rumo ao país. Apesar destes problemas durante a preparação para o mundial, os jogadores se mostram confiantes.

“Sabemos que estamos desacreditados e muitos nos colocam como quarta força. Somos, porém, um grupo de jogadores que sonha alto. A Rússia tem uma seleção forte e joga em casa. Mas vamos buscar um bom resultado”, disse Abdullah Al-Mayuf, goleiro titular da Arábia Saudita.

Em termos de escalação, os principais destaques do time russo são o experiente goleiro Igor Akinfeev, titular da seleção desde 2004, e o meia Aleksandr Golovin, que já despertou o interesse em grandes equipes europeias, como a Juventus. O time perde muito porém, sem o artilheiro Alexander Kokorin, que não jogará o Mundial por conta de lesão na coxa direita. O lateral-direito Mário Fernandes, brasileiro naturalizado russo e que foi revelado no Grêmio, é tido como titular. A melhor participação da Rússia em um Mundial foi o quarto lugar de 1966.

Os dois destaques das equipes: o atacante Al Sahlawi e o meia Aleksandr Golovin (Fotos: Alexander NEMENOV e Leon KUEGELER /AFP)

A Arábia Saudita, que surpreendeu ao chegar nas oitavas de final na Copa do Mundo de 1994, guiada pelo ex-meia Majed Abdullahmaior jogador,  da história do país, aposta atualmente no oportunismo de Mohammad Al-Sahlawi, atacante de 31 anos, que foi o artilheiro sauditas nas Eliminatórias com incríveis 16 gols em 14 jogos.

Vale lembrar que antes do apito inicial desta partida acontece a festa de abertura da Copa do Mundo de 2018. Pelo regulamento da Copa do Mundo, nesta primeira fase as equipes duelam em turno único dentro de seus respectivos grupos. Ao fim, os dois melhores colocados de cada chave se garantem nas oitavas de final.

FICHA TÉCNICA
RÚSSIA X ARÁBIA SAUDITA

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 14 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Emerson de Carvalho (Brasil) e Juan Pablo Belatti (Argentina)

RÚSSIA: Igor Akinfeev; Mário Fernandes, Ignashevich, Kutepov (Granat) e Zhirkov (Kudryashov); Zobnin, Kuzyaev,  Dzagoev, Golovin; Samedov (Miranchuk) e Smolov
Técnico: Stanislav Cherchesov

ARÁBIA SAUDITA: Abdullah Al-Mayuf, Al-Shahrani, Osama Hawsawi, Othman (Hawsawi) e Al-Burayk (Al-Harbi); Salman Al-Faraj, Otayf, A-Jassim e Al-Shehri; Al-Dawsari e Al-Muwallad. Técnico: Juan Antonio Pizzi