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Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFP

Universidade da Pensilvânia excluindo atletas transgêneros de equipes femininas

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Da Redação 02/07/2025 às 00:02 • Atualizado: 02/07/2025 às 00:06
São Paulo, SP

A Universidade da Pensilvânia acabou de não aceitar mais atletas transgêneros em suas equipes femininas, após a polêmica gerada pelo caso da nadadora Lia Thomas, anunciou o Departamento de Educação dos Estados Unidos nesta terça-feira.

O acordo ocorre após uma investigação recente do Departamento de Educação, que se baseia em uma lei federal que proíbe a discriminação de gênero nos programas educacionais, depois que a nadadora transgênero Lia Thomas concorreu em provas femininas em 2021 e 2022 por esta universidade localizada em Filadélfia (nordeste).

A prestigiada alma mater "adotará a partir de agora as definições biológicas de homem e mulher" e "não permitirá que os homens participem de programas atléticos femininos", segundo o comunicado do departamento sobre os termos do acordo.

A instituição também se comprometeu a "restituir aos atletas todos os registros e títulos individuais [...] que foram obtidos por atletas masculinos autorizados a competir na categoria feminina" e "enviar uma carta de desculpas personalizada para cada nadadora afetada".

Lia Thomas, primeira nadadora transgênero a vencer uma competição universitária nos Estados Unidos em março de 2022, representou a questão candente da participação de atletas transgêneros em provas femininas. Seus resultados geraram um debate acalorado em que os críticos argumentavam que, ao ter competitivo como o homem no passado, ela desfrutava de uma vantagem fisiológica injusta.

Durante a campanha presidencial, o republicano Donald Trump prometeu acabar com o "delírio transgênero". O presidente passou à ofensiva contra a participação de atletas transexuais em competições femininas pouco depois de seu retorno à Casa Branca em janeiro, com ameaças de cortar os subsídios federais às organizações que não o apoiavam.

No âmbito internacional, as federações de atletismo, natação e ciclismo fecharam uma transição "antes da puberdade", o que equivale praticamente a uma exclusão, já que a maioria dos países não permite uma mudança de gênero tão precoce.

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