COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Logo após a final da Copa do Mundo ter sido encerrada com o título da França, alguns jogadores brasileiros utilizaram as suas redes sociais para parabenizar o a conquista de alguns companheiros de clubes que saíram vitoriosos da competição realizada na Rússia.

Companheiros do zagueiro Varane no Real Madrid, o lateral esquerdo Marcelo e o volante Casemiro publicaram mensagens felicitando o atleta pela conquista do título mundial. O ala em sua mensagem também aproveitou o espaço para elogiar os meio-campistas Luka Modric e Mateo Kovačic, atletas da seleção croata, que acabou derrotada na decisão.

“Varane, parabéns, fenômeno! Você foi vencedor e merece! Modric e Kovacic, vocês são grandes, mostraram luta, honra e coração. Orgulhoso de vocês!”, publicou Marcelo para parabenizar os companheiros da decisão da Copa do Mundo.

Outros jogadores franceses que também atuam no futebol espanhol, o atacante Antonie Griezmann e o lateral Lucas Hernandez, que vestem a camisa do Atlético de Madrid, também foram parabenizados por um companheiro brasileiro: o lateral Filipe Luiz.

Já os zagueiros Marquinhos e Thiago Silva utilizaram as redes sociais para elogiar os companheiros de Paris Saint-Germain: o atacante Kylian Mbappé, o goleiro Areola e o defensor Kimpembe. Outro atleta do PSG, Daniel Alves, que ficou de fora do mundial devido a uma lesão, foi outro que parabenizou os franceses.




Construída em 1988, Clairefontaine é hoje uma das instalações mais sofisticadas e completas que uma federação de futebol nacional pode possuir. Com 56 hectares e a 60 km de Paris, o centro de treinamento da França tem papel fundamental no sucesso dos Bleus nos últimos 20 anos. Para se ter uma noção, nada mais, nada menos que sete jogadores do elenco comandado por Didier Deschamps nesta Copa do Mundo passaram por períodos de treinamentos no local, que tem como premissa desenvolver o futebol jogado no país e garimpar talentos.

Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti, Blaise Matuidi, Paul Pogba, Olivier Giroud e Kylian Mbappé passaram por Clairefontaine antes de conquistarem o mundo em 2018 e repetirem o feito de uma geração que entrou para a história ao vencer a Copa 1998, realizada no país. A vitória por 4 a 2 sobre a Croácia apenas confirma o bom trabalho da federação nacional, que tenta padronizar um estilo de jogo específico em todo o território francês através de uma filosofia.

“Em Clairefontaine fui educado. Independentemente de perdermos ou não, tínhamos uma identidade. Tínhamos que jogar de uma certa maneira, tínhamos que respeitar o futebol. Eles colocaram isso em minhas veias. Todos nós refletimos a educação que recebemos”, disse Thierry Henry sobre o CT da seleção francesa.

Apenas os melhores chegam a Clairefontaine. A concorrência é tamanha, que um dos principais jogadores desta seleção francesa, N’Golo Kanté, não teve chances de mostrar seu futebol à federação quando criança por conta de seu porte físico, considerado abaixo dos padrões da entidade  – o volante, que joga no Chelsea, mede 1,68m. Antoine Griezmann, estrela do Atlético de Madrid, também não passou pelo processo de formação elaborado pela FFF, se transferindo precocemente para a Real Sociedad, na Espanha.

Desde a fundação do Centro Nacional de Futebol, como são chamadas as instalações de Clairefontaine, em 1988, a França chegou em cinco finais dos dois maiores torneios de seleções do planeta e venceu três. Fora o título da Copa de 2018, a equipe também foi campeã mundial em casa, em 1998, campeã da Eurocopa de 2000, decidiu a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, contra a Itália, e foi vice-campeã da Eurocopa em 2016, quando sediou o torneio.

Além de centro médico, salas de convenções, academia e tudo o que há de mais moderno, o complexo de Clairefontaine também conta com 9 campos de futebol e sete residências que servem de alojamento não só para a seleção principal, mas também às categorias de base e aos jovens garotos que passam por lá. A principal delas, o Château de Montjoye, onde os profissionais costumam se hospedar durante a preparação da França para alguma competição importante, foi construída no século XIX e possui 20 quartos individuais, além de outros 10 quartos duplos.

Presidente da França, Emmanuel Macron, em visita aos jogadores franceses em Clairefontaine (Foto: Francois Mori/POOL/AFP)

O fato de o centro de treinamento estar cravado no meio da floresta de Rambouillet, no departamento de Yvelines, contribui para que jogadores, técnicos e outros profissionais acabem mergulhando de forma integral em suas respectivas funções. Zinedine Zidane, por exemplo, foi protagonista de uma grande polêmica ao sair de Clairefontaine para cortar o cabelo. Desde então, há até espaço para cabeleireiro nas instalações.

Em 2013, a Federação Francesa de Futebol iniciou a reforma do complexo, com o intuito de modernizar a infraestrutura local. Assim, o Centro Técnico Nacional Fernand Sastre, que levava o nome do presidente da Federação Francesa que idealizou todo o projeto, foi rebatizado de Centro Nacional de Futebol. Em 2016, as obras foram concluídas para a Eurocopa, campeonato em que a França chegou até a final, mas acabou sendo derrotada surpreendentemente por Portugal, em pleno Stade de France.

Os grandes resultados da França em competições internacionais nos últimos anos fizeram com que outras federações acabassem se inspirando em Clairefontaine para construírem seus próprios centros de treinamento e adotassem um modus operandi similar na captação e formação de jovens talentos. A Inglaterra, que acabou eliminada pela Croácia na semifinal da Copa do Mundo, foi um dos países que tiveram o Centro Nacional de Futebol como exemplo para erguer seu próprio projeto. Inaugurado em 2012, St. George’s Park custou 105 milhões de libras (cerca de R$ 540 milhões) aos cofres da FA (Federação Inglesa de Futebol), mas já vem dando retorno. O English Team é o atual campeão mundial sub-17 e sub-20.



Rakitic fez ressalvas quanto ao triunfo francês (Foto: Odd ANDERSEN / AFP)

Após a vitória da França para cima da Croácia, pelo placar de 4 a 2, que garantiu o bicampeonato da Copa do Mundo aos franceses, o meia rival Ivan Rakitic preferiu focar no bom primeiro tempo realizado pela seleção vice-campeão do Mundial.

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Em entrevista concedida após a decisão deste domingo, o jogador do Barcelona enfatizou a performance e desempenho do time croata e lamentou a falta de conclusão certeira das oportunidades criadas pela equipe de Zlatko Dalic.

“Fomos o melhor time no primeiro tempo. Estivemos no ataque, mas não tivemos sorte. Eles marcaram quatro dos três chutes que tiveram ao gol. Mas eu parabenizo a França, eles mereceram”, afirmou.

A fala do jogador se explica pois o primeiro tento francês na partida foi um gol contra do atacante Mario Mandzuckic, da Croácia. Com isso, nas três chances restantes da França ao longo da partida, foram marcados os três gols aos quais se referia Rakitic.



Karim Benzema não esteve presente na convocação do técnico Didier Deschamps para a Copa do Mundo, como era esperado, no entanto, o atacante do Real Madrid fez questão de parabenizar seus antigos companheiros pelo bicampeonato mundial após a vitória dos Bleus sobre a Croácia por 4 a 2 no estádio Luzhniki, em Moscou.

“Felicitações, rapazes”, escreveu Benzema na legenda de uma foto em que aparece a seleção francesa reunida.

Felicitation les gars!!! Well done. World champs 🔥👏🏼💯

Uma publicação compartilhada por Karim Benzema (@karimbenzema) em

Desde que se envolveu em uma grande polêmica com Valbuena, em 2015, Benzema nunca mais foi convocado por Deschamps. O jogador foi acusado de chantagear o antigo companheiro de seleção, que teria tido um vídeo íntimo vazado.

Apesar da qualidade do atacante, que defendeu a França na última Copa do Mundo, no Brasil, onde os Bleus foram eliminados nas quartas de final para a Alemanha, Didier Deschamps preferiu abrir mão de Karim Benzema por motivos éticos. Desde então, o jogador já alfinetou o comandante em algumas oportunidades e jamais voltou a ser lembrado pelo agora campeão mundial como jogador e técnico.



Dalic chegou à final da Copa do Mundo com um time desgastado fisicamente (foto: Franck Fife/AFP)

O técnico Zlatko Dalic estava abatido após a decisão da Copa do Mundo da Rússia, mas também orgulhoso. Ele liderou a melhor campanha da Croácia na história dos Mundiais, que terminou com uma derrota por 4 a 2 para a França na final deste domingo, no Estádio Luzhnikí, em Moscou.

“Faltou aquilo que tivemos em todos os outros jogos dessa Copa: um pouco de sorte”, lamentou Dalic. “Tomamos um gol contra (o primeiro do jogo, de Mandzukic), um de bola parada (refere-se ao pênalti convertido por Griezmann)… São coisas do futebol”, acrescentou.

Apesar das adversidades, a Croácia teve mais posse de bola (61%) e vivenciou bons momentos na partida vencida pela França. No segundo tempo, os comandados de Dalic, que vinham de três prorrogações nas fases anteriores, sofreram com o desgaste físico acentuado.

“Foi difícil encontrar energias. Não esperávamos o quarto gol. Ali, eu me desanimei um pouco, mas, mesmo assim, ainda havia esperanças. Fizemos um bom jogo. Quando você leva quatro gols, fica complicado mudar o resultado”, comentou o treinador croata.

Seja como for, Zlatko Dalic tinha motivos para estar orgulhoso. A Croácia não chegava tão longe em uma Copa do Mundo desde 1998, quando o time de Suker parou na terceira colocação – perdeu nas semifinais justamente para a França, anfitriã daquele torneio.

“Se alguém tivesse me oferecido o segundo lugar antes de a Copa começar, acharia fantástico. A tristeza que fica é pelo nosso desempenho no torneio. Mas disse para os jogadores não ficarem chateados, porque honramos o nosso time. Isso é um esporte, e temos que respeitar o resultado”, discursou Dalic.




Varane venceu a Champions pelo Real Madrid e a Copa do Mundo pela França (Foto: CHRISTOPHE SIMON / AFP)

O zagueiro Raphael Varane juntou-se a um seleto grupo de jogadores neste domingo, após a conquista do bicampeonato da Copa do Mundo por parte da França, que derrotou a Croácia por 4 a 2, no Estádio Lujniki, em Moscou.

Isso porque o defensor tornou-se o 11º atleta a vencer o Mundial e a Liga dos Campeões em um mesmo ano, tendo levantado o troféu do torneio mais importante de clubes da Europa pelo Real Madrid, em maio de 2018, depois de triunfo diante do Liverpool.

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Os outros nomes da lista incluem: Sepp Maier (1974), Paul Breitner (1974), Hans-Georg Schwarzenbeck (1974), Franz Beckenbauer (1974), Gerd Muller (1974), Uli Hoeness (1974), Jupp Kapellmann (1974), Christian Karembeu (1998), Roberto Carlos (2002) e Sami Khedira (2014).

É interessante notar que somente dois clubes figuram como representantes do grupo: Bayern de Munique e Real Madrid. Com a conquista da Alemanha em 1974 e o triunfo do time germânico na Champions daquele ano, sete nomes passaram a integrar a lista que, antes de tal ano, sequer existia.

A partir deste ano, somente jogadores merengues tiveram a entrada carimbada. Karembeu integrou o grupo da França em 98, Roberto Carlos participou do time brasileiro pentacampeão e, por fim, Khedira, algoz da Seleção em 2014, havia vencido a Liga dos Campeões com o Real naquela temporada.

Agora, Raphael Varane passar a figurar no grupo de campeões dos dois principais títulos, em âmbito de clube e seleção. Caso a Croácia tivesse consagrado-se vencedora, seria Luka Modric, camisa 10 croata, que entraria na lista.



Aos 19 anos, Kylian Mbappé entrou para o seleto grupo de campeões mundiais que conquistaram o feito antes de completarem duas décadas de vida. Titular absoluto da seleção francesa, o atacante do Paris Saint-Germain fez uma campanha histórica na Rússia ao lado de seus companheiros e, depois de derrotar a Croácia na final da Copa do Mundo por 4 a 2, no Estádio Luzhniki, em Moscou, igualou um trio de peso composto pelo uruguaio Rubén Morán, o italiano Giuseppe Bergomi e, claro, Pelé.

Embora haja outros atletas que se sagraram campeões mundiais antes dos 20 anos, apenas os três jogadores citados acima ergueram a taça atuando como titulares nas respectivas finais que disputaram. A poucos dias de completar sua segunda década de vida, Rubén Morán esteve em campo na vitória da seleção uruguaia sobre o Brasil, em 1950, em pleno Maracanã.

Giuseppe Bergomi, com apenas 18 anos, parou Rummenigge em 1982, quando a Itália bateu a Alemanha Ocidental por 3 a 1. O jogador, que passou sua carreira toda na Inter de Milão, substituiu Fulvio Collovati contra a saudosa Seleção Brasileira de Telê Santana após seu companheiro se machucar e sua atuação convincente contra o time canarinho acabou o credenciando a jogar a decisão contra os alemães.

Já Pelé, aos 17 anos, anotou dois dos cinco gols do Brasil na goleada sobre a Suécia, em 1958. No total, o então jovem jogador do Santos se despediu daquele Mundial com nada mais, nada menos que seis gols. Além de estufar as redes na final contra os donos da casa, Edson Arantes do Nascimento também marcou o gol do triunfo da Seleção sobre o País de Gales por 1 a 0 e mais três tentos contra a França, que saiu de campo derrotada na semifinal por 5 a 2.

Agora, foi a vez de Kylian Mbappé, nascido em Bondy, subúrbio de Paris, mostrar ao mundo que o que todos suspeitam estar acontecendo na Rússia era verdade: o surgimento de um novo fenômeno do futebol. Nesta Copa do Mundo, o jogador filho de mãe argelina e pai camaronês balançou as redes quatros vezes, incluindo o gol na final, em sete partidas disputadas. Além de marcar o gol da vitória francesa sobre o Peru por 1 a 0, o atacante do PSG também somou mais dois tentos e um pênalti sofrido contra a Argentina, que foi eliminada nas oitavas de final, em Kazan, ao perder por 4 a 3 e, neste domingo, marcou o quarto gol da vitória francesa na grande final.

Vestindo a lendária camisa 10 da seleção francesa, que um dia foi de Zinedine Zidane e Michel Platini, Mbappé parece não sentir o peso da grande responsabilidade que se apresentou sobre seus ombros, tanto é que ajudou de maneira  natural a conduzir seu país até a grande decisão da Copa do Mundo e vencê-la. O jovem de apenas 19 anos confirmou sua ascensão meteórica com a conquista da tão sonhada taça e se juntou a grandes lendas do jogo.



A França está em festa e até um de seus maiores símbolos, a Monalisa, homenageou a seleção francesa após a conquista da Copa do Mundo, neste domingo, diante da Croácia, por 4 a 2. Em seu Twitter oficial, o Museu do Louvre, onde a obra se encontra exposta, postou uma imagem da icônica pintura de Leonardo da Vinci com a camisa da França.

Na postagem, é possível ler “Felicitações à seleção francesa pela vitória na Copa do Mundo de 2018”, seguida de uma Monalisa em sua pose habitual e com sorriso enigmático, mas com sua camisa bem diferente daquela encontrada na obra original: o azul escuro do uniforme oficial da seleção francesa entrou em cena.

A França venceu a Croácia neste domingo pelo placar de 4 a 2, em Luzhniki, Moscou, pela final da Copa do Mundo de 2018. Os gols franceses foram marcados por Mandzukic (contra), Griezmann, Mbappé e Pogba, enquanto Perisic e Mandzukic descontaram.